grew branches and leaves out of her head."
«Dali, avisou-nos disto tudo. Vivemos numa era em que o excêntrico é o
luminoso. Há que dar oportunidade a qualquer aberração. Sem limite...Só
há este limite de não se limitar. Vale tudo...A arte de Dali já
ironizava com isto tudo, que hoje, surge como exótico, surreal,
desarrumado, seja o que for...O Desalinho da loucura/cultura
individualista. Dali, já o sentia e exprimia. O génio antecipava-se.
Agora só resta transplantar os cornos de um boi para uma galinha e
expô-la num órgão de comunicação social...Belo, dirão! Genial, outros,
exultarão. Mas, de nada disso se trata. Há muito que a arte se adianta
como vanguarda da crítica, do poder e do viver. Há muito que Dali
poderia ter sido esquecido se ele não dominasse a vidência da arte do
tempo. Eis, pois aqui, Dali surreal e irónico, diria antes, icónico,
satirizando a ciclicidade dos pseudo-renascimentos humanos. Ou deveria
antes dizer, jocozamente parodiando a histeria das reencarnações ?...E
tudo com um toque de moderna jardinagem.»
[noético-05/12/2013]
[noético-05/12/2013]

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