sábado, 1 de novembro de 2025
O mesmo mundo
O mundo continua habitado pelos mesmos seres, exceto os extintos. Na voragem dos dias deparamos com a inversão dos "direitos humanos" simplesmente pela aniquilação dos "deveres humanos". Quais são, então, os nossos deveres ? Se não temos deveres, será que temos direito a ter direitos ? Se os nossos atos se pautam pela violência, pelo crime, estamos em condições de exigir ser tratados de acordo com os direitos humanos, uma vez que, nas nossas ações, agimos contra esses mesmos direitos na pessoa dos outros ? É lícito a quem cometeu um crime hediondo, quando detido, ter o direito de se recusar a trabalhar para contribuir para a despesa que provoca com o seu encarceramento ? É lícito para um indivíduo matar, roubar, violentar outros, só por que nasceu com maiores dificuldades, menos apoios, porque não teve ou não escolheu ter as mesmas oportunidades que outros ? Muitos, resistem, integram-se, esforçam-se, alcançam, superam-se e triunfam da pobreza e também da miséria moral. Outros, simplesmente abandonam-se ao mais fácil, tudo tem de ser prazeroso, agradável, srm obstáculos e, se estes aparecem, sentem-se umas vítimas da História e da Humanidade. Haja paciência para eles, também, mas, piedade alguma! Quando dói, dói a todos. Somos todos de carne e osso, alguns com "alminha" outros com "caquinha". A sorte nem sempre está do lado dos inteligentes, porém, também, nem sempre está do lado dos que não a usam. Daí ao desastre, qual dos dois está mais apetrechado para o evitar ? A inteligência, porém, também não resolve tudo. Porque somos como somos, o que queremos e o que fazemos para querer ser assim como queremos ? Viver para nos queixarmos, para nos vitimizarmos é uma forma maior ou menor da nossa existência ? O que nos torna verdadeiramente diferenciados dos outros seres do reino animal ?
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