segunda-feira, 15 de julho de 2024

A intimidade

Ela, surge sem aviso ou, fazendo-se anunciar, vai-se revelando aos pouquinhos sob a forma de rituais.  Diz-se, que aproxima seres. O meu ponto de vista é outro. Os humanos familiarizam-se por uma ou sob uma aparente proximidade. Digo, aparente, por que nunca jamais alguém vive ou viveu a vida dele através de outro. Nunca jamais alguém esteve dentro dos pensamentos de outrém. É essa a distância que nos torna próximos. Somos família mas, com muito pouca coisa própria (para além da natureza instintiva) em comum. Daí que, a intimidade, o intimismo que se possa estabelecer entre quaisquer dois ou mais sujeitos, seja sómente um acordo temporário, uma aparência bonita e, muitas vezes, sem qualquer consistente concretude. Não nos iludamos pois com as exibições e manifestações, talvez, muitas vezes exarcerbadas, quer de amor,  de companheirismo e/ou de amizade.
À moda Confuciana diria; o próximo oculta o distante.

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