Não haver futuro sem história significa negar um começo, que nada pode ter surgido do nada e, também, afirmar que, a história é a sua própria maternidade. O certo é que, antes da vida não há nada ? É preciso uma sucessão de diversos eventos e uma sucessão de contextos diferenciados e favoráveis. Um homem que encontra uma mulher. Um momento de cópula. Um espermatozóide que fecunda um óvulo. Uma porção de meses de gravidez de uma mulher. Contudo, esta sucessão ou processão de eventos, não é a vida. Embora, seja a matéria viva a gerar nova matéria viva sob uma das suas formas possíveis. Não há, então, um começo ou indício de começo e podem até haver milhões de indícios de começos sem os haver de facto, tal como, os milhões de espermatozóides em ação não encontrarem sequer um óvulo para fertilizar. Então, em que ficamos ? Tem de haver vida para haver uma nova vida e antes de uma vida à sempre vida sob outras formas. Dir-se-ia que é da energia que é gerada a vida. E que aquilo que classificamos como matéria inanimada o fazemos de modo errado pois, tudo que existe está animado de movimento e, os ditos seres vivos, são apenas gerados a partir da energia existente sob outras formas, entre as quais os átomos e moléculas químicas componentes da matéria que dizemos não estarem vivas mas que, na realidade o estão, existindo, interagindo, transformando-se e combinando-se sob diferentes formas todas elas em movimento. Nesta perspectiva, também não existe morte, sendo esta, apenas uma cortina que cai momentaneamente sobre uma forma, para no acto seguinte se erguer de novo, dando origem a outras formas de energia que entrarão de novo em cena ocupando de novo o palco.

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