terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Salve-se quem puder, se houver salvação!?

A Política é, matéria extensa. Alguns, dizem-se políticos, diplomados. Estaríamos tramados se, todos os que se diplomam em filosofia, fossem, respeitosamente, também, considerados filósofos, assim como tantos formados em política ou que dela nem fazem qualquer ideia se não a crença certeira na hipótese de um cargo!? A política diz respeito à resolução e manutenção das coisas comuns. Centra-se, em opções ideológicas (raramente metodológicas, embora os métodos possam ser discutidos como formas ideológicas que são diferentes de ideologias), num fazer que abranja o melhor para a coisa pública, o dito "povo" ou a maioria da colectividade. Coisas muito Humeanas. A desculpa da péssima percepção do todo advém da urgência na resolução dos quotidianos problemas. Confesso que, na era actual, não encontro nenhum político que corresponda a esta descrição que, diria "lírica ou onírica". A Política não antecipa, não prevê, não estuda, não investiga, não procura conselho e se alguma destas ações executa, fá-lo quase sempre de forma avulsa e desgarrada e recorrente, enviesadamente. Como se pode ter uma política se não se tem uma visão de conjunto de um problema que intrinca com muitos outros ? Como se pode ter uma política se, não há uma visão estratégica que, sim, passa por diversos processos/planos delineados mas, que esbarra quase sempre, na falta de um objectivo comum, universal ou maioritário, inexistente, que contemple a totalidade ou a maior partw dos que se dizem fazer parte de uma Nação. Há planos e processos e objectivos e muito mais na política mas, tudo parece apontar para a rama, a superfície, a imediatização. Pensa-se, erradamente, que para um problema imediato a resposta tem de ser imediata. E caímos neste ciclo de propaganda viciosa/pseudo virtuosa da estabilidade. Acontece que se pode aplicar pensos rápidos a quase tudo, porém, para quem tiver que ser operado, imagine-se a eficácia dos pensos como solução de cicatrização, enfim... Não vou falar de nomes pois, esta gente, que se intitula governante, nem merece ser nomeada. Outrora, houve tempos em que para se ter um nome era preciso conquistá-lo pela obra e pelo respeito. Claro que se cometeram também toda a espécie de atrocidades antes e após adquirido o nome, o título, o direito à honra e bom nome. Mas, degenerar faz parte, também, do humano, como defendia "esse imbecil, idiota, energúmeno" chamado Aristóteles. Aliás, quem precisa de Platão ou Einstein face ao actual Zeitgeist? Alguns atletas, alguns bobos dados às artes e é tudo...Os pequenos, os anões vivem nas sombras, tentando regressar à luz ? Talvez já não!  Mesmo que a obtenham, qualquer cintilar da verdade rapidamente se eclipsa diante do reluzente dinheiro, apresente-se ele como metal, como plástico, seja virtual encriptado ou não.
Então o que são "estes políticos" ? Quem são, sabes tu muito bem. O que são, compete-te a ti responder. Pensa com calma e com cuidado, atenção, para não te fazerem perder o foco.
 



 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

The elusive You

You, all count as you, even not knowing who are you? Anyway, you live like you. Does it work for you ? Do you feel you ? Do you feel really like you are you? A community of believers of the same. Is it a weakness or a strength ? Is it magic to be part of you through belief ? I'm not a you. You can't count on me. Why ? Did you asked me the purpose of such adherence to a myth, called you ? Is it a myth or reality? Do you understand the difference? I believe you don't. Nothing is mostly about you but you have a major imagination. Keep it but don't impose it. I'm still not like you and certainly not a you. Can you understand ❓
                      

Oh Dear...

Que mensagem!? Oh Dear!...Que acidente somos, fomos nós? Que pena, que bem, que nada durou e que tudo rolou, enquanto era para rolar. Paz aos mortos e aos finais, pois não se vive apenas de começos e recomeços. Oh Dear!...Ainda não perdemos a esperança mas, também,  não se pode viver só de esperança, Oh Dear! Porque a música inspira, Oh Dear! Pode ser escandalo, aflição, simples exclamação mas estas palavras "Oh Dear" são muito mais profundas, que só merecem referência como poesia. Oh Dear!



Quem não está Além?

Não consigo dominarEste estado de ansiedadeA pressa de chegarP'ra nao chegar tarde
Não sei do que é que eu fujoSerá desta solidãoMas porque é que eu recusoQuem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurarA quem eu me quero darPorque até aqui eu só
Quero quem quem eu nunca viPorque eu só quero quemQuem nao conheci
Porque eu só quero quemQuem eu nunca viPorque eu só quero quemQuem nao conheci
Porque eu só quero quemQuem eu nunca vi
Esta insatisfaçãoNão consigo compreenderSempre esta sensaçãoQue estou a perder
Tenho pressa de sairQuero sentir ao chegarVontade de partirP'ra outro lugar
Vou continuar a procurarO meu mundoO meu lugarPorque até aqui eu só
Estou bem aonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vou
Porque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vou
Porque eu só estou bemAonde não estou
Esta insatisfaçãoNão consigo compreenderSempre esta sensaçãoQue estou a perder
Tenho pressa de sairQuero sentir ao chegarVontade de partirP'ra outro lugar
Vou continuar a procurarA minha formaO meu lugarPorque até aqui eu só
Estou bem aonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu nao vou
Porque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vou
Porque eu só estou bemAonde não estou
Estou bem aonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu nao vou
Porque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vou
Porque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vou
Porque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vou
Porque eu só estou bemAonde eu não estouPorque eu só quero irAonde eu não vou.




Homenagem ao falecido mas, magnífico, António Variações.

Once upon a time...

Once upon a time...It was...It happened! Once upon my life, nothing, but nothing of me will last. Excuse me, there are memories. What? Where do memories live? In living beings, not gone beings! So there will be nothing left. Complete is complete! End is end. There's just, once upon a time...That, will remain untill the end of time! Enjoy life!

                                    Shelter

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Como não pensar, nem compensar ou "ditosos os normais esses seres tão estranhos" (Van Gogh)

Os idiotas pensam, a realidade apresentará as soluções. Outros idiotas, pensam que, nunca será encontrada solução. Outros, ainda idiotas, pensam que será difícil mas não, impossível encontrar uma solução. Acontece que, qualquer destes modelos é frágil e inconsequente. A realidade, nada tem a ver com as nossas expectativas ou pensamentos, apesar de "os" tentarmos conformar/ajustar. Mas, a realidade, o mundo, e em parte o mundo é humano, influenciável, manipulável (em parte, mais uma vez), não quer saber nada de nós, humanos. A realidade é humana em apenas uma décima (estou até estatisticamente a exagerar), tudo o resto é fora dos nossos contornos morais, éticos, racionais. Então a questão que se coloca é, não qual a solução mas, antes, qual a nossa verdadeira compreensão da realidade de modo que estejamos habilitados a formular uma qualquer pergunta muito mais adequada à realidade que nunca poderemos solucionar mas, à qual, sempre poderemos responder e responderemos, ainda que, tudo isso, não passa de um verdadeiro delírio de controle, a que os imbecis chamam viver! Não há qualquer controle sobre a vida. É uma garantia vitalícia. Ah, os jovens...Sim, os "iluminados" de um futuro, de que até ignoram exponencialmente o passado, essa massa anónima idiotizada pela sua auto-veneração.
Eles, são o futuro, portanto, a solução. Que falácia é esta? Que imbecilidade do pensar?!...A realidade não é manobrável! Eis, uma versão polémica. Será? Quando mudam o curso de um rio, alteraram a realidade, dizem. Portanto é manipulável. Engano. Alteraram uma miríade de possibilidades de funcionamento mais ou menos adequadas à dimensão dessa parcela real. Relembro que o todo não é a soma das partes, uma velha questão. Então o que foi alterado, manipulado, não foi como mudar as agulhas de uma ferrovia. Mudámos sim, não sabemos é que nova entidade real obtivemos em todas as suas dimensões, respostas, funcionalidades, problemas, etc. Disse "problemas"? Claro! Soluções não serão apenas um mero entretenimento para imbecis? Não resolveram nenhum problema, não encontraram nenhuma solução. Apenas transformaram o problema, em outro, passível de nova transformação mas, sempre, sempre sem solução. As pessoas adoram doces, vinagre e novas formas de exaltação. Deixá-los. A grande verdade é que ninguém a sabe, conhece, domina ou controla. No entanto, nada disso conta, interessa. O que conta é o controle sob o fascínio da verdade e, isso, sim, vale quase tudo, até mesmo guerras, martírios e auto flagelações. Vale até mesmo reduzir a vida de um ser a uma paródia, a breves instantes, amortizando qualquer significado da existência desse mesmo ser. Alguns, imbecis, confundem isso com a "sua redução à insignificância". Estão completamente equivocados! Detesto cada vez mais a palavra "humanos" e aprecio cada vez mais a palavra "ser", embora isto, nada tenha ver com esta actual colectiva paixão, moda de adoração da bicharada. Para mim, um pardal morra e viva um ser humano. Ser humano. Não basta nem ser, nem ser-se humano. Apenas ambas as dimensões nos elevam. Saber-se um ser, significa saber-se entre uma miríade de outros seres existentes em miríades de outras dimensões. Saber-se humano, significa reconhecer-se numa única dimensão do espectro dos seres o que nada tem de minúsculo ou arrebatador. [Noético in "fins e alvores", 20/12/2022]