sexta-feira, 6 de junho de 2014

TEXTOS SOLTOS I

«Será que Deus alguma vez disse mal da pesca? Creio que, não. A maioria dos seus seguidores até eram pescadores. Mas, também, alguma vez, Deus defendeu a não extinção do bacalhau dourado, dos golfinhos e das baleias? Claro que não! Isso fica tudo ao dispor da sua criatura humana, a tal, que nasce com pecado, tendente ao defeito! Até apetece dizer, que raio de deus perfeito gera tantas criaturas imperfeitas? Estaria deus a gozar connosco? Ou não batia bem da mioleira quando nos criou? Estão a ber? Estão a ber? Eu sabiaiiii... Ou deus estava bêbado ou fora do seu juízo perfeito senão nem consigo perceber nada do que andam a pregar há mais de 2014 anos. Caramba, que devo ser pré-histórico! Então Deus iria criar lá alguma vez uma criatura deficiente?...»

«Podem dizer isto, à Jonet. A actual razão por que não acredito em Deus é que os seus crentes são tão estúpidos que, se passasse a acreditar, acho que me tornaria tão estúpido como eles!» 

«Mé! Caramba, estou feliz, pela primeira vez o miúdo disse mãe. Ouve lá... Será que ouviste mesmo bem? Sim, ouvi, o miúdo pronunciou mãe, dizendo mé. Ah! Ok! Agora já percebi como a prevalência do Mé descreve tão bem toda a história da humanidade. Até me apetece dizer A-Mé-n!»
 
«Um dia destes irei explicar por que é que a malta pouco inteligente adora labirintos. Deixo já em aberto uma das explicações. Só existe um caminho para chegar ao centro, normalmente e, sobretudo, nos originais. Ui, que mistério, que alegria ao estilo dos ratos. Pois é...Arrogante? Então ?!...Ainda levarei de rodo os labirintos! »

«Se me queres é um problema teu. Se me amas é outra coisa. Se me amas irás perceber que não sou nenhum vendedor de amendoins, nem nenhum produto de cabaz!»
  
[noético-06/06/2014]

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