quinta-feira, 27 de junho de 2024

Sem um quê do quê

Não tolero, tolerar. E daí ? Respeito é necessário. Respeito, parece implicar um conhecimento daquilo ou de quem se respeita ou se dá ao respeito. Tolerar, parece ser, simplesmente, assentir em algo de que não se tem conhecimento suficiente. De qualquer modo, cabe questionar, se alguma vez teremos conhecimento suficiente ? Sem nos radicarmos na ignorância, diremos que, tolerar é vaidade. Não se tolera, aceita-se ou não. Tolerar, parece até, sugerir uma qualquer forma de aceitação contrariada, a custo, com dificuldade, sem vontade ou disposição favoráveis, mas, no entanto, aceitar, cheio de reservas mentais. A realidade não é a preto e branco. Tolerar o intolerável ? Não! Alinhar com carrascos ou vítimas, sem conhecer os contornos da sua legitimidade, parece obtuso, abstruso. Conviver, coexistir, cohabitar, sem perder a face, ou será antes o ego ? Eco e reflexo, identitários. Ser idêntico, compacto, inquebrável...Assim, se celebra o vácuo! Um infinito labirinto sem forma. A poesia é que nos doma, a poesia é que nos transforma.

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