quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025
Pensar bem ou mal e não pensar
Pensar bem o que é ? Bem, não há nenhum pensamento perfeito. E, também, não há nenhum pensamento sem sujeito. É impossível um conhecimento puramente objetivo nesse sentido. É o sujeito que conhece. Mas, ainda que não consigamos definir com um critério rigoroso e objetivo nenhuma valorização válida, temos todos que reconhecer que há patamares (prefiro, em vez de graus) de proficiência do pensamento. Ora, haverá patamares muito inferiores e outros muito superiores. Em quê e como ? Irei falar do que constitui os patamares, os graus. Graus de quantidade e qualidade de recolha de dados. Graus de coesão e relacionamento entre esses dados. Graus de tratamento/análise desses dados de modo a constituir informação relevante para qualquer determinado fim ainda que hipotético. Graus de enquadramento de cada realidade. Graus de adequação da informação à realidade. Graus de reanálise da realidade e da adequação da informação a essa reavaliação. Haverão mais situações mas, não iremos ser exaustivos relativos ao quê. Como ? O Como tem a ver com o modo e a modalidade. De que modo se pensa ou se pode pensar ? Há sempre um sujeito e um objeto, uma relação e uma ou mais finalidades envolvidas. Uma das finalidades é a conformidade ou adequação. A relação pode ter variadíssimas vertentes e disposições. Pode ser mais lógica do que emocional, pode ser o contrário, pode ser um equilíbrio entre as duas, mas terá sempre que conformar-se a uma ideia ou a uma realidade. Porquê esta distinção? Porque uma ideia pode simplesmente significar um fim imaginário. Uma realidade pode ter essa modalidade, mas, referimo-nos, neste caso ao mundo físico e à nossa adequação/adaptação a ele. Podemos adaptar-mo-nos de modos diferentes mas, certamente, alguma disposição sobressairá sobre outras adaptações numa realidade em constante mudança. Óbvio que uma realidade tem inúmeras modalidades possíveis e até talvez inimagináveis. Então, temos um Como muito complexo. Há quem confunda confuso com complexo. O sujeito pode confundir-se. A realidade é o que é, ou seja, o que se depara ao sujeito e, também, em parte, a forma como ele a interpreta. A forma como cada um interpreta e interage com a realidade é múltipla, diversa, com alguns laivos susceptíveis de padronização mas nunca uma forma única e absoluta e/ou imutável. Bem, já refletimos um pouco sobre o pensar bem ou mal. E, quanto ao que designamos como não pensar ? Bem, ninguém na realidade conseguiu alguma vez o Nirvana, embora, alguns, adorem ser adorados por dizerem tê-lo alcançado. Mas, não era a este sentido de suspensão do pensamento que nos referíamos. Talvez, possamos chamar-lhe apenas pensamento reativo. Porquê? Por que não é um pensamento proativo, minimamente fundamentado, situando-se quase no domínio do caótico e das relações básicas entre preconceitos, podendo os fins serem efetivamente reais e concretos. Este é o não pensar. Independente da disposição, ao sabor das emoções, caoticamente organizado, umas vezes lógico, esporadicamente, outras vezes, quase um pre pensamento humano, cheio de força mas sem direção ou sentido. É um tipo de pensamento não tão incomum entre os homens ditos "sóbrios".
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