sábado, 21 de dezembro de 2013

O REGADOR DO AMOR

«O que alimenta o amor não é a vontade que falta muitas vezes. Por questões de interesse ou de vontade mantem-se uma prisão a funcionar muitas vezes. A separação e o divórcio não são dois corvos agoirentos. São duas soluções humanas, muitas vezes meritórias e quase sempre benignas mas que estão fora do alcance de qualquer deus. O amor? Esse...É uma carta fechada. Pode durar apenas, o tempo de se recuperar da surpresa. Se o amor dependesse da vontade estaríamos tramados, como quase sempre o estamos noutros capítulos da nossa vida. A tenacidade pode ser uma virtude como igualmente o nosso pior defeito. Mas isso não é amor. O verdadeiro amor vive mais da compreensão e da abnegação do que do regador de qualquer pseudo-jardineiro de corações. Mas, o amor tem uma coisa boa. Não é eterno, nem é dever, nem é obrigação. É bem querer sem mais rodeios e pode não durar mais que uma madrugada ou prolongar-se, até, uma vida inteira.» [noético-20/12/2013]

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