Já viram algum morto consciente ? Eu, não!
domingo, 5 de outubro de 2025
Tolices
Será que para além da visão teremos outro órgão que nos desperte tão vivamente para a consciência ? Duvido. Mas, será fruto do órgão ou da carga sociocultural que muitas vezes nos parece embutir ? Não há estudos sobre isso. Também não há estudos sobre muita coisa. Para estudar, é preciso tempo, um tempo que cada vez temos menos, porque nos reprimimos e restringimos a um tempo acelerado, quase hiperativo, por isso, quase momentâneo e evaporado. Acabou-se o tempo mas, acabámos de chegar/acordar/tomar consciência. Foi-se o bébé com o banho, "foice" a colheita antes mesmo de ser semeada. Eis a pressa! E é tão nostálgico chorar como ementa, o que ainda está disponível nos armários do cérebro dispensado. Fomos o que já nem éramos armados em ser o que nos achávamos e sem ter linguagem sequer para o descrever. Percurso e currículo. Os idealistas sonhadores pensam em igualdade. Não vou aqui descrever outros idealizares. A versão real, a verdadeira é a de que fotogramas ou ideogramas não são a realidade. Ui, o que será a realidade ? Investe-se tempo em tentar saber o que ela é, mas, não há qualquer resposta a dar sobre o inacabado. O órgão mais profundo do ser humano não tem lugar, escapou-se, fugiu, tornou-se consciência por um lapso. Clarificou-se ao equivocar-se. Era o ovo ou a galinha ? Era a dúvida ou antes a existência a dizer, estou aqui, o que estás aqui a fazer, pensas ? E se não existisses ? Pensas no que seria não existires. Mas, sem existires, será que pensarias sequer sobre isso ? Sobre se penas ou existes ? Existo antes de o saber. Como posso ter a certeza ? Nenhuma. Nem o pensar me garante. Para pensar, tenho que estar vivo.
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