segunda-feira, 15 de julho de 2024

A intimidade

Ela, surge sem aviso ou, fazendo-se anunciar, vai-se revelando aos pouquinhos sob a forma de rituais.  Diz-se, que aproxima seres. O meu ponto de vista é outro. Os humanos familiarizam-se por uma ou sob uma aparente proximidade. Digo, aparente, por que nunca jamais alguém vive ou viveu a vida dele através de outro. Nunca jamais alguém esteve dentro dos pensamentos de outrém. É essa a distância que nos torna próximos. Somos família mas, com muito pouca coisa própria (para além da natureza instintiva) em comum. Daí que, a intimidade, o intimismo que se possa estabelecer entre quaisquer dois ou mais sujeitos, seja sómente um acordo temporário, uma aparência bonita e, muitas vezes, sem qualquer consistente concretude. Não nos iludamos pois com as exibições e manifestações, talvez, muitas vezes exarcerbadas, quer de amor,  de companheirismo e/ou de amizade.
À moda Confuciana diria; o próximo oculta o distante.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Falta-lhes um dedo!

Se... Que mais ? Oh, homem desembucha! Mas, não há mais!
Perdemos-nos! Aonde estavam ? Não sabemos situar. Então, como sabem que se perderam ? É verdade, não sabemos.
Um robô costumava reabastecer-se a ele próprio e, após, realizar uma dança. A partir de certa altura deixou de realizar a dança. Por eficiência energética abandonou o ato inútil de dançar. Evoluiu. Excelente! Aprendeu. Magnífico! Só que... Desconsiderou todo o bem estar que a dança causaria em termos mentais a um ser humano consciente. E se para uma máquina sem emoções a lógica proposicional e do cálculo são suficientes, para um humano,não! Não são! Uma dança pode significar um novo equilíbrio psicológico, muito mais eficiente ou gratificante do que um cálculo de calorias ou energias perdidas ou ganhas. Um homem motivado, pode até pensar e trabalhar melhor mesmo que com uma fome tolerável. Um robô, por eficiência estupida, desconsidera esse gasto de energia "inútil". Claro, que a máquina não tem de ir ao psiquiatra. Mas, é precisamente por isso, que nunca será humana, nem sequer lhe chegará aos calcanhares! Por isso, não há que temer o HAL de 2001 Odisseia no Espaço. A mente, não é algo separado de um corpo. Não há nenhuma máquina que sequer se aproxime de perto da perfeição, competência e eficiência adaptativa de um ser humano. E, tudo isso, até um simples dedo encerra mais inteligência por milímetro quadrado do que qualquer máquina mecânica criada pelo homem. Desiludam-se os quasi fanáticos (ignorantes) da IA.