Não há uma fórmula. O caminho mais fácil parece ser o da ordem, da sequência, de um padrão qualquer que pareça coincidir com alguma indução. Mas, poderia ser também uma dedução. Vejamos o caso de uns chinelos de quarto alinhados numa certa disposição. Por que razão esse alinhamento faz tanto sentido? Imaginemos um abalo sísmico. Se um chinelo estivesse afastado do outro ou alinhado no sentido inverso do outro, seria mais difícil calçá-lo com prontidão. Mas não há um abalo sísmico todos os dias. Então para quê tanta preocupação com o alinhamento dos chinelos? A razão é que mesmo sem abalo ou outra qualquer emergência a disposição paralela dos dois chinelos orientados no sentido do acto de os calçar, continua a ter mais sentido, tornando mais fácil essa simples tarefa de calçar uns chinelos para ir ao quarto de banho ou outros lugares ao levantar de uma cama. Claro, poderíamos então, perguntar para quê usar chinelos e não caminhar descalço? Na verdade, não é isso que estamos a discutir mas, sim, qual o caminho da facilidade que, ao que realmente parece, remete para uma ordem precisa entre muitas possíveis e que, não remete em nada para um acaso ou para qualquer aleatoriedade. Uma certa disposição pode conduzir a um certo sentido lógico apreendido na realidade como facilidade e, ainda assim mostrar-se sólido e consistente.

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