segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A CEGUEIRA DA SABEDORIA

«Todos abanam as asas, quais hermafroditas do futuro, quando se fala de futuro. Todos aguçam os bicos, todos, cacarejam qualquer coisa. Todos seguem modas e transformam tudo em moda, como a religião já o foi, pensando como os republicanos que acabaram por substituir a cadavérica da monarquia, apenas costurando de outra maneira. Filosofia ? Zero! Enfim! Os crentes, comportam-se dentro dos seus padrões, sempre previsíveis e demonstrando matematicamente e logicamente, se possível, sempre dentro da sua própria lógica, porque isto é, assim, e não de outro modo. A maioria, aplaude e acha-lhes imensa razão. Afinal, pardal, fala como pardal. Odeia gavião. Abutre é, apenas, o degenerado dos pardais, o que cobra tudo! Será Deus ? Mas não é ? Não é a Deus que devem tanto e quase tudo ? Quem é esse cobrador celeste senão o abutre que comanda, dirige, os transforma em marionetas da sua vontade ? É claro, que os palhaços e todos os outros falhanços da natureza, somos nós, os descrentes nesse palheiro de galináceos! É comum! Hermafroditas do futuro com a cretina mania que estão a par, que sabem de tudo, que alvitram sobre tudo. Mas que sabem eles ? Uma montanha de disparates, que, atribuídos à tradição, nunca se pode pegar fogo ou deitar fora. Os restos, os dejectos do passado que chegaram até nós são todos veneráveis ? Só quem não se interroga sobre isso, sofre de síndrome gripal de consciência, todos os invernos. E que isto, está, uma invernia, mesmo com sol, ai lá isso está!»[noético-30/01/2015]




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