Não há muito a dizer sobre o mundo. Os vivos não sabem. Os mortos não falam. O corpo não morre. A alma perece. Estranhas as mentiras em que cremos quando somos vivos. Depois de mortos, nem crença, nem opinião, nem sabedoria, nem eu! O que mais nos atormenta é o eu que se tem em alta consideração e que teme se desvanecer. Mas, o medo, neste caso é inútil. Nada pode. É impotente! Não controla nada. E, enquanto vivo, só controla a ilusão de controlar que está vivo. Coisa irrelevante. Dói ? A muitos dói. Isso, reforça a ilusão de controle e a vontade de controlar. É preciso combater a dor, ser feliz. É mesmo ? Não, não é! Mais um combate por controle, o "temos", o imperativo! Quando, afinal, nada temos!

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