A vantagem de nada ler é termos um futuro promissor, por certo!...
Gepeto e Pinóquio podem ensinar os pais e os filhos a lidarem uns com os outros e muitas regras de poupança, sobriedade, humildade e civilidade. No entanto, tirando o boneco de pau muito giro, a História de Collodi como é velha, segue para o lixo pois parece haver videojogos muito melhores em termos de pedagogia. [Mesmo que pinóquio tenha muita coisa a ver a teoria da Iluminação de St. Agostinho].Mas já agora, também O tal Santo, no seu diálogo sobre a felicidade também tratava as mulheres com escárnio apesar daquela pseudo-sensação-de abertura de que os clérigos quase sempre dão mostra. Tratar mal as mulheres e pior à propria mãe, que afinal se revelou ser uma das pessoas mais sensatas desse diálogo.
Hoje, em dia, assistimos com frequência à afrmação: "Somos contra os fósseis". Porém os requerentes não parecem deixar de usar roupas derivadas dessas matérias fósseis, usar o carro do papá para ir para a faculdade, em suma, queremos afirmar que somos emancipados. Tudo certo, só falta a emancipação do cérebro/mente mas sempre ccom uma consciência de um corpo que nos faz habitar por entre outros corpos e mentes.
Nos dias de hoje, nada temos a aprender na relação entre liliputianos, medrosos e gigantes com cérebros ôcos como em Gulliver de Jonathan Swift. Há muito mais essa hsitória do que isso. Isso são tudo livros subversivos, que devem ser esquecidos, censurados, desvirtuados, reescritos com os dogmas oficiais ou, até, eliminados.
Mas o que é isso de literatura? Guinevere negra, Napoleão gay, Alexandre Magno queer e porteiro de discoteca e os livros de Agatha Mary Clarissa Christie a ser-lhes alterado o vocabulário (para não ofender ninguém e tornar mais real a real história falsificada). Época de falsificadores
Bem melhor mesmo é queimar a Metafísica de Aristóteles pois o filósofo teve a infelicidade de defender a escravatura. Portanto, preto sim, negro não, apesar dos africanos de pele negra terem sido traficados em grandes navios chamados "negreiros". Racismo ou desvirtuar a História?
Robinson Crusoé deveria ser queimado e já agora mudava-se a sexta-feira para não ofender esta geração de gelatina.
Pinóquio, Pinóquio e muitos mais universais textos tudo revertido pela maré da imbecilidade!
Reescreve-los? Oponho-me. Parece que estou a reviver Farnheit 451.
Talvez esta gentinha imbecil se quisesse cultivar mas, ao que parece, nem sabe o que isso é! Pois, não é?!
Não direi mais, muitas vezes, olá, bom dia, boa noite. Não direi mais, muitas vezes, a-deus. Não direi mais, muitas vezes, não direi mais, porque as horas estão-se a acabar e não sobra muito mais tempo.
O que há para pensar e dizer antes de morrer ? Sentimos medo? Sim. Deixar algumas palavras para animar os entes queridos, mesmo que tenha sido verdadeiro ter-mo-los amado? Sim, mesmo que nada adiante, por que não? Amo-vos!
Morrer não é triste é derradeiro. Se não for instantâneo, alastra e diminui o ser. Pesa, aumenta a gravidade, subtrai-nos a leveza e o movimento, suga-nos a alma, faz-nos sofrer. É tremendo. Nem adianta chorar e ainda assim choramos, afinal, somos humanos. E não há nem ressurreição, nem transmigração, nem Deus, nem sete virgens, nem piedade, nem pai, nem mãe, nem nenhum consolo, nem Salvação, nem poder que se oponha à Natureza que nos encerra a forma viva e nos relembra da nossa infinita e sublime impotência.
Como é bom chorar. Sim, chorar, não apenas por sofrer, não apenas por comoção. Chorar como um acto de plena sanidade e integridade, como uma forma de sentir a nossa plena humanidade.
Biliões para construir armas e desperdiçar vidas mas, a mente, embora compreenda pela negativa, não entende e, não só admite como permite.
Biliões não são tostões ou cêntimos que em vez de serem gastos para salvar vidas da fome e/ou da guerra ou até mesmo de catástrofes naturais inevitáveis apenas servem para assassinar.
Desgraça, absurdo, abjecto mas, consentido e praticado.
O Homem é um ser doente, só pode. Como mencionava um aviso num guichet, a estupidez não é uma doença e muito menos incurável, então, porquê tanta insistência e teimosia, senão persistência nesta idiossincrasia?
Diria que é nestas ocasiões que mais me interrogo sobre para que serve afinal o livre arbítrio? Por que nos orgulhamos tanto de seremos seres racionais, livres e dotados de inteligência?
Infelizmente a insanidade gera cada vez mais insanidade. Um louco decide fazer a guerra e a única resposta à insanidade é tornar-mo-nos insanos e entregar-mo-nos à loucura da auto-defesa. Mas, não haverão outros caminhos ? Decerto que os haverá, só que, não os trilhamos. Então, como se detém um louco, violento e armado ? Infelizmente, este tipo de loucos são geralmente pessoas cobardes, tanto é que temem muitíssimo pela sua própria vida "sem anima" e protegem-se por todos os meios que os seus poderes lhes permitem porque, na verdade, sabem bem do seu absurdo intelecto e do abjecto dos seus sentimentos mas, escondem-no na profundeza do seu ser, sem perceberem que na total escuridão, não existe qualquer centelha de luz. Tal é a dimensão da cegueira que os empareda vivos.
No excesso de imagem do espelho dilui-se a paisagem, apenas resta o deserto da ausência do Outro. Narciso, um dos mais antigos mitos da humanidade vive e morre obcecado pela sua própria imagem. Vanitas, vanitas! Abjecto, absurdo, insano!