«Precisava
de uma inspiração fundadora, algo que me fizesse intuir por onde
começar. Não existem recomeços. Bem...Se o que precisava virtualmente
não for possível, continuo a viver do real
possível.»[noético-28/04/2014]
«Inquieto,
desarmado, sem noção...Perdido ? Não! Desfeito ou desamado também não.
Incompreendido, também não. Infeliz ? Não. Então ? Então, é só então!
Adoro vaguear, devo ter nascido com o mar, a chuva, o sol, a loucura
natural que acorda com os ciclos de Primavera e se encerra a cada
Inverno. Tudo mexe, tudo mexe...Do mais ínfimo músculo até ao mais fino
neurónio tudo parece dançar, correr, rodar...Não,
não é apenas um estado do esqueleto enferrujado. Não, não é nenhuma
aurora boreal de fogo de artifício que a mente cria para celebrar. É
apenas o grito da carne e do osso, o desejo da cegueira temporária que
demanda a episcopal cabeça. Rende-te, tem fé, torna-te discípulo,
abandona-te, entrega-te, tudo suspiros de amante em chãos de areia,
ventos solares que nos perturbam a face. Inquieto, sim! Desarmado, sim!
Feliz contradição. Livre, também, solto ainda mais!
»[noético-27/04/2014]
«O que mudou assim tanto, 40 anos depois ? Muito! Mas ficar a olhar para
os sonhos que nunca se realizaram parece quase um pesadelo
real...Alguns dizem mal da democracia, como se a democracia, nascida há
mais de dois mil anos, claro que não a moderna como hoje a preferem
chamar, apagasse essa chama mais do que olímpica?! Democracia ? Muitos
rogam-lhe pragas por ignorância, outros, louvam-na - rogar e louvar tudo
termos medievos, interessante, quase grotesco - como se fosse algo
de adquirido, um climax de um coito com a História, uma substância
(substare = o que permanece) como Aristóteles a definia. Não é tudo isto
digno de uma gargalhada de uma gárgula de catedral ? A democracia não
está feita, não acabou, com qualquer Constituição, essa mentira que
inventaram para nunca mais a modificar. A democracia continua descalça,
não por que cada vez existam mais pobres a vaguear pela rua, mas por que
ninguém quer ser a Cinderela, a princesa que um dia vai provar o
sapatinho de cristal. Não, a democracia não é um conto de fadas, de
princípes eméritos que salvam damas encerradas em castelos de sonho. A
democracia está toda, todinha por fazer, ainda! Mas se é razoável
entender que muito mudou, ainda falta compreender que são os cidadãos
verdadeiramente livres que a constroem. Claro mas indistinto, meio ao
contrário de Descartes, a democracia, não nasce apenas de uma liberdade
fundada no Direito e no descanso sobre a Lei, seja ela civil ou divina.
Deus nas alturas...Quantas vezes ouvimos repetir esta ladaínha que,
hoje, para mim, já nem sequer me serve de despertador, mas pelo
contrário, me adormece profundamente ?...A lei nas alturas, e viva o
nosso descanso, a paz entre os homens e esses discursos que Marx
entendia como suco de papoilas para os homens... Não é verdade que
adormecemos sobre os louros judaicos e romanos ? Então, porque é que o
mal está na democracia ? Eu, sei que não está! Não é defeito da
democracia, mas sim dos homenzinhos condutores de almas, todos os
pregadores que pregam o medo, que dividem para reinar e que com simples
estratégias de animais caçadores separam a presa do rebanho para a poder
devorar. O 25 de Abril ao pé de milhares de ensinamentos de História,
parece uma simples torneira com as borrachas estragadas, que agora verte
ainda alguma água, gota a gota.»[noético-27/04/2014]
«Alguém me perguntou para procurar um número. Se nunca me tivessem
ensinado um, penso que teria continuado a existir sem ele. A invenção da
matemática nada me diz rigorosamente, apesar de todo o seu rigor ou
não existissem outras formas de comunicar, representar e
simbolizar.»[noético-22/04/2014]
«Esta
Nação parece encarquilhada com datas de tantas que parecem ser as rugas
que a caracterizam. 1 de Dezembro, 5 de Outubro, 25 de Abril. É uma
euforia das datas. Uma reverência ao passado e aos mortos, ensina-se em
todas as Escolas, Seminários, Igrejas. Venerar é o mote. Idolatrar é o
verso. Não admira que isto tudo caminhe para ser uma worldpédia para
complementar os evangelhos. Ter datas para celebrar parece ser um
pretexto de não se fazer futuro, parar tudo, solenizar os
dias e adormecer no passado.Tudo demasiado marcado pela bitola clerical
como não seria de esperar outra coisa. Que morram de vez as datas! Para
que é que isso serve? Quem amamos e já partiu não tem data alguma.
Pessoas e o seu legado não estão circunscritas a datas. Simplesmente não
entram nos canônes bibliográficos de classificação apesar de tudo
parecer obedecer à ordem do Livro, antigamente chamado Biblios de onde
surgiu o nome Bíblia.«[noético-22/04/2014]
«Preciso de um verde e laranja. Sigo o que penso ou penso o que sigo?
Não. Não é a bandeira indiana. São as cores que procuro. Alguém me
arranja verde e laranja? Só queria matar esta sede.»[noético-23/04/2014]
«Arquitetólogo é o arquiteto que tira fotografias ao
psicólogo...Ahahah...Mas...Oh, amigo...O psicólogo também tira
fotografias. Ai sim? Essa não sabia!»[noético-23/04/2014]
«Estive tanto tempo ausente, confessou para os seus botões. Na realidade
tinha andado ocupado em pensar sobre coisas que nada tinham a ver
consigo. Não estava perdido e nada estava perdido. O perder é sempre um
eufemismo. Nada se perde, por que nada se ganha, apenas se vive. É a
memória que nos atraiçoa. Ela faz-nos recordar e tomar tudo isso, que já
foi, como se fosse nosso. A noção de movimento cria-nos a ilusão de
caminhar para outros lugares e de abandonar outros. Nada disso é nosso.
Nosso, meu, teu, são também eufemismos. os eufemismos fazem-me lembrar a
'pena'. Ter saudade é outra expressão dessa 'pena', desse amor próprio
mais uma vez ferido, que parte inseguro para lugar incerto. Estive
ausente, mas, hoje, estou bem presente.»[noético-22/04/2014]
«A ideia de tribo passou para a de cidade. E tudo o vento levou...Grupos
de caça, convertidos em cidadãos...Interessante, história. Há colectivo
?... Existem Nações, Estados, Países ? Haverão, igualmente, individualidades surgidas dos erros de São
Tomás de Aquino nas suas interpretações de Aristóteles ? O ser enlouquecido
que é ser, mas não é, o ser, tem destas coisas...Anda desvairado! Calma!
mas, não é preciso, efervescer, bulir, produzir, intensificar, ser bem
sucedido e prolífico?...Não irei falar de coitos, senão, acabaríamos
todos nos, Anais da História! Ahahahahah...Apressados para quê ? Telas
pintadas, para quê ? Ah!...Se um papagaio nunca tivesse imitado um
rouxinol, nunca saberíamos o que foi e será sempre a
humanidade!»[noético-16/04/2014]
«Proibido porquê? Mas, nós não somos já responsáveis pelo nosso cadáver
adiado? Pois...Há que evitar as consequências dos nossos actos face à
liberdade dos outros. E, aí, começa o conflito de interesses. Ainda bem
que existe desrespeito, por vezes, por que aquilo que para os outros é
importante, pode ser bem mais vital que o nosso interesse. É neste ponto
que Kant falha, rotundamente, assim como, falha Mill. O conflito é
essencial à vida e respeito é apenas mais uma palavra pietista ou da
igrejinha católica, sem sentido, excepto do credo da obediência. Quando
os filósofos falam de conceitos, até tremo, com tanta abrangência que
ignora todo um universo de detalhes, reais.[noético-16/04/2014]
«Quixoteis stillan unpleasantpresence in our lives.That is whyit isso universal.I will notjoin you ina toastto him.Instead, I hopehe diessoon, asin aquixoticdream, and everythingimproves.»[noético-17/04/2014]
Discovery - The debris from a stellar explosion from 2,200 years ago still shines brightly in x-rays even though it shouldn't
«If you really thought about peace, let me tell you something. Guns shouldn't ever be part of the equation. It's better to be killed without using guns than to hold them saying that we are holding peace. A peaceful person never uses guns. Killing doesn't make part of it's bible or koran or torah. Who said that man are bad or good ? Neither legitimate defense serves as an excuse. Good and Evil are best friends, two faces of the same coin, preached to men by religious guys that wanted to divide them to rule. Those who in name of 'nothing' tell you to use guns are not peaceful neither your friends. Who lives by the gun dies by the gun, sometimes.»[noético-17/04/2014]
«De que adianta chorar ? De nada! De nada ? Então, por que é que todos
os homens choram ? Se de nada adiantasse, não haveria motivo para termos
sequer bolsas lacrimais. Ah! Afinal...Até faz bem chorar. Chorar até à
exaustão das forças. Que mal tem? Pode-se chorar de riso ou de dor. Por
que razão haveríamos de evitar expressar essa faceta tão natural ?
Parece absurdo conter as lágrimas. E é! O que é verdadeiramente
contranatura é evitar chorar, quando se sente esse apelo fortíssimo de
chorar. Uma civilização que não sabe chorar, não vale um vintém! Nem sei
se lhe conseguirei chamar civilizada ou sequer razoável.»
[noético-14/04/2014]
«É um disparate, ou, antes, um argumento incompleto, dizer-se que se é o
que se faz. É a minha tese. Isso, no entanto, não implica, ainda assim,
um retirar da nossa responsabilidade. Se afirmar, agora, que 'este, não
é ainda aquele que desejaria ser', não encontro nada de errado. Mas,
desejar, não é o mesmo que acontecer, nem fazer acontecer. Ao ser não se
coloca uma trela como a um cão, levando-o a passear e, também, não se
lhe ensina a obedecer. Proprietários, usurpadores de
falsos títulos do ser, existem muitos. O ser não é nosso, embora, todos
nós sejamos seres. Um ditado popular, ilustra bem um certo platonismo
com o qual me vejo obrigado, por vezes, a concordar:'quem vê caras não
vê corações' como quem diz, as aparências iludem e são diferentes da
realidade. O ser, não tem donos alguns, nem navega ao sabor de vontades
ou marés.»[noético-14/04/2014]
«Eu não te avisei, não te preveni, não te aconselhei? Não me ligaste
nenhuma. Por isso, agora, sinto-me com a superior autoridade moral de
lembrar-te, de que, quem escolheu esse caminho e errou foste tu, só tu e
mais ninguém. Por isso, também, não te queixes ou nada me peças, pois,
eu sou uma visionária...Previ o teu futuro, tal e qual e, agora,
sinto-me superior! Estou na disposição de te ajudar mas só se seguires
os meus mandamentos, a minha cartilha de sucesso...Já sei que
não gostas de moralismos, mas, adoro, quando te posso culpabilizar,
quando me posso sentir cheia de razão e, tu, completamente desprotegido e
sem nenhuma. - Cala-te bruxa! A tuas lições cheiram mal. Vai acusar
Deus e não me chateies, amiga da onça, coruja beata. Se um dia as tuas
escolhas conduzirem à tua ruína vais querer que te ajuíze? Mas...A vida
não será sempre tua? E, esse facto impede que existam mãos amigas e que
também vivas contando com elas, mesmo quando delas não necessitas e elas
te são estendidas? Cala-te! A tua piedade cheira a miséria, a tua razão
a esgoto, a tua dignidade a merda! Cala-te e desaparece. Prefiro passar
fome a pedir-te esmola. Apenas me enganei na porta. Cerra-a e se um dia
me encontrares na rua, garanto-te que não te recusarei a minha mão, por
pouco que ela te possa servir. Dispenso os teus sermões, nem sequer
tenho que os ouvir. A tua miséria moral é bem superior à minha miséria
material. Aliás, aprende...A dignidade não se compra, pois, ou se tem ou
não.»[noético-31/03/14]
«Já vivi, em tempos, uma tragédia, nesta vila onde habito. Tratou-se,
nem mais, nem menos, do desaparecimento de um pequeno pato insuflável
que me acompanhava, quer na banheira, quer nos meus banhos de praia.
Chorei que nem um perdido e a separação, definitiva, foi extremanente
dolorosa. Entretanto, cresci. Houve outros acontecimentos e momentos
trágicos na minha vida, mas não esqueci. Entre, um pato que adorava e
uma pessoa que amava, não há comparação possível. Talvez o
desaparecimento do pato tenha sido o primeiro sinal do que mais tarde me
viria a suceder?... Uma espécie de preparação para a dor e de como lhe
sobreviver. Um primeiro passo para enfrentar a morte e a solidão. Quem
sabe?...O que é certo, é que não seria eu sem essas
memórias.»[noético-28/03/2014]
«Não andes por aí aos pés coxinhos a fazer de Filósofo da SuperSofia! Tu
tens apenas a mania que a fazes...Mas torna-te muito mais humilde, e
despoja-te, inclusivé das ideias feitinhas no Supermercado dos filósofos
que isso até já enoja. Cheiras a merda por todos os lados e não tens
lavatório sequer para o teu cú mental imensamente gordo! Não gostas das
metáforas, pois...Cada um tem as suas preferências! Eu tenho as minhas! E
acho mais de que é chegada a hora de te chamar imbecil!
Não gostas ? Ainda bem!!! Mas acredita que enquanto viveres com a
mágoa, da Má Nova (ou Boa Nova como alguns cretinos- essa coisa cristã -
lhe chamam) nunca serás alguém! Percebes ? Se perceberes, já não estarás
fora do teu circuitozinho do costume e continuarás a sê-lo a cada passo
que deres. Amigo, o que tu não sabes é como viver, sem estigmas,
marcas, desígnios. Tudo o resto são Fait Divers! Como se diz em bom
português, cresce e aparece. Já não me enganas a
mim!»[noético-15/04/2014]
«E...Entretanto...Na Ucrânia...Muitos partidários de Putin, que
representa a Rússia actual, como Salazar ou Hitler representaram os seus
burgos, pretendem o desmembramento da Ucrânia. Não sei, sequer por que
existem Estados Soberanos, deve ser uma mania linguística, económica e
cultural de certos grupos regionais - extensivo o conceito aos grupos
espalhados por todo o Planeta -. Estranha Europa de merda, com lideres
que nem sabem o que lá andam a fazer...Eu já sabia disto há trinta
anos, mas agora, está a tornar-se por demais evidente! Vamos votar
nestes cromos? Eu certamente que vou votar em Hitler! Prefiro! Pelo
menos esse sabia ao que ia e o que fazia, embora, alguns psicólogos
depois, tenham vindo a público explicar que se tinha descontrolado.
Ai...Ai...Ai...Mas não é que todos eles se descontrolam, quer os génios
quer os mediocres que nos governam ? Ora aí está, Babes! Babes (gajos e
gajas) é isso mesmo, The Thrill Is Gone!»[noético-15/04/2014]
«Não
sei se tenho braços para te abraçar e todos os livros, histórias e
desejos começam por aí. Quantas faces da realidade não vivi, não pude
conter e abraçar ainda que me achasse com amor infinito, amor
suficiente? Não consigo encontrar a balança para o amor. Amo, por que
sim! De resto, não sei dizer mais nada.»[noético-14/04/2014]
«Engraçado
como alguém parece ter o poder de nos fazer sentir bem ou
indesejavelmente, mal...Claro que somos bem mais senhores das nossas
disposições do que somente isso. Mas procurar o outro sem lhe abrir um
átrio não tem qualquer sentido. É interessante esta construção
psicológica da abertura como se lidassemos com portas ou muralhas de um
castelo atrás dos quais nos pensamos protegidos ou seguros...Não
será apenas fantasia essa metáfora? Esse limite do que está dentro e do
que está fora?...Átrios, colunas incolumes (invioláveis), portas e
janelas...Uma verdadeira arquitectura dos sentidos, das palavras, das
obras e dos significados, espelhados no nosso viver e nos nossos
hodiernos habitáculos a que chamamos aldeias, vilas ou cidades.Depois
ainda me perguntam o que é a arquitectura...»[noético-01/04/2014]
«O
primeiro fundamento é seres tu. Se isso passar pela tua solidão, então,
que o seja. Se passar por teres companhia, também, por que não? O único
vínculo que deves verdadeiramente respeitar é esse compromisso de te
conduzires a ti mesmo até ao fim. Essa é a única raiz, a mais profunda,
aquela que nunca deverás arrancar. Esquece as escolas de virtudes, as
palavras encobertas pelos clamores de outros.
Escuta-te a ti. Experimenta o que todos dizem ser um vazio, um deserto
de silêncios onde nem sequer o vento passa. E sente finalmente o teu
pulsar murmurar-te quem és a cada instante de tempo. Segue-te, nunca te
persigas! A vida é plano de fundo sobre o qual o teu ser se desencobrirá
orientando-se como uma planta que deseja florir para os raios de sol
que trespassam as nuvens sombrias.»[noético-27/03/2014]
«Eu
sou cansativo, como as normas de um tribunal, como as leis, como tudo o
que para mim faz sentido, para além da mediocridade dos que fazem
leis....Essa merda!... Nunca existiu isso para mim, até certa altura,
em que se tornou doença! Odeio leis, pois elas nunca me ensinaram, nem
sequer as sigo na integra. Adoro-as, por isso, (com sarcasmo) é por
isso, precisamente para isso, que elas são mesmo,
para fazer sarcasmo! Puta que as pariu as leis! Okay, chegaram os
bimbalhões da nova era, os educadinhos, do costume, os educadinhos de
todas as eras e disseram... Mas disseram o quê ?... Perdão, seria o
natural estilo linguístico, essa peçonha, pseudo, meio religiosa, esse
nojo, que nos tem conduzido séculos e séculos para que finalmente hajam
projectos de Felicidade para ti estúpido, educado, demente!!!!! Quanto
mais tempo acreditarás? Quantas mais horas dedicarás, imbecil, a esse movimento????...Até fico sem palavras!»[noético-15/04/2014]
«Estar-se
morto, enquanto vivo, parece, uma mensagem da Divindade, assim, creem
certos cretinos...Não há outro nome a dar-lhes! Mas qual divindade ?...
Jesus não é o Silva da esquina, e isso, explica tudo muito melhor. O
Silva existe e está ali mesmo a jeito de levar um tiro, ou um beijo nos
cornos! Jesus é apenas uma impostura! Não consigo encontrar outra
versão! Não lamento. A culpa é coisa apenas
de cristãos e eu sou alérgico a leites sem lactose! Queridos amigos, eu
sou anti-cristão e nem sequer essa liberdade me foi dada. Tenho todos
os sacramentos dos que me obrigaram, quais tatuagens da minha viagem
pela vida, mas sem qualquer significado. Não lamento, antes pelo
contrário, cada dia que nasce me torna mais uma energia do universo que
me faz desprezar totalmente a religião. Felizmente, neste sentido! E
ainda bem. mas não julguem que me movo apenas porque alguns estúpidos
lógicos equacionam tudo em relação. Puta que os pariu também! Não há
relação nenhuma, seus estafermos, isso, gostariam vocês que todos nós
acreditássemos! Mais um credo! Mas para mim isso, não existe, ou antes,
existe. O facto, é que duvido das minhas próprias crenças, ou seja,
disso, dessa massa tão certeira, tão dogmática que mete
nojo!»[noético-15/04/2014]
«Todos
deveríamos rejubilar com o 'Amor', essa versão monogâmica do sexo que
se propagou como epidemia por todo o Ocidente, dito 'civilizado'...Nem
cientistas, nem religiosos, estão à altura de saber o que religiosamente
ou cientificamente não é do seu foro. Sexo, não é ciência, e quem o
disser, anda profundamente enganado. Sexo não é religião e quem o
disser, não faz a menor ideia em que Planeta vive.
Mas quem sabe o que é o Amor ? Está no DNA ? Atrevam-se os
geneticistas...Está na receitinha eclesiástica das igreijinhas, nos
mullahs, nos papas, nos imbecis com cargos de chefia ? Sim, nos imbecis.
Quem lhes deu voto de inteligência ? Os crentes alucinados ? Ah! Esses!
Acharam que um gajo - e espero sinceramente que os movimentos
feministas nunca elejam uma papa, senão teríamos o caldo entornado, a
fazer a mesma merda, talvez com aparente figura e forma diferente -
poderia ser mais inteligente do que biliões de gajos ? Mas que puta de
equação matemática é esta que aguenta Matemáticos no Poder ? Já percebem suas
aventesmas ? Ainda não ? Mas que puta de curso tiraram ? Ah, não é
esse. Compreendo! Agora, já se faz com os cursos o mesmo que nas carreiras de
tiro, dão-se tiros ao lado e, isso, é que é a máxima
eficiência!....Ahahahahahah...Amor
deve ser o tiro ao lado, suponho ?...Bem!..É melhor não falar na
matéria que melhor os Padres, Patronos, Patrões, tudo palavrinhas com
que gajinhos se identificam, sabem, dominam e intensificam! Quem sou eu
para julgar estes gurus?»[noético-15/04/2014]
«Só
para os gajinhos e gajinhas que adoram o Einstein-zinho, essa ilustre
cabeça, perguntaria, com cinismo e sem cinismos, quem, afinal era ele
para vocês ? E dá-me um gozo tremendo, nem sequer ouvir a resposta. O
gajo, o Eins era um tipo dado a miúdas estúpidas, daquelas que conversam
bué no liceu e adoram rappers e skaters, surfers e drinkers e jokers
and so on...Adorável Eins...se eu fosse uma puta,
ter-te-ia em melhor consideração do que muitas gatinhas que hoje sonham
um dia ainda a vir ser consideradas senhoras. Mas, tu lá sabes no teu
oráculo. E eles, por que querem foder com elas, também te admiram. É um
facto Eins! Até houve uns gajos que se inspiraram em ti para dar nomes
aos filhos e passados uns anos vender maionese. Opah, que chatice, Eins!
Não tenho pena de ti, por que viveste sabendo o que andavas a fazer.
Outros fazem muito, muito, muito, até demasiado, sem nunca saberem o que
andaram a fazer aqui. Mas isso é estorieta deles, aquela que eles
contam como se fosse um 'Altar', um 'Trono', etc, enfim!...Eles no
século XXI ainda vivem disso...Não achas um abuso do tempo ?...Não
deveriam já ter sido todos anti-clonados ? Ahahahahh! Tu inspiras-me!
Ora essa, eu não inspiro ninguém excepto fumos malignos misturados com
benignos. Não há higiene total em lugar nenhum, modelo perfeito só na
cloaca das nossas mentes de esgoto. Sonhos ? É bom sonhar com essa
espelunca que não existe em lado algum? Bem...Haja crentes, adeptos,
vereneantes, iniciados, fãs! Já chega ?...Opá...Sabes bem que para mim
isso são apenas 'pintelhos'! Porra! Não digas isso! Estás a ser rude,
lapidar, dogmático! What ?... Chama-lhe o que quiseres, lapidar
dogmático ou rude...Tudo isso são palavritas que tu inventaste para te
sentires bem ou mal. Para raciocionares, até! Já pensaste nisso,
inteligente ? Não? Então vê lá se não adormeces!»[noético-15/04/2014]
«Não consigo...Não, nada tem a ver consigo, descanse. Não consigo deixar
de filtrar imagens...Pareço quase um esburacado passador, uma peneira
de ouro, um verdadeiro garimpeiro do amor....Ahahahah...Não consigo
mesmo...Que bonito, que bom! Que merda, que azar! Talvez seja isso
mesmo...Não, não consigo! É bom demais...É borrasca a mais! É temporal
demais para tão exíguo marinheiro. Ahahahah...Marinheiro ? Só se for de
água doce, pois no mar aberto nem sobreviveria de jangada! Os textos,
são os textos. E não consigo é apenas um não estar comigo quando
finalmente me reencontro! Paradoxal ? Pois seja! Não é assim que se tem
que viver ? E sinto-me por vezes a pessoa mais feliz do Planeta!» [noético-06/04/2014]
«On my mind nothing happens. Just a mixture of
words, images and some kind of logic that creates unkown colourful
clouds of poetry. It's only smoke, a big mist that I call mind, a kind
of sky where the air can play, a kind of stage where all those fantasies
can be performed.»[noético-04/04/2014]
«Possuir um sentimento desajustado não significa que se tenha de acabar
com essa forma de sentir ou que se a considere como negativa. O juízo
rápido leva muitas vezes a essas formas de falácia que tomam o todo pela
parte ou a parte pelo todo. Um sentimento pode ser desajustado e ainda
assim ser relevante e até altamente produtivo. Mudar de sentimento não é
a única solução. Culpabilizarmo-nos por essa inadequação pode ainda ser pior. A
urgência, a necessidade racional de adequação constituem
por vezes os maiores obstáculos à possibilidade de transformação, de
criação. Controlar tudo o que sentimos não me parece que seja possível,
razoável, necessário ou que constitua qualquer receita milagrosa. Não me
parece que seja a indubitável panaceia que nos tornará mais realistas.
Nem tudo é imediato ou tem resolução imediata. Deter o sofrimento,
porque o sentimento não parece adequado, modificando-o, por vezes,
parece-me constituir um verdadeiro contrasenso. É, contudo, também preciso saber interpretar o sofrimento que advém como sinal desse sentimento «desajustado» e decidir mantê-lo ou saber prescindir dele. Mas, cada um poderá
ajuizar tudo isso melhor se não incorrer em
precipitações»[noético-04/04/2014]
«Queria
esquecer o teu cinzento, encobri-lo de luz ou descobri-lo na
escuridão, mas não há modo de me desfazer da cor. E suspiramos…Maldito o
dia para que fomos feitos. E, no entanto, por aqui restamos,
caminhando…Doi, faz sol e chuva, e tudo se vai arrastando…Tudo parece
plácido, impávido, irreal…Nós, quem quer saber disso ?...Nós, essa
palavra morta no dia de anteontem e que persiste para além do
tempo…Amargo, doce, indiferente! Para nós todo o futuro se abre…Não há
nuvem que assombre, luz que se apague, riso que se afogue em lágrimas,
mas…Isso não é tudo tão fora de tempo ?...Sim, nós estamos fora estando
dentro, sempre agarrados pelas palavras que se colam à nossa saliva como
se fosse o firmamento. Sim, meu amor…E ambos odiamos o termo que a nada
põe fim. Sim e não. Tudo isso que não é nada do que foi escrito e que
vai ainda nascer, num advento que nenhum rasgo de visão consegue
vislumbrar…Poesia é isto. Poesia poderia ser aquilo, aquele copo, aquele
resto, aquele pedaço…Amo-te, meu amor…E nem eu nem ninguém sabe quem tu
és.» [noético-12/02/2014]
«Que
meus olhos te levem para lá do horizonte imediato! Que teu coração me
guie para lá de minha vontade. Que teus olhos me guiem para lá de meu
horizonte. Que meu coração te guie para lá de tua vontade.»[noético-31/03/2014]
«There
is no solution, neither revolution. Above all, there is no god, no
worship, just life itself, our small but respectful life. And some
hazards and beautiful people, that we, can never be close too. I'm not
sorry for that, because life has it's own reasons. We just need to face
them!»[noético-31/03/2014]
«Love will continue to be sung. Poets will continue to make poems. Life
until it's end will continue to be lived. There's no anchor, no sea, no
land, no home, just you and a sincere sense of loss that it is not work
of the devil neither of god. Time has it's own meaning, and i'm writing
just for you. I don't know if my message gets to you. But I stubbornly
keep speaking and talking to you, whoever it's you?!»[noético-31/03/2014]
«Vivemos no sonho de alcançar a completude, atingir o máximo, querer,
obter e utlrapassar tudo. Eis, uma verdadeira demência da cultura que
ela não trata por que não se espelha nem se retrata a si própria. E nós,
peixes que nadamos no seu aquário nem vemos que existem mais rios e
muitos outros mares para além da aparente transparência do vidro que nos
separa do resto do mundo. Entretanto vamos-nos queixando da maçã
tocada, da verdura murcha e encontrando sempre algo ou alguém
a quem expiar (atribuir culpa), cegos que permanecemos, nadando nas
nossas habituais águas. Esta visão tem suas virtudes. É preciso, por
vezes, saltar o muro. Mas o caminho não é só feito de muralhas. Quando
caminhamos pela estepe o que nos parece fazer falta são tijolos, torres,
arranha-céus, obstáculos. Quando caminhamos na montanha só desejamos
planura. Quando amamos queremos amar tudo, dizer tudo. Perdemos a noção
do tempo. Sabe bem, por vezes...Caminhar em desertos sem
horizontes...Mas nem há palavras, nem actos, nem tempo que chegue a
tamanha e hercúlea tarefa ou ambição. Talvez fosse melhor tomar mais
atenção às pequenas irregularidades, imperfeições, detalhes que podemos
apreciar a cada instante. Talvez assim nos conseguissemos relacionar de
forma mais humana, sem apontar falhas, antes, compreendendo-as e
respeitando-as, pois, são de facto, a coisa mais real de que somos
feitos.»[noético-02/04/2014]