segunda-feira, 3 de outubro de 2022

A religião matou o outro

Judeus, muçulmanos, cristãos, hindús e outros colocaram sempre o(s) seu(s) deus(es) à frente do Homem. Daí que os seus actos para com o outro sejam de fé e não de amor à humanidade. Pelo contrário, a caridade, a compaixão, a tolerância não são virtudes mas sim, mantos diáfanos de disfarce de um Amor que não existe pelo outro, a menos que este outro, seja Deus. É fantástico como a mentira se tornou verdade, continuando a ser uma mentira mas, para tanta cegueira, não há olhos. Estes crentes não te vêem a ti, como humano que és, mas como um meio de eles  alcançarem a Deus, o que na realidade, significa que tu não existes ou és simplesmente invisível, de facto, para eles. Agora, vejo isso tudo com perfeita claridade. Há milénios que o verdadeiro outro foi assassinado. Terá tal servido para evitar a inveja de um verdadeiro Amor pelo Outro  propondo-nos  desse modo uma salvação?
Mais relevante: se deus existe e não está no teu irmão, então, o teu irmão só existe como meio para deus; se deus existe no teu irmão, então, o teu irmão desvanece-se. Em ambas casos o outro cessa de existir. Daí a ideia em título. Poderão argumentar mas, a realidade não se altera só por isso.
 

 

Sem comentários:

Enviar um comentário