terça-feira, 27 de agosto de 2013
ANUNCIAÇÃO
Sinto a tua chegada...
E contigo chegam-me as lágrimas e um sorriso.
Ser um mero simulacro não faz qualquer sentido.
Há muito que cessei de ter existido.
E pergunto-te ...
Quantas vezes, é preciso morrer, por se ter nascido?
Oh...Oh...
Estar mais presente não consigo, se fingir for o motivo...
Tenho encontro marcado com o passado renascido
Com o futuro enegrecido.
Mas, que importa tudo isso ser merecido ?...
[noético-26/08/2013]
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
THE PURE SENSE OF UNEQUAL
«I
have no dignity I say it and stand for it. But I still exist. No need
the respect of anyone. They don't need to respect me. They just have to
accept the fact that I exist. Respect? Looks like someone respect and
the other is respected. Seems not like a equal relation. But let me tell
you this...I don't believe in equal relations. No relation is equal
except if it is static or when it belongs to an abstract equation.
Nevertheless i do not believe in hierarchical relations previously
defined. Those are just a type of relations that we, can call, formal.
They are also very usefull to society because they help clarify each
status and to prevent some conflicts between people and organizations.
Therefore I do not wish to love or to be loved in an hierachical
relation, neither a equal one. That's why i don't care about any dignity
or self-respect. If you demand that the other starts to hide his free
thoughts and feelings then you start to be related with a lie near by.
If in the future you suddenly realize that your companion was lying you
shouldn´t be angry. After all, you have demanded the other person to
conform to your wishes. You demand it so you have nothing to claim for.
Your dignity sucks because it is only a form of demanding an authority
that you do not possess and that you try to impose. Sorry, but i also
don't need your sympathy. I believe in the sense of the unequal.»
[noético-14/08/2013]
Picture: Desigual is a trademark not used here with any commercial purposes.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
FORGET ME NOT...
«What
is that thing that is called Being ? I call therefore I am ? Am I
something that calls ?...The night falls with my thoughts within.
Something is thinking that is entitled 'Me'. Who's Me ? What did asked
the question?... I could not sleep in front of such questions like
these. But, instead, I stoped questioning. Whatever I do, I will be 'Me'
a 'Being' that calls itself, something with a name like 'Me'. This is
so prosaic...But this way I forgot what I was about to tell, calling
things. Did I forgot to 'Be' or the 'Me' ? I guess that this will be
something...Please, in other words, forget all I've said.»
[noético-13/07/2013]
Video: Gloria Estefan - Can't Stay Away From You
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
IT IS ALL ABOUT CARING...
"O
amor produtivo implica sempre um síndrome de atitudes; as de cuidado,
responsabilidade, respeito e conhecimento. Se amo, cuido - isto é, estou
activamente empenhado no crescimento e na felicidade da outra pessoa;
não sou um espectador. Sou responsável, ou seja, respondo às suas
necessidades, às que ela expressa e ainda mais àquelas que ela não
expressa ou não pode expressar. Respeito-a, ou seja (de acordo com o
sentido original de re-spicere), olho para ela como ela é,
objectivamente e não distorcido pelos meus desejos e medos. Conheço-a,
penetrei através da sua superfície em direcção ao âmago do seu ser e
relaciono-me com ela a partir do meu âmago, a partir do centro, ao
contrário da periferia, do meu ser"- Erich Fromm, The Sane Society, 1956, p.32.
HOJE
«Hoje
não foste minha, meu amor. Eu retive-me sem me deter em lado algum
caído como mancha numa espécie de negro fluorescente. Tu retiraste-te
para as sombras do meu pensamento. As horas partiram sem se despedir de
nós. Não fomos nós que não estivemos presentes. Ambos transgredimos os
nossos lamentos e alongámos os nossos silêncios. Há vozes que não podem
ser ditas, melodias que não podem ser transcritas, entoações breves de
cânticos perdidos, alegrias esparsas por entre pétalas de flores.
Hoje...Sinto desaguarem-me as palavras como prantos de rios invisíveis.
Sinto ? Adormeço esvoaçando como uma pena por entre os teus abraços
inertes esculpidos pela dor. Hoje, não sinto que seja hoje. Hoje, não
tenho a coragem de hoje. Hoje não poderia ser hoje e é hoje ainda.»[noético - 02/08/2013]
DECLARA A TUA MORTE
«Declara
a tua morte. Depressa. Declara a tua morte. Assim anunciarás a tua
ausência a quem te cobiça nos seus sonhos e delírios. Morre-se muitas
vezes. Mas a ninguém parece agradar a tua morte, pois isso significa que
não te tornarás num verdadeiro colaborador, num fiel consentidor. Morre
e morre em paz mesmo que te o recusem por amor. Não te rendas a
qualquer forma de opressão não consentida. Na morte serás livre. Não,
não confundas com suicídio. Não, não é nada disso... Que disparate! É
que só morrendo poderás renascer, renovar-te a partir das cinzas, largar
essas sucessivas camadas de pele que te mascaram e causam uma coçeira
quase visceral. Por mim, morre a cada vez. Mata-te que a tua miséria é
mesmo não conseguires apagar essa vida que te habita. Morre e desperta.
Nunca é tarde para se morrer. O reino dos mortos é teu, assim, tu o
queiras ?»[noético-02/08/2013]
THE WEIRDEST THING
«The
weirdest thing of all is that we all feel similar though we try to lie
and fake not to feel it. We all have similar behaviours but try to find a
way to be different because we are affraid of not being reconized has
individuals. So the details are exaggerated to the limit. The words lie.
We all know examples of it.This reveals insecurity of the self and
turns people into small monsters full of fears with their disfigured
expressions exuding a certain scent of wonderful perfum while it is a
trap.They rather live in their cages instead of coming out and face the
sun shining without their guideline bars. Our fury to know reveals an
insecurity, a fear, a lack. That we should try to heal. While we do not
love our ghosts we'll never feel free.»
[noético-02/08/2013]
[noético-02/08/2013]
A PUREZA
«A
pureza está sempre onde eu não estou, por isso estranho, porque sonho
sempre com algo que nunca vi. E ainda mais estranho me sinto, porque
desconheço esse fiel, que faz pender o meu prato da balança, para esse
lado impuro. Por que é que afinal faço isso comigo ? Quem me condenou
senão eu ? Por que é que as coisas em que acredito, me julgam, me
censuram e me condenam ? Quem lhes deu esse poder, senão eu? Ah!...Já
sei ! É essa a espada com que brincava à vida quando era pequenino.
Chamaram-lhe de Damocles, mas só pode ter sido por engano, pois eu
te-la-ei roubado certamente nos meus pensamentos e com ela terei sido
condenado à mesma provação. Não, não quero que as palavras pairem sobre o
meu coração condenando-o ao medo por querer evitar o seu afiado gume
dilacerante. Não, não quero ser puro assim. Não, não quero
pureza alguma que me condene e crucifique. Decido ser impuro. Pelo menos
estarei vivo para presenciar a degeneração da minha carne e do meu
próprio espírito. Não, não quero mais alvuras imaculadas. Tudo isso me
conspurca, me aprisiona, me dilacera, me faz sofrer de uma inutilidade
ainda maior do que a própria inutilidade de ter nascido. Não, não serei
puro, nem almejarei o Céu. Também não temerei o Inferno em que não acredito. Não viverei em nenhum desses dois mundos. Serei, apenas eu, um
simples grão de areia neste extenso e infindável deserto por onde
passo.»[noético - 02/08/2013]
SER DESERTO
«Sem ti sou deserto, areia estéril onde nada
floresce, mar de sal, pedra inerte. A maior distância é a tua ausência, o
único vazio insuperável. É sempre a ferida que nos move em céu aberto,
até ao poente. Navego cego de dor, uivando a cada passo,
como se cravado por espinhos de esperança eriçados contra o tempo. Não
sei haver-te, embora tu existas como lugar de mim. Não sei ter-te,
embora tu me possuas a mim. E eu, que queria tanto...tanto...não te
querer assim...Alguma vez conseguirei escapar-me a esta barcaça que
sente e pensa furiosamente ? Chamamo-lhe travessia mas tudo não passa de
um remar a braços que se meneiam síncronos e ritmados dilacerando as
águas sem destino. Um dia, amor, conto-te o incontável. Tu bem sabes que
tudo se move por promessas reacendendo a vida como sombras projectadas
por círios traiçoeiros. Não sou transparente. Não sou vazio. Antes me
esvaziasse dessa opacidade bolorenta, resíduo putrefacto, abandonado nos
porões do esquecimento.»MEDICINE
«Many try to sell every type of medicine in
obscene formulas of spiritual and physical salvation. Democracy has
permitted to the western peoples the substituition of many gods
religions for many single gods religions at the will and taste of
each one as if there was a sky and a personal hell at the measure of
each. Whatever religions are they seem like supermarket products that
anyone can achieve and acquire with the easiness and benefit of not to
have a critical thought implied. They even say that religion speaks
about God a being that has no being because its existence can not be
proven as its non existence. This logical proof can not be taken, so it
can not be a science which means that teology is all about fakeness.
After all, that fictional being, is no perfection at all because it
lacks some ordinary qualities that almost every other being have and
that allows man to study it. So discussion about what can not be
discussed or proved is closed. Let just us find another kind of healing
like human love.»[28/06/2013] - noético
J'ADORE
«Qual o perfume que mais aprecio? Sem dúvida o J'adore, por que te adoro. Ahahah.»
[noético-04/08/2013]
SUMMER
«The summer has came and with it the flaming
void too. Piles of people concentrate on the edge of the sea watching
each other like wolves searching for their prey. What follows the crowds
is mud that the sun dries and turns to dust taken by
the autumn wind. I hate summer because of that. Fake hopes and loves
flourish and all the bad things grow with golden splendor. Can you hear
my thoughts in the middle of this crowded universe? I'm thankful just
for you don't hear it.»
[noético-30/07/2013]
[noético-30/07/2013]
HEARING THINGS
«Sometimes you are just tired of hearing
things, of being aware of what they tell you, of their mental figures,
of their sentimental moods, of their doubts and hopes, of their narcisic
self claims. And you just can't hear them no more without
shoot them immediately with poison words. You can not erase their
nature or their habits. And doing that you just find that your cruelty
is truly human. That your humanity is made of inhumanity also. So, you
should step aside, and stay alone untill you calm your bad temper. And
you should ponder the hypothesis of never return and stay aside most of
your life time. You may think that you were born to love, but you may
well be the worst lover in the world or at least a bad lover as most of
humans are. You may think as well that you are worthy to be loved but it
might be possible that you don't know how to accept that precious and
rare gift amongst humans. So in the end you may consider yourself ruined
to love. Perhaps it may be true. Perhaps not. Just be humble with you
and with your neighbours. Forget the fireworks that you see everyday in
everyplace. Forget about you. Just live and be silent.»[noético - 23/07/2013]
ABETARDAS E ANJOS
«É muito
natural que existam pessoas que nos queiram conhecer. O que já não me parece
tão natural é que a curiosidade que os move se foque apenas em reunir aliados
ou em obter ascendente sobre os outros. Parece-me que gostam de exibir as suas barrigas inchadas de currículos manifestando a sua
prosápia por detrás de discursos humanitários ostensivamente elaborados. Por
vezes tornam-se cansativamente repetitivos parecendo daqueles políticos que
estão sempre em campanha ou até aquele tipo de homens religiosos chatos que a
propósito do espírito de missão não param de nos bater à porta todos os dias
com a sua emérita salvítica mensagem. Digo e repito, estou farto desses chatos.
Usam a sua cultura e sabedoria como arsenal de crueldade enquanto pregam
mensagens poéticas, proféticas e pacificadoras. Parecem verdadeiras rosas que
por detrás das suas belíssimas e delicadas pétalas apenas escondem adagas e
espinhos prontos a ser cravados. Conheço bem esses rios lamacentos, essas
sendas que parecem pronunciar longos caminhos mas que desembocam sempre em
becos. No final, dizem que nos conhecem tal e qual somos. Que pena. Nem sequer
imaginam que não somos quem vêem, nem quem deles se projetam. Enfim, a cegueira
tem muitos trilhos. São todos eles grandes lutadores, esperneiam muito, talvez
até demasiado. Devem passar a vida a agitar-se julgando que desse modo
transformam o mundo. Batem tanto as asas essas abetardas e anjos. Fazem um
vistão. Milagre. E eu que odeio milagreiros e viciados em poções mágicas. São
como idiotas que confundem algazarra com progresso. Crentes cegos da mudança.
Até quase disso fazem uma festa a que tantas vezes chamam «luta», mas daquela
sangrenta, transpirada, atribulada, sofrida. Sim, muito sofrida, pois sem
sofrimento parecem não possuir nenhuma dignidade, perdendo até a possibilidade
de passarem a ser conhecidos por ser gente. Pelo menos assim imaginam e vivem,
fabricando sonhos que adorariam impingir e impor a toda a gente. Aliás nem
sabem fazer outro chinfrim. Adoram arruadas mais do que arruamentos os tais por
onde desfilam frequentemente. A cultura serve-lhes para usarem louros na cabeça
e talharem a razão à régua ao esquadro e ao compasso, como se nada mais
houvesse. Ou perdidos ou achados. Ou vencedores ou frustrados. Ou sim ou sopas.
Quando é que estes arautos da transformação se transformarão eles próprios nos
seus próprios latidos? Juro que me cansam e aborrecem por que são exaustivos,
repetitivos e loucos. Pensam que resistir é tudo, que debater-se é tudo, que
mexer-se é tudo. Infelizes discípulos da religião da velocidade. Pobres
coitados, irão permanecer o resto da sua vida acelerados e aprisionados ao
movimento como se nele tivessem encontrado algum Deus. E no fim nem sequer nos
conhecerão ou amarão como somos, mas sim como eles próprios não são, nem nunca
serão. E essa é que é a pedra de toque de todo este desmoronar, ao contrário do
que muitos dizem, pleníssimo de sentido, pois tudo por eles foi edificado para
ruir. Precisam mesmo do pó das estrelas para poderem brincar ao que são.»[noético-05/08/2013]
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