Acontece muitas vezes. O porquê não é conhecido mas, que é visível para outros, é inegável. Seres que buscam a felicidade, que procuram ser felizes mas, que mesmo tendo-a ao seu alcance, a deixam escapar, tal como areia esvaindo-se da palma de uma mão (metáfora pictórica, muito bonita, do filme Out of Africa).
Os seres complicam, focam-se no não essencial, deixam-se atrair pelo sonante, vibrante, brilhante e, nisso enredados, afastam-se da felicidade por que tanto anseiam. Quem está de fora percebe, quem vive a sua existência está, muitas vezes, cego a essa possibilidade.
Como alguém detecta esse divórcio?
Querer demais não resulta. A felicidade não é só questão de querer muito, sobretudo quando, ela é incontrolável pela vontade.
Desejar demais, também não resulta. Satisfazer todos os desejos, não só é impossível, como insustentável e, existe ainda o perigo de desejar se tornar uma adição. Cuidado com aquilo que se deseja, diz um antigo ditado popular.

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