sábado, 6 de fevereiro de 2016

MIRAGEM OU REALIDADE ?

«Perguntaram-me, várias vezes, podes perguntar o que quiseres? Respondi, diversas vezes, igual, como se, esta, fosse uma imaculada forma ou fórmula. Uma fórmula que nem eu, nem ninguém, possui. O que quero, não é passível de negociação. O que pergunto, só o é por diversas razões. Não existe uma só razão para questionar. O que quero saber, nem sempre é o que ouço como resposta.Mas para que queria eu ouvir apenas sonâncias e ressonâncias e jamais escutar dissonâncias ? Faz parte da equação linguística. Uns respondem para se explicar, para ser entendidos, outros, respondem mediante contextos e parâmetros, nenhum deles, parametrizável, universalmente. Para isso, existem os serviços telefónicos e comerciais de atendimento ao cliente. Não tenho vocação para tal. Tal como não tenho vocação para responder. Para isso, arranjem, construam, desfrutem de um robot de atendimento. Não tenho paciência para a vergonha da ignorância que se pauta apenas por uma sabedoria tecnológica. Sabe-se lá, o que isso é ? Já viram uma criança responder, por telemóvel, com a mesma agilidade de uma gazela ? Eu, já! Mas, é essa a criança que sabe ? É ela que cresce ? Vamos ao significado de crescer ? Tudo cresce na natureza, até, as ervas dani nhas! A criança mexe só com um dedo e, escreve no telemóvel. Anota, entende o português (poderia ser outra língua), e domina a tecnologia. Sem fórmulas do eterno, de género, iremos viver para sempre, perguntei-lhe, lês livros ? Não! Não por que o livro não possa ser lido online, em formato digitalmente divinizado. A criança, sabia ler e escrever. Mas...Daqui a poucos anos, ela tinha sete, faltar-lhe-ão os olhos, precisará de óculos, etc...Eu, trabalhei como escravo muitos anos diante de um ecrã. Por isso, hoje, ainda viciado, o uso. Quem não perceber isto serve, no mínimo, para  motivo de comiseração, o que é diferente de haver qualquer piedade. Eu, não tenho qualquer compaixão, exceto para o que considero. Uma espécie de preconceito, que muitos tentam alimentar, outros obliterar - como se nunca existisse -, enfim!... Uma desgraça, de um lado ao outro! E perguntaria, como qualquer criança, alguém lhes diz para fazerem sentido? Creio, que ninguém o faz.  Todos os questionários, ignoram quase por completo o que lhes vai na alma. Por isso, penso, cada vez mais que, essa maturidade, essa eficiência, essa arrogância - fruto do esforço (sem dúvida), para depois, contabilizar e servir de carta de vitimização ou de pseudo maturidade - é um logro! O adulto tem direitos! Eis-nos de volta, ao nosso ego precioso, valioso - sobretudo pelos anos e por uma vida mais ou menos vivida - vivido, sentido, conquistado, normativo, fascista, anquilosado, etc. Tudo, nuances! Nuances de infantilidades que prezamos em cultivar. Somos, velhos, mas, jovens, eternamente jovens, eternamente indefinidos. Esta última sentença é verdade! Bem, universal, não diria... Mas, quase!..Não esperem por mim, para vos manusear a Bíblia, ler horóscopos , bater palminhas, servir de audiência, etc! Estou a milhas! Arrogância ? Arrisquei-me  e atrevi-me a chegar até aqui. Qual é o problema? Pensemos nisso! Não sou do contra, nem um desafiador, nem um libertino. Sou, apenas, eu mesmo e um outro, que se vão fazendo! »[noético-04/02/2016]



ESCUTAR E NÃO ESCUTAR

«Alguém me disse... Recordo que me disse mas, não memorizei. Ser importante ouvir, seria decorar toda a letra do que foi dito. Há, quem se cinja a isso. Fica a parecer bom ouvinte. Eu, não! Claro que é fundamental saber escutar mas, também, faz parte do acto saber selecionar o que se escuta e fazer ouvidos moucos do que é irrelevante. Assim, dito, não me recordo de quase nada do que ouço, pelo menos, daquilo que considerei, desinteressadamente irrelevante, em cada momento. Não lamento! Pura e simplesmente, esqueço. Será isto, não ouvir ? Não saber ouvir ? Teremos que suportar toda a vagueza das palavras, todo o ruído dos discursos, todo o vazio de sentido e ainda permanecer sorridentes, como se tudo o que é pronunciado, constituisse uma pérola do pensamento ? Não. Claro que não! Só os autistas sociais pensam desse modo! Não, não escuto tudo! Faz diferença ? Incomoda ? Paciência!»[noético - "Alheios à nova ordem"- 04/02/2016]



CONVERSA LITERÁRIA

Artista: Bruno Leandro
«Ainda acreditas nas palavras ? Não, sei! Uns usam-nas para 'realizar', 'exibir', 'demonstrar'...Outros, para os mesmo fins e, igualmente, para se parecerem, se aproximarem, para se justificarem, para se demonstrarem no que pretendem parecer-se com, para se realizarem. E...Penso...A realidade continua ignorada! Ou seja, a cantiga soa a mesma. Sejam cristãos ou protestantes, a conversa, dependendo dos dias, torna-se estreita, torna-se larga, mas não segue para lado algum. Dos gurus das palavras estou cansado. Já não invisto um milímetro nessa charada , pura e meramente, literária!»[noético-04/02/2016]


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

INCERTAINTY

«Não sou um milímetro do que queres que seja. Não nasci, para obedecer a imperativos emocionais, racionais ou outros. Para o que nasci, a ti mesma/o te pergunto ? Sabes tu ? Saberei eu ? O que sabes, julgas, imaginas, pensas que, sabes, é um longuíssimo discurso, uma prosápia da vida, uma 'never ending story'. Ainda bem! Se admitires isto, então, não estás ou és predestinado/a. Ou, então , consideras-te como tal e, apesar de tudo, gostas de ser dominado/a. Lembra-te, dominado/a vem de dominum (Deus,domínio) e usas isso, como se lesses um jornal periódico na maior das inocências, ignorantes. Medir as palavras é saber muito bem o que elas querem dizer, o que evocam, o que pretendem significar . Sem isso, nem a gramática, nem a semântica, nem nada te salvarão do teu dicionário amestrado!»[noético-04/02/2016]




NÓS 'VELHOS'

《Nós, 'velhos', hoje em dia, em linguagem hospitalar, senescentes...Credo! ...Fala-se assim tão bom português nos hospitais ? Claro que não! Mas, dizia...Nós...Havemos de virar isto tudo do avesso! O que significa, não dormir, não fazer dieta, não fazer ginástica, não querer viver eternamente (mesmo, cientes de, não mais permanecer jovens), não crer em salvações higienistas - aquelas que parecem livrar-nos de toda a corrupção física e moral e, nos fazem parecer viver em suspensão, como se nunca houvesse desgaste - não viver sistematizado! Que sejamos os loucos, dos poucos que ousam e, ousamos, muito, para lá das dores ciáticas, das tendinites, das mazelas esqueléticas e orgânicas, da histriónica euforia da saúde e da beleza embalsamada em parábolas do tempo. Sim, somos, seres declinados! O que isso é ou seja, os aniversários te dirão. Isto, não significa que ser-se indisciplinado é pecado ou vício e que, só o contrário é virtude. Mas, para que quererás tu a Virtude, como se só existisse uma ? A cultura, também, tem destas noções falaciosas (enganosas). Então. ..Nós, 'velhos', entre aspas mas, sem o horror de sequer nos rotularmos, sem preconceitos, sem prejuízo, caminhamos. Damos a face, damos o suor, o sangue e as lagrimas para nos podermos rejubilar no frémito das lágrimas de riso acerca do que se passa. Amigo...Se não sabes o que é uma alegoria, a metáfora da vida, o subsolo da superficialidade instalada, então, deixa-me rir! Mas, se puderes e, sem pruridos, ri-te também. És bem vindo!》[noético-04/02/2016]



YOU CAN NOT NAME

«You can not name what I am, neither I can, about what you are. That's the beauty of life. We must trust beyond knowledge. But, trust, it's not a divine belief. Trust, it's the only human path, at least, the one that will lead you somewhere. Doesn't matter if it's right or wrong, it's beyond ethics and enlightenment.»[noético-04/02/2016]