De súbito, como qualquer gesto habitual, os olhos fecharam-se no silêncio da noite, libertos da omnipresença das imagens entregando-se ainda à penumbra das memórias revivescentes. Uma breve e pausada respiração, num movimento de sístole e diástole anunciou uma cesura entre mundos. De um lado o barro e o pó do outro o ser e o crer teimosamente resistindo ao sincopado esbatimento. De um lado, só de um lado, vazio integrado. De um lado, sem nenhum lado, a contração do imaginado, tudo diluído e baralhado, diminuído ao aumentado, numa espécie de prelúdio epílogal.

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