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| npa@2013 |
«Sinto este prazer infantil de te admirar. É como se o refluxo do tempo
me fizesse retornar a esta mesma praia em que as horas se enfeitiçaram
pelos raios de Sol. Sinto este respirar de coisas vivas...Viver é
isto...Sente-se como se fosse um espaço tingido por aguarelas que
escorrem, como a frescura das imagens, soltando-se dos teus
cabelos...Não sei o que é a beleza. Nunca soube o que era belo, e, no
entanto, achei sempre a beleza, em cada seixo, em cada folha, em cada
nuvem... O meu olhar timidamente respira, respira...Não é fôlego
nenhum...O belo não se agarra...É algo que nos cerca, que nos desliga e
apaixona...É como o ar passar a ter sabor, como descobrir uma pedra por
detrás da transparência da água que brota de uma nascente. E nesse
preciso instante, passado e futuro fundem-se num ponto sem referência,
unindo-se num plano sem espectador. Traços de amarelo misturam-se com
flocos de vermelho sob a orbe azul celeste, e toda esta alva tela se
enche de cor...Respira...Sente...Aprecia...Avança e recua. Esta, é a
viagem. Vive.»
[noético-03/11/2013]
[noético-03/11/2013]

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