domingo, 10 de abril de 2011

Poema das Rosas

A quem direi de meu pesar
Se o a vós não for dizer *
Jurei amor sem nunca o ter
Que mais terei eu a perder

Amor mui grande quis achar 
Nessa  demanda do meu ser 
Quis eu por ti bem querer

Rosas são rosas que mais podem ser
Trovas são obras de muito merecer
Ai de mim que não cuidei

Não senti e não escutei


Rosas são obras de mais merecer
Que muitas glosas não fazem esquecer
[Rosas sem espinhos não fazem crescer]
Eis o fim de semear
Noutro ver  e  acreditar


Vi-te nascer no meu olhar
Prezai senhora meu dizer
Desde esse dia em que nasci
Flor tão bela eu  jamais vi

E desejar sem bem querer
Se alguém ousar e não se ater
Seu mal trará

Rosas são rosas que mais podem ser

Trovas são obras de muito merecer

Ai de mim que não cuidei 
Não senti e não escutei

Rosas são obras de mais merecer
Que muitas glosas não fazem esquecer
[Rosas sem espinhos não fazem crescer]
Eis o fim de semear
Noutro ver  e  acreditar

Mais eu não posso   enganar
Meu coração, que me enganou
Por quanto me fez desejar
A quem nunca me desejou **

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