A vida é, a queda metafísica de um anjo desasado, que se extingue ao atingir o fundo do abismo em que penetrou.
O eu é essa ilusão autobiográfica que "mudando, permanece" sendo a candeia que ilumina cada novo espaço percorrido na grande noite sem sentido.
Sem o navegaríamos, à deriva, sem nenhuma linha de horizonte, completamente perdidos.
Sem essa bóia naufragaríamos de imediato no extenso oceano. Ao contrário, com o seu excesso asfixiaríamos pelo seu insuflar intemperado.

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