antes dos nomes há a infância
o solícito gesto de respirar
em prados
só ardor e pedra descalça
a obsoleta terra anterior
cor de feno cor de ulmeiro
o acto de escrever
rios atravessados por lajes
rostos cedidos ao lento encantamento
de uma promessa
como se fosse
a fêmea fome
a cerce lira experimentada em
água benta despenhada
apoplética
corda de nomes hínica
em ilhas
os nomes animais despenhados
em olhos
e o laço do rosto
vertical face ao florescimento dos dias
o sangue cor de basalto
Luís Felício (o som a casa) - [1º prémio literário Artefacto - poesia 2010]
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