segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Morte (Homenagem a Edgar Morin)

Hoje a Morte falou com sonâmbula loucura
Desse êco em que gravou nosso ser sem figura.
Olhou-se num espelho nefasto e embebedou-se num delírio de crente
Fitou esse olhar anónimo de um feto moribundo gerado em águas do seu próprio mundo...
E silenciou-se no escuro tumular, no elo simbiótico de uma esposa infiel com medo nevrótico do extâse lunar...Esse anjo imortal tornou-se tabú, um sonho amoral, um Eu e um Tu.
O mito perdura na dor que vincula o devir inseguro à inscrição tumular!

Sem comentários:

Enviar um comentário