A vida é o acto mais solitário que existe.
Um soldado caído, exclama, alvejaste-me, não pares, mata-me!
A vida é o próprio existir solitário em acto, acrescenta quem alvejou, é por isso que não te mato.
Prazer e sofrer são os únicos sentires do que é estar-se vivo.
A dor acorda e desperta para a maldita hora que se consome para a meta.
O gôzo emola e ruma ao consolo da bastança, efémera celebração asceta.
Talvez, um frequente oscilar temporário seja o único estado do ser-se vivo.
Mas, de que tudo isto interessa, após ter-se morrido ?
Interrogar é o coração de todo este ruído, imersão total nos sons que nos transportam ao destino.
Valeu a pena ter vivido ? À pena valeu, também, ela, termos fingido!
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