«Life is stronger than any of your convictions or believes!»[noético-29/10/2014]
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
I DON'T GIVE A SHIT...
«Não tem medida...Não há, nem tem que ter. Poderíamos falar de hormonas ou de poesia toda a vida que isso nem daria para expressar ou sequer definir nossos verdadeiros amores. Mas, não se iludam os cientistas. Não dá, nesse capítulo, é a medida certa! Resiste e tenta. Inventa e descobre. Tenta explicação. Nenhum mosquito se torna girafa. Nenhuma zebra se torna girafa. Nenhum elefante se torna homem. Nenhum homem se torna homem. É todo um caminho por perfazer apesar do muito já feito. Mas, não tem jeito, não tem medida, não dá para definir ou contabilizar. É essa fortuitividade que é uma benção. Não sacramento, não virtude. Que interessa ao Amor a Virtude, a vã Vaidade, o mero Sucesso e tudo o resto ? Nada! Mas, lá por que o amor não se conforma a uma religião a uma ciência a uma experiência a uma explicação a uma definição, só, mente estúpida e insã o resume a uma irracionalidade. Se existissem tantas notas em dinheiro de quantos racionalistas equivocados existem, eu, seria como o Tio Patinhas, sentado, sobre uma pirâmide de dinheiro. Mas...Prefiro prescindir do meu secreto acesso ao meu cofre.O amor é um cadeado indecifrável.»[noético-29/10/2014]
INÚTIL ???... J. S. MILL QUE SE DANE!!!!
«Já meditou na vida de um inútil ? Quase certamente que não. Picasso,
todos os pintores, todos os músicos, todos os tipos de artistas são
apenas secundários. Pois então tente imaginar um mundo sem eles.
Imaginou ? Como você seria tão feliz só com sua carreira, sua
profissão, sua religião...Arte ? Isso é para gente improdutiva, inútil,
parasita, que, não dá para comer... Pois, parece...Mas, não é! Quem terá
mais fome, aquele que passando fome com seus familiares apenas olha e
chora as migalhas que não tem ou, aquele que tendo a mesma condição
ainda puxa de uma canção para suprir e entreter a sua fome e dos demais ?
Quem será infinitamente mais pobre?...Então ? A cultura é apenas
trabalho e fruto de trabalho ? Inútil ? Perdão!?...Até parece que não
ouvi bem.»[noético-29/10/2014]
terça-feira, 28 de outubro de 2014
FALTA TUDO PARA SER TUDO
![]() |
| Jeroen van Aeken, (Hieronymus Bosch) - Nau dos Insensatos |
MENS WHAT ?
![]() |
| Leonardo da Vinci - Homem Vitruviano |
A MECÂNICA ASSISTIDA
«O maior privilégio do mundo não é de certeza ter a maior quantidade de
bens materiais. Não há riqueza que pague uma verdadeira amizade. Aliás,
se tivessemos todos os alqueires bem medidos nem procederiamos sequer a
essa mísera comparação. Amizade não é bem transacionável. Amor, se
verdadeiro, não há jóia que compre, tal a sua raridade. Por isso, rico, é
todo aquele que possui verdadeiros amigos e verdadeiro amor. O resto é,
apenas, mecânica assistida.»[noético-28/10/2014]
A VITÓRIA DO SUBLIME
| Caspar David Friedrich - Moonrise Over the Sea |
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
SINCERELY N. NUNO
WILL WE EVER LEARN ?
![]() |
| Artist: Jo Frederiks |
«Thinking
... In the future ... For now, it is still possible to think in this
case, that imaginary life ... Seven billion humans ... A very small
part, not always the most enlightened and empowered human governance
leads in . Great ideals throughout history, flag and constituted so
little, in fact, few has been achieved. However, it is possible to say,
that is a fact that many more humans live in peace than those who live
in war. This, however, can not reassure us, when old, women, children
and men die victims of economic interests, greed for power and the
struggle for wealth. How can everyone be rich ? ... And what is after
all wealth? There is only one type, a single form? There is some right
of some that they can have what others never will achieve ? ... The
common psychology slogans delivers style, say, want is power, who always
tries to reach something will get it, and so on... But, it is truly a
deceit. The philosophy goes ahead, the fight continues, hope is the last
thing to die, do these things, everything must be moving, for any
reason whatsoever, blasts. There are resources for everyone, it is said.
False. The logistics for their equitable global redistribution would
still involve more resources than those over available. The
sustainability of life on the planet, gives many fuel to think ... It
would be nice, that the summit of heads of state facing climate change
issues, was generous and fruitful. But not enough! What has been done
about the education of the population, accompanied by a change in
industrial, commercial and production paradigm? Very little. Consume,
consume, consume! Behold, what continues to happen. Change your mobile
device, tablet, TV, car, house, etc. Believe in innovation, and follow
the best and enjoy the artifacts of what this psychosis of technological
innovations has to offer. The economy can not stop. Factories can not
stop. Life can not stop. So what's the solution if everything is the
same, following the same logic that led us unstoppably to this almost
paradoxical situation that puts us almost in danger of extinction? The
inevitable heavens and gods, do not come to save the 'madness of men.'
Even intervene. Too bad, they have muted for thousands of years. We
never knew any news of them, not even a miracle! We think and say, we
have enough technology to preserve ourselves. But the technology does
not perform miracles without a radical change of mindset economic
paradigm and the ways of living. Who does not understand this, speaks by
ignorance or maybe just babbles. Wars? Give way to some or all of which
some die? To what purpose? With that order? If all religions say that
they are peaceful, why are they the first to cause wars? Strange? Well,
there is an arms industry, which is based on said self-defense. Lie, a
nuclear intercontinental ballistic missile is a weapon of aggression,
never was or will be a defensive weapon. Say, is deterrent. Deterrence,
yes, through fear, this feeling that politicians and policy instills in
people, so that they fanatizem around a single idea, be it national,
community or another, leads nowhere. No matter education, the aim is to
instill fear. Yes, fear. The fear that Scotland is separate from their
eternal settlers. That Catalonia referendum settles its separation from
Spain, etc. They tell us, Europe was made to integrate and not to
separate. But everything is valid ? Of course, not! Integrating sounds
better, but join by force does not work. Who said the Scots singling up
the famous British community (which has little in common), not
reintegrate back into the European Community, but otherwise? It costs
money? Of course. So, as you need to save money, the logic is to banish
the rights, silencing discourses, prevail and triumph in the same single
line of thought. There is no money for such luxuries. If the
democracies can not sustain it, so why continue them? Is it also a new
form of fanaticism, which is criticized both to be taught and encouraged
in madrazas, where the Koran is distorted, to drag crowds? Integration
at all costs? The dictatorship of the majority? And if the majority is
completely confused, muddled, wrong and proceed with its ignorance or
stupidity? Is it worth following in his footsteps? What has been done to
actually improve the overall culture, to make the closest citizens of
culture, to foster constructive critical thinking in our Western
societies in general? Almost nothing or even the contrary. Rebellion? It
is welcome. An anarchist that sprays an ATM is a terrorist, wild,
shameless. A banker who deviates millions, which will force all the
people to pay their misconduct or incompetence of management is not,
actually. Maybe it's a model citizen ... Why? Who really caused major
damage to property? Someone talks about this? Are all outraged ? But the
indignation serves anything when the power is completely addicted
either by political interests, economic interests or geared for
immediacy? Do these people think about the future of their children?
Would they love them in fact? They only disguise it very well? ... It
seems... But it is useless to accuse. However, we are and should be free
or be free to judge, not in the sense of condemnation, but about the
assessment of what is conceded by proxy vote to a few. Do they deliver
what they promised? They knew well what they were going to do ? After
all, what was their strategy? What were the general lines of the project
for governance? Just don't raise taxes? Taxes ... But it was not what
the Romans did in times dating back prior to the Christo birth? Have we
evolved something about this aspect and in many others? What do we have
actually learned or has been taught to us or was made available to us to
learn? ... »[Noetic-23/09/2014]
«Pensando...No futuro...Por
agora, ainda é possível pensar nessa hipótese, imaginária, de
vida...Sete biliões de humanos... Uma ínfima parte, nem sempre a mais
esclarecida e habilitada os conduz na governação humana. Grandes ideais,
ao longo da História, constituiram bandeira e tão pouco, na realidade,
foi alcançado. No entanto, é possível dizer, que é um facto de que
muitos mais humanos vivem em paz do que os que vivem em guerra. Isso, no
entanto, não nos pode tranquilizar, quando velhos, mulheres, crianças e
homens morrem vítimas dos interesses económicos, da ganância pelo poder
e da luta pela riqueza. Como se todos, pudessemos enriquecer ?...E o
que é afinal a riqueza ? Existe só um tipo, uma forma ? Existe, algum
direito que alguns tenham a mais do que aqueles que nunca o poderão vir a
ser ?... A psicologia comum, debita slogans do estilo, querer é poder,
quem procura sempre alcança e afins. Mas, é, verdadeiramente um engôdo. A
filosofia do segue em frente, a luta continua, a esperança é a última
coisa a morrer, faz destas coisas, põe tudo a mexer, seja por que motivo
for. Há recursos para todos, diz-se. Falso. A logística para a sua
equitativa redistribuição global ainda envolveria mais recursos do que
aqueles que estão sobredisponíveis. A sustentibilidade da vida no
Planeta, dá muito que pensar... Seria bom, que a cimeira dos chefes de
estado voltada para as questões climáticas, fosse generosa e profícua.
Mas, não basta! O que se tem feito quanto à educação das populações,
acompanhada por uma mudança de paradigma industrial, comercial e de
produção ? Muito pouco. Consuma, consuma, consuma. Eis, o que continua a
suceder. Troque de aparelho de telemóvel, de tablet, de televisor, de
automóvel, de casa, etc. Acredite na inovação, siga e ususfrua do melhor
que a psicose das novidades tecnológicas tem para lhe oferecer. A
economia não pode parar. As fábricas não podem parar. A vida não pode
parar. Então, qual a solução, se fica tudo na mesma, seguindo a mesma
lógica imparável que nos conduziu a esta situação quase paradoxal que
nos coloca quase em risco de extinção ? Os inevitáveis céus e deuses,
não chegam para as 'loucuras dos homens'. Nem sequer intervêm. Que pena,
que se tenham silenciado há milhares de anos. Nunca mais deles soubemos
alguma notícia, nem sequer um milagre! Pensamos e dizemos, temos
tecnologia suficiente para nos preservarmos. Mas, a tecnologia não faz
milagres sem uma radical mudança de mentalidades, de paradigma
económico, de formas de viver. Quem não entender isto, fala de cor, se
calhar, apenas balbucia. Guerras ? Dará jeito a alguns ou a todos que
alguns morram ? A que propósito ? Com que intuito ? Se todas as
religiões se dizem pacíficas, por que são as primeiras a provocar
guerras ? Estranho ? Bem, existe uma indústria de armamento, que se
funda na dita autodefesa. Mentira, um missil balístico intercontinental
nuclear é uma arma de agressão, nunca foi ou será uma arma defensiva.
Dirão, é dissuasor. A dissuasão, sim, através do medo, o tal sentimento
que os políticos e a política incute nas gentes, para que elas se
fanatizem em torno de uma ideia única, seja ela, nacional, comunitária
ou outra, não conduz a nada. Não interessa educar se o que se pretende é
incutir o medo. Sim, o medo. O medo que a Escócia se separe dos seus
eternos colonizadores. Que a Catalunha referende a sua separação da
Espanha, etc. Dizem-nos, a Europa fez-se para integrar e não para
separar. Mas vale tudo ? Claro, que não! Integrar soa melhor, mas unir à
força não resulta. Quem disse que os escoceses individuando-se da
famosa comunidade (que pouco tem de comum) britânica, não se
reintegrariam de novo na Comunidade Europeia, mas de outra forma ? Custa
dinheiro ? Claro. Então, como é preciso poupar, a lógica é banir os
direitos, silenciar os discursos, prevalecer e triunfar na mesma linha
única. Não há dinheiro para esses luxos modernos. Se as democracias não
se conseguem sustentar, então para quê continuá-las ? Será também alguma
forma de novo fanatismo, que tanto se critica ser ensinado e
incentivado nas madrazas, onde o alcorão é desvirtuado, para arrastar
multidões ? Integração a todo o custo ? A ditadura da maioria ? E se a
maioria estiver completamente confusa, baralhada, errada e prosseguir
com a sua ignorância ou estupidez ? Valerá a pena seguir-lhe os passos ?
O que se tem feito de facto para melhorar a cultura geral, para tornar
os cidadãos mais próximos da cultura, para fomentar o pensamento crítico
constructivo nas nossas sociedades ocidentais em geral ? Quase nada ou
até mesmo o contrário. Rebelião ? Não é bem vinda. Um anarquista se
pintar com um spray uma caixa multibanco é um terrorista, um selvagem,
um desavergonhado. Um banqueiro, que desvia milhões, que obrigarão todo o
povo a pagar a sua má conduta ou incompetência de gestão não o é, na
realidade. Talvez, seja um cidadão exemplar... Porquê ? Quem de facto
causou maiores danos à propriedade ? Alguém fala sobre isto ? Ficam
todos indignados ? Mas, a indignação serve de alguma coisa, quando o
poder está completamente viciado quer por interesses políticos, quer por
interesses económicos vocacionados para o imediatismo ? Será que essas
pessoas pensam no futuro dos seus filhos ? Será que os amam de facto ?
Será que somente o disfarçam muito bem ?... Parece. Mas, de nada serve
acusar. No entanto, somos e devemos ser livres ou estar livres para
julgar, não no sentido da condenação mas, da avaliação daquilo que é,
por procuração do voto, indigitado a alguns. Cumprem o que prometeram ?
Sabiam ao que iam ? Afinal qual era a estratégia ? Quais as linhas
gerais do projecto para a governação ? Não aumentar impostos ?
Mas...Impostos não era o que os romanos faziam em tempos que remontam
até à anterioridade do Christo ?...Evoluímos alguma coisa quanto a esse
aspecto e quanto a muitos outros ? O que é que de facto aprendemos, ou
nos ensinaram ou nos diponibilizaram para aprendermos
?...»[noético-23/09/2014]
A FORMIGA
«A dimensão ética, da formiga que se tornou deus e que um dia olhou para o
espelho, foi descobrir que, não tinha ninguém acima dela, nem abaixo.
Nem mesmo tinha alguém a seu lado, pelo que morreu de enfado e de
solidão.»[noético-26/09/2014]
VIVER OU SABER VIVER ?...
«O
único sinónimo que encontrei na vida para ridículo é, não a viver! A
vida é demasiado preciosa para se ter que conjugar com mais
adjectivações tais como a célebre mas kitsch e perigosa noção de que é
preciso saber viver.»[noético-01/10/2014]
«The only synonym that
i've found for ridiculous is to not live life. Life it's too precious.
It doesn't need no other adjectives, inclusive the well known, kitsch
and dangerous saying, we need to know how to live.»[noético-01/10/2014]
DELICIOSO
«Estou, sem vergonha, sem medo, desarmado. Tudo me leva a um só caminho.
Ah, que delícia! Que frescura! Que odor a crisântemo e a rosas perfuma,
de novo, a minha vida. Não há mais suspeitas, nem dúvidas, não há mais
enganos, nem queixumes. É Outono e, sinto-me em Primavera, como um
adolescente colhendo rosas à beira de uma estrada.
Hum...Hum...Delicioso.»[noético-25/10/2014]
sábado, 18 de outubro de 2014
THERE IS NO HOME BECAUSE HOME IS THE ROAD
«Não existem super-herois (SH) embora passemos a vida a sonhar com eles
imaginando-os os modelos em que nos pretendemos tornar. Também, as
nossas respostas resultam não só da reflexão sobre as condições actuais,
as nossas anteriores experiências, de todo o nosso conhecimento
acumulado, assim como, do conselho ou testemunho de alguém em quem
depositamos a nossa confiança. Tudo isto é questionável. Mas não vamos
por aí. (SH) podem ser santos, figurinhas de banda desenhada, personagens
de romance, etc, qualquer pessoa que tomamos como exemplo. A psicologia
do exemplo, está, no entanto, parece-me, mal estudada. Em que sentido ?
Quanto às formas nada há a dizer. Quanto ao seu resultado, aí, é que
reside a questão. Saber que o homem aprende pela mímica, pela imitação é
corriqueiro, vulgar. Mas, não se aprende apenas imitando ou só por que
se imita. Talvez, aí, resida outra questão. Será que também se aprende e
muito com a criação ? Na verdade, a falha ou erro estão sempre
presentes, quer seja na cópia falsificada (mesmo sem propósito de
falsificar) quer na criação falhada ou frustrada. Em verdade, algo que
debaixo de certas circunstâncias e num certo tempo não resultou não
significa que segundo outras circunstâncias e noutro tempo não se venha a
verificar. O que não existem é milagres, incluindo nisso, a
possibilidade antecipada e definitiva de decretar a sua total
impossibilidade. Se uma ligeira alteração na gravidade terrestre se
produzisse, até, talvez, os homens pudessem voar sem avião. A lei da
gravidade pode ser universal, mas a gravidade também tem diferentes
medidas e pode sofrer alterações reais e locais. A indução não justifica
o futuro, apenas lhe pode conferir um certo grau de confiança baseada
na probabilidade de tal e tal voltar a acontecer. Mas, essa futurologia é
trivial. O que virá a acontecer pode contrariar totalmente até as leis
da física actual. O desconhecido não é enquadrável, antes, é,
positivamente imprevisível. Factores e condições estudadas são fruto de
trabalho árduo e honesto que nos proporciona um certo grau de
tranquilidade, estabilidade, segurança, confiança. Não está certo ou
errado. É apenas fruto do estudo e do trabalho erigido de forma
inteligente e inteligível do humano. Mas, todos sabemos que aquilo em
que confiamos pode desvanecer-se em pó. Assim, como, também sabemos que
aquilo em que afinal não confiávamos pode acabar por se revelar - sempre
no tempo - digno ou merecedor da nossa confiança. Contudo, assentar
arraiais naquilo que se confia ou, simplesmente, desconfiar de tudo, não
faz qualquer sentido. Ao contrário de muitos filósofos que atormentados
com suas dúvidas concluiram que a vida era absurda eu, contraponho, que
não. A vida só acaba por se tornar um absurdo quando é tomada por esses
extremos e depois vivida, absurdamente numa espécie de perpétua cópia
de algum momento ou coisa tida como imaculada.[noético-18/10/2014]
terça-feira, 14 de outubro de 2014
O MAIOR VILÃO, SOU EU!
«Hoje, sonhei que tinha sido roubado por um bando de narcotraficantes
que me extorquiram meu dinheiro. Me sentindo incomodado, fui apelando à
sua compaixão. Desamparado, acabei, caminhando sem direcção. Me refugiei
numa mansão, querendo encerrar todas as portadas em busca de proteção.
Nada funcionava e, achei isso, uma desolação. De repente, estava
acompanhado e, se acabou minha solidão. Mas, parti logo para outro lado,
deixando minhas visitas abandonadas, bebendo um chá, num
salão. Quis retomar o meu sonho mas, não encontrei solução. Afinal,
sendo eu a vítima, também eu gostava dessa forma, traindo, igualmente,
ao fingir, pedir compaixão. Parece um poema, mas não. É, antes, um
pesadelo, curto, sobre a história de um vilão. No fundo, no fundo,
podemos acreditar em nosso coração ? E, será que nossa razão, apenas nos
traz iluminação ?»[noético-14/10/2014]
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Alexandre O'Neil - in, «Poesias Completas 1951-1986»,
Imprensa Nacional, Lisboa, 1990.
Imprensa Nacional, Lisboa, 1990.
MATRIX ?
![]() |
| Artist: Sarolta Bán |
«- Mas,
tu sabes se existes ? - Desculpa-me, mas, não quero falar sobre a
Matrix. - Não! Vamos lá falar sobre isso, pois, eu quero falar sobre o
filme. - Mas, tu sabes qual é o tema principal do filme ? Não?! Então,
pega no telefone e desaparece, pois, eu, já te disse que, não estou com
disposição para falar sobre isso.»[noético-11/10/2014]
OS FRUTOS DO DELÍRIO
![]() |
| npa@2013 |
SER INCOMPLETO
![]() |
| Artist: Sarolta Bán |
DIÁLOGOS MONOLOGANTES
![]() |
| Narciso e Eco - John William Waterhouse |
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
FILAMENTOS
«Não estou num estado. Estou em trânsito. Tu, apresentas-te como um agora mas, vives a pensar no depois. Depois, não é apenas no tempo que devora todo o presente. Depois, é, também, o que à partida, um passado, te leva a cogitar como fruto, resultado, consequência. Psicólogos, chamam-lhe 'situar-se'. Saber situar-se...Parece uma normalidade, um passo estudado de uma caçada, um degrau necessário para alcançar, mais do que um triunfo, um troféu. Maldito intangível, sempre presente. Intocáveis, somos todos nós, desde o corpo às esferas, desde a voz à escrita, desde a música ao silêncio e, por aí fora. Todos preferimos o decifrado. Amamos triunfar, senão, para que serviria glorificar o triunfo, o esforço, o trabalho ? Sofrer não para fazer das dores queixume mas para as transformar numa delirante chuva de rosas, de preferência, perfumadas. Não sei se escrevo ou apenas gatafunho epitáfios?... Tudo morre escrito ou por escrever à margem do nosso desejo insaciável. Vou-me embora. Vou-me silenciar. Vou-me impedir de pronunciar. Afinal, quando dizia que falava apenas articulava fonemas ao desbarato...Não nasci para relator, narrador, romancista, literato. Pensador? O que significa isso ? Confesso que não faço ideia pois, nenhuma ideia aprendi a fazer. Não faço por isso ideia do que possa ser uma ideia. Ah! Mas digo a toda a hora que sou como uma lâmpada acendendo e apagando, num discurso binário criador de intermitências. Ligar a corrente ou desligá-la preservando o seu abastecimento alternado. Dosear correntes, sentimentos, palavras e outras sonoridades. Dosear ritmos e baladas. Dosear a vida desligando-a para manter como suspenso o jogo autêntico entre o começo e o fim. Brincando como numa casa de bonecas ao aparece e esconde para tornar, de novo e sempre a procurar. Mas, de quando em vez o gerador parece falhar. Mais um falso alarme? Mais um alarme que dispara? E a turbina sempre a rolar. Perigo! Rotação elevada. Será esta mais uma falsa avaria mecânica fruto de um insecto ou ácaro que pousou nalgum filamento da nossa vida ? Não sei. Só sei que me vou. Para onde, como, por que razão, não sei também! Se tivesse que explicar todos os passos da minha caminhada imagino que só encontraria desvios e escapatórias mesmo até quando meus pés rolavam num planisfério de rotas e rumos georreferenciados. Adeus! Odeio esta palavra! Vou-me, é bem diferente de ir-me. Por agora, vou-me. Ainda não me fui e, no entanto, já aqui não estou.»[noético-08/10/2014]
MARGENS
«Não há verso mais lindo que o nosso silêncio de mãos dadas. Um silêncio
sem palavras, como poesia sem versos, reversos ou inversos. Qual
harmonia desabitada e que consubstancia nosso segredo intangível.
Margens que amam o mesmo rio que entre elas corre até que a persistência
das correntes as dilua como sedimento.»[noético-08/10/2014]
terça-feira, 7 de outubro de 2014
IN THE GARDEN - NO JARDIM
![]() |
| Garden of Eden: Michelangelo, Sistine Chapel |
«Nossas almas eclodem como estrelas brilhantes fundindo-se em nossos
corpos como perfeitos amantes. O mal é nos querermos tanto. O bem nossos
corações ultrapassando mundos distantes. Não é possível descrever o
encanto de quando nossos olhos se cruzam como um só canto. Suave melodia
que o rouxinol entoa. Até parece poesia que pelo ar ecoa. No nosso
jardim verdejante brotam perfumes de todas fontes guiando nossos
caminhos por rios e montes. Busquemos em cada flôr o polén de nosso
amor infante.»[noético-07/10/2014]
«Our souls hatch as bright stars merging in our bodies as perfect lovers. Evil is wanting each other so much. The well our hearts surpassing distant worlds. Can not describe the charm when our eyes meet, as one song. Soft melody that the nightingale sings. It seems that poetry echoes the air. In our green garden spring perfumes of all sources guide our paths by rivers and hills. Let us seek in every flour the pollen of our infant love.»[noético-07/10/2014]
«Our souls hatch as bright stars merging in our bodies as perfect lovers. Evil is wanting each other so much. The well our hearts surpassing distant worlds. Can not describe the charm when our eyes meet, as one song. Soft melody that the nightingale sings. It seems that poetry echoes the air. In our green garden spring perfumes of all sources guide our paths by rivers and hills. Let us seek in every flour the pollen of our infant love.»[noético-07/10/2014]
NEM BONS, NEM MAUS...
«És boa pessoa. Ouve lá, aviso-te, não sou nada. Não insistas nessa
crença. Os bons não sei quem são. Os maus, também, não. Talvez, não
sejam apenas aqueles ou aquelas que na recta final matam, estropiam ou
roubam. Nem os outros, os bons, são aqueles que se diz terem triunfado
pelo bem. Tudo isso é fictício. Nem te explico porquê. Se te incomodares
a pensar um pouco, rapidamente, perceberás.»[noético-05/10/2014]
SPEAK
«Não é perdão. Não é aceitação. Não é...Deixa-te fora do baralho,
continuando teu ser, apesar de toda a interdição. Diz o gabarola: eu só
falo quando tenho a certeza. Pergunta: então você não deveria permanecer
calado, para começar? Claro que tudo isto é baseado em diá-logos? Reais
? Mas, de onde é que esta veneração pelo silêncio nasce ? A certeza
como checkpoint, qual barricada revolucionária, qual parvoíce?!
Desbloqueia! Fala! Mas, por favor, ignora o dogmatismo e certos romancistas
e filósofos que te dizem a toda a hora, stop, reverencia. Quando é que
passas a considerar-te um pensador em vez de um, isto ou aquilo,
reconhecível em qualquer nauseabundo corredor de
pseudo-intelectualidades instruídas e pseudo-arejadas? Quando? Para
chegares ao como, terás que reptar pelo menos duas vezes. A primeira é
só para parares para pensar por ti, sobre a pergunta que te
fizeram.»[noético-05/10/2014]
«It is not forgiveness. It is not acceptance. It is not ... Let you off the deck, continuing your being, despite all the ban. Talker says: I only speak when I'm sure. Question: then you should not remain silent to begin with? Of course this is all based on dia-logos? Real? But where this veneration to the silence is born? Certainty as checkpoint, which revolutionary barricade, what bosh ?! Unlock! Speak! But please, ignore the bigotry and certain novelists and philosophers who tell you all the time, stop, reverence. When do you raise and start to consider you as a thinker instead of one, this or that, in any recognizable nauseating corridor educated pseudo-intelectual and airy? When? To get to the how, you'll have to defy at least twice. The first is only for you to stop thinking about you, about the question that was brought to you.»[noético-05/10/2014]
POLIGONIA
«Podes querer morrer, mas...Não podes ? Claro que não! Os santos populares, da igrejinha, das audiências, da cultura pensam que,por bem? (utilizo aqui a interrogação mas poderia utilizá-la à espanhola, invertido, porque a interrogação fica por aqui), o bem deles, que todos têm de te trazer de novo à vida, ao mundo, quais pseudo-deuses emplastros, quais mecânicos de oficinas terrestres ou divinas, empenhados em toda e qualquer reparação?!... Mas, existe de facto, alguma coisa a reparar que, não seja mais uma falsa missão, convictos de que, não te deixar partir, perfaz toda a moral e todo o sentido ?!... Enfim! Quanto a isso, enfastio-me, mas, pior, começo a detestar os bois por que transformam a sua quadratura - não na do círculo, que alguns lógicos de circunstância professam como impossível, pobres coitados, pois, bastaria pôr um quadrado a girar, que percepcionariam e veriam ser a mesma coisa e, talvez, nunca descobrissem se não seria uma circunferência ou outro, qualquer, polígono geométrico, a girar - em verdade lógico-absoluta, muito querida, mas jamais encontrada! E, contra toda essa lógica absoluta, quadrada, que nem é uma coisa, nem outra, mas que, vaidosa, pretende ser ambas...Bem, voltemos à morte, ao infeliz ou infeluz desistido. Infeluz, não existe. Mas, é claro que existe! A palavra é que está em falta. Trata-se dos divididos entre a luz e a escuridão, quais fieis do maniqueísmo e da comercial remodelação platónica em marketing para as massas sob a obtusa fórmula inquinada da marketeologia (marketing+teologia) politizada, cuja tentativa é de plastificar os cornos de uma vaca e torná-los o cosmos para toda a gente. Não se pode...Não se pode... O quê ? Vamos então lá entrar na filosofia positiva. Você pode, tem capacidade, merece, atingiu, foi eficaz, prevaleceu, deu exemplo...Só lhe falta a cenoura do engodo! O lamentável é, na maioria das vezes, nem se ter apercebido. O pior, mesmo, é assemelhar-se cada vez mais com um penso higiénico absorvente dos sangues, urinas e fezes da nossa cultura. Não lamento. Está escrito na cara, no seguro, precioso e magnífico, projecto de vida... Ah! Como é bom ter um projecto de vida ?... Bem... Numa segunda volta, demolir projectos, será o mote. Há muitos que nem mereceriam, mas, por isso mesmo, devem ser ultrapassados. Quanto aos outros, só merece mesmo a pena dizer, felizmente, a história os derrubará!»[noético-06/1/2014]
LIFE IS A QUESTION
«Human
life is like a question. The ones that live ask the world and
themselves. Looking for an answer they transform themselves into a major
question. The world offers and scapes itself as meaning authorizing our
creations and projections.»[noético-07/10/2014]
«A vida humana é
como uma questão. Quem vive interroga e interroga-se. Ao procurar uma
resposta transforma-se numa cada vez maior incógnita. O mundo,
oferece-se e furta-se ao sentido permitindo as nossas criações e
projecções.»[noético-07/10/2014]
ROTA OSCILANTE - SWING ROUTE
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| Caravela Portuguesa Latina de 2 mastros |
«Numa rota de fundo oscilante vai viajando pela vida, recolhendo-se em enseadas amorosas para não ser tolhido pelas tempestades e tormentas. Em cada porto itinerante abastece a sua nau de víveres atirando-se de imediato para o largo. O seu caminho não vai nem vem, é, como um imponderável deserto, cujas linhas se dissipam bafejadas pelo vento. Navega à luz, intermitente, prisioneiro da sua fé na altura e lonjura dos astros, medindo a sua marcha pelo tamanho dos seus remos que pediu, por medida, emprestados a seus pés. Quem és? Quem és? Que teus brados não encontram eco em nenhuma linha de horizonte. Veleja de mãos abertas à popa e à bolina, amarrando seu coração ao massame desgastado pelo uso e pelo tempo. Da Terra não tem vista, do céu que avista reflecte o mar, por onde, os albatrozes peregrinos o seguem por companhia. Lançadas ou recolhidas as âncoras se sente um peixe enredado na sua quotidiana faina. Quem és? Quem és ? Mas, só o silêncio, em uníssono, lhe responde.[noético-07/10/2014]
«On an oscillating background route, goes traveling through life, collecting in loving coves not to be hampered by storms and tempests. In each roving port supplies the vessel of food throwing himself immediately to the side. His path doesn't go or even come, is like an imponderable desert, whose lines dissipate, heated by the breath of the wind. Navigate to light, intermittent, a prisoner of his faith on the highs and remoteness of the stars, measuring its march by the size of its oars asked, by measure, lent to her feet. Who are you? Who are you? That your cries find no echo in any skyline. Sails of open hands aft and to windward, tying his heart to rigging worn by use and time. From the earth has no view, from the sky he sees reflects the ocean, where the pilgrim albatrosses follow as company. Released or collected the anchors, feels entangled in their daily toil fish. Who are you? Who are you? But only silence, replied in unison.» [noético-07/10/2014]
«On an oscillating background route, goes traveling through life, collecting in loving coves not to be hampered by storms and tempests. In each roving port supplies the vessel of food throwing himself immediately to the side. His path doesn't go or even come, is like an imponderable desert, whose lines dissipate, heated by the breath of the wind. Navigate to light, intermittent, a prisoner of his faith on the highs and remoteness of the stars, measuring its march by the size of its oars asked, by measure, lent to her feet. Who are you? Who are you? That your cries find no echo in any skyline. Sails of open hands aft and to windward, tying his heart to rigging worn by use and time. From the earth has no view, from the sky he sees reflects the ocean, where the pilgrim albatrosses follow as company. Released or collected the anchors, feels entangled in their daily toil fish. Who are you? Who are you? But only silence, replied in unison.» [noético-07/10/2014]
TRISTES TEOREMAS
«Não existe maior mal do que daquele que convencido ser possuidor da
verdade proveniente de todo o improvável, tentando ajudar, se limita a
dizer, não pense em seus males, reze! Pois é...E se desandasses patético
do caraças ? Será que já ninguém tem o direito de sofrer sozinho ? Onde
metes a minha salvação ? Salvar-me das actuais dores por recurso a um
deus placebo ? Morrer ? Qual o mal disso? Continuar a viver mas sem
cristos, maomés, budas, gurus ou mestres, tem algum mal ?
Ah! Claro. Tu insistes naquela sórdida máxima pietisto-kantiana de que
toda a liberdade acaba quando começa a do outro. Excelente. Agora, fica
quieto. Segundo os meus princípios tenho que matar alguém. Então ?
Afinal?....Onde está o teu respeito pela minha liberdade ? Ah! Pronto.
Matar alguém não pode ser promovido a máxima universal. Por que não ?
Mas, eu penso isso como universal e não és tu que estás em minha cabeça.
Afinal, resolve-te, imbecil. Ou universal ou constrangido respeito, ou
seja, na real, mais vale deixar cair a imbecilidade dos universais
enquanto triste teorema.»[noético-05/10/2014]
domingo, 5 de outubro de 2014
INVISIBILIDADES
«Ele chegou a casa, bateu à porta e a cumprimentou. Contou-lhe como
tinha corrido o seu dia e ela o escutou. Depois, perguntou-lhe o que
tinha feito durante o dia e ela lhe respondeu que igualmente trabalhou.
Mas, toda a casa estava maravilhosamente limpa e arrumada e isso, ele
não notou. No dia seguinte ele voltou. Ela o segurou nos seus braços, o
recebeu e o beijou. De novo ele lhe contou o que durante um dia
realizou. Ela, atenta o escutou. Mas, a casa estava ainda desarrumada e,
então, ele protestou. Os seus olhos não viam nada e o seu coração
parecia empedernido. Aí, ela chorou e seu coração se afastou. A partir
desse dia sua relação nunca mais resultou.» [noético-05/10/2014]
"He came home, knocked on the door and greeted her. Told him how his day had gone and she listened. Then he asked him what he had done during the day and she responded that she also worked. But, the whole house was wonderfully clean and tidy and that he did not notice. The next day he returned. She held him in his arms, kissed and received him. Again he told her what he have done during a day. She listened him attentively. But the house was still messed up, and then he protested. His eyes saw nothing and his heart seemed hardened. Then she cried and turned away his heart. From that day their relationship never resulted. "(noético-05/10/2014)
sábado, 4 de outubro de 2014
SEMPRE LIGADOS
«Há caçadores de atenção e de ideias e muitos outros tipos ou
esterótipos que usamos para enquadrar-nos em qualquer círculo social.
Dependentes somos todos, uns, mais ou menos que outros. Tudo depende, parece
tornar relativa a noção. Do que se depende, à partida, convém não
confessar. Parece, até, que alguns pretendem ocultar a dependência da
crença de desejarem ser independentes. Deixá-los. A autonomia parece ser
excelente, deliciosa, prometer outros vôos. Mas, no que toca aos
afectos a lição parece ser, e estou certo que é,
outra.»[noético-03/10/2014]
«There are seekers of attention and ideas and also many other types or stereotypes we use to fit in any social circle. Dependent we are all, each more or less than others. Everything depends on seems to make sense. What it depends, in principle, should not confess. It seems, even, that some try to hide the dependence of belief desire to be independent. Let them. Autonomy seems to be excellent, delicious, to promise other flights. But with regard to afections the lesson seems to be, and I'm sure, another.»[noético-03/10/2014]
«There are seekers of attention and ideas and also many other types or stereotypes we use to fit in any social circle. Dependent we are all, each more or less than others. Everything depends on seems to make sense. What it depends, in principle, should not confess. It seems, even, that some try to hide the dependence of belief desire to be independent. Let them. Autonomy seems to be excellent, delicious, to promise other flights. But with regard to afections the lesson seems to be, and I'm sure, another.»[noético-03/10/2014]
WE DO NOT LIVE ONLY BY...
«We all do what we feel that we must do or at least we take an alternative behaviour still convinced that we are following our feelings and thoughts. Why do I say feelings instead of beliefs ? Because I'm sure that we don't just follow beliefs. But, who does that it's not wrong at principle. Sure we all know people that follow beliefs. Some get along with it very well. So why it is wrong to believe ? Why do we have to judge and reaffirm the superiority of facts and good thought? Why ? Is it fair ? If we look closer we'll find that facts and thoughts are not all of our existence. So it's also a thought and a fact that we don't just live by them. I'm I wrong ?[noético-03/10/2014]
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