«Dear you...It is not allowed to enter in
temples wearing those clothes...You know i like it but the gods don't
approve it. So if you enjoy to wear panties, please, be my guest...I'm
not the owner of such a house. I am also a visitor that wishes
to see God's panties too, juts to prove to my brother humans that he is
also human. Dear you, babes...Your bodies are just a mountain of
promises, clouds that take down my desire into beds at night, sunny
heavens that bring me joy but that soon will fall down to the horizon.
Let me taste the stones beside you. They also perish but last longer.
Ahahahah...I was just joking about something I saw...»
[noético-28/01/2014]
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
WHATEVER YOU THINK...
«The truly beauty of others becomes from their consent of letting me
live my madness, although many times, their liberality finds its own
cause on a big misunderstanding.»[noético-28/01/2014]
WHAT REALY MATTERS...
«The matter of joy is not only about how you can smile. You can be
joyful without smiling all the time. It is about what brings you back to
life and how you feel it in your veins. That is the most important part
of all. But you don't need to believe me. Just follow your own path.»
[noético-28/01/2014]
WHAT IS THE POINT OF ?...
«A coisa mais estúpida pela qual as palavras não são responsáveis, é quando alguém corre atrás delas!» [noético-28/01/2014]
NOT AFRAID !!!
«I'm not sorry of saying it...Not afraid of
keeping going on with my life though it has nothing to do with almost
anybody or any other project of life till now shown to me...»
[noético-28/01/2014]
O RITO E A PALAVRA
«Perguntaram a uma criança o que ela mais queria. A resposta foi,
simples e breve, quero uma Playstation 5! Quando lhe falaram de
felicidade, ela não conseguia perceber o que lhe diziam... Ela só via
milagres na tecnologia. Os seus pais viviam atrás dos milagres e
agarrados à tecnologia. Como é que a criança poderia sonhar outro
universo ?» [noético-28/01/2014]
THE NEED OF JUDGEMENT
«Se
alguém te disser para não fazeres julgamentos está a pedir-te três
coisas de uma só vez. Primeiro, que deixes de pensar sobre as coisas e
desistas do teu sentido crítico. Segundo, está a pedir-te que consigas
num instante apagar toda uma tradição moral que desde que nasceste te
foi transmitida. Terceiro, está também a pedir-te permissão para não
assumir de forma responsável as consequências dos
seus actos que te podem ou não afectar a ti, directa ou indirectamente.
Como vês, é um pedido descabido. Como é que alguém consegue viver sem
fazer juízos de valor sobre o mundo? Até mesmo sobre os alimentos todos
emitem apreciações e depreciações. Claro, que tu estás grato por os ter,
em vez, de os não ter mas, isso, não obsta a que prescindas do teu
gosto pessoal. Toma cuidado sempre com a forma insidiosa com que outros
te tentam dizer o que deves ou não deves, ainda que seja sob a forma de
um pedido para não fazeres julgamentos. No entanto, lembra-te sempre de
que emitir juízos não é o mesmo que ser juiz dos
outros.»[noético-27/01/2014]
THE WHISPER
«If
you allow me i will have time to explain a few things. I'm alive and
thankfully i have no causes to fight for or die for, except to live and
let live. The sense of belonging does not come from anything else except
from nature. It is not society that defines the meaning though common
codes of language and behavior are useful to create a pretense common
sense of purpose. Lost without a fixed program
humans live to try. So be it! But it is also not true that creativity
is everything. Each one of us try hard to be creative to solve regular
problems while wishing to see them end. Most of the times the immediate
solution is creation. Once fixed the problem, temporarily, we breathe
of relief. The solution is many times circunstancial. The way the
problem was solved creates a sense of peace but sooner it may reveal
itself worthless or even harmful though for a while it may create jobs,
economy, money among other things. The same we can apply to our loves,
to our lives. No one is born with a final solution to anything. Keep
trying is just one way of life. It can not be confused as the only road
to take. Often reality overcomes imagination as science, measure or
calculus. I will not even speak about religion because i will call it a
lie that suites many hypothetical souls in distress and dispair.
Religion it is also another way to live, not the only one, neither the
right one, though the power that religious people have gained over time
in history is considerably too much. No one is saved from living. So we
also should not conceive exclusively life as a joyful journey without
sufferance. I think that we should settle our common living with other
beings differently from just accepting the usual paths that leads until
now. Probably to do it we need something more than just these three
words, «yes», «no» and «perhaps». Of course they are meaningful but they
are not enough.That is why words are often badly understood, what
generates unwanted conflicts and misinterpretations perfectly
expendable. We live many times leaded by imitation. That's a powerful
way to learn, but not the only or exclusive one. Breaking our habits of
love, of speech, of feeling, of thought may lead us to a better
understanding of life and to regain some direction when nothing seems to
have it, though life is full of it.»[noético-27/01/2014]
BEING AND LOOKING LIKE
«You
don't need a ego, a purpose, a fight to live and to feel alive. We just
need those rubbish things because we can not go out without a mental tie
or suit. Humans don't understand their own species that is why they
engage rather well with pets. Is this just because we hate the sense of
surprise in humans ? Must we live all under a order of something or
somebody ? Who teached us like this ? Who teach us to be slaves may
surely expect rebellion because each one of us is different and we all
don't fit in the pattern. With what purpose were we teached like this?
It is worthy to think about it!» [noético-27/01/2014]
I JUST REMEMBER OF BEING ME
«Por
vezes é óptimo ter quem nos lembre, outras, é tão bom dispensar essas
vozes que nos repetem permanentemente qual o caminho. É por isso que o
Tao me ensinou a não desejar ser incompleto, nem completo, mas, a ser
imprecisamente o que precisamente sou.» [noético-27/01/2014]
THE WAYS OF LOVE
«Nos subúrbios da minha memória uma onda se move...Estou
aqui...Perplexo, diante da grande encruzilhada...Amar é tão bom e tão
ruim por vezes...Quando nos apaixonamos todo o universo, toda a
distância parecem minimos...Mas de súbito tanta proximidade quase parece
acorrentar-nos a um pequeno canto do mundo...Amores...Quase nunca
escolhemos...Somos verdadeiramente vencidos pelos acontecimentos.
Ultrapassados nas nossas reticências e logo embarcamos nesse mar de
paixão que nunca se sonha terminar. Pois
é...Quanto de vago tem o amor, essa onda que nos transporta por oceanos
desconhecidos e maravilhosos até aportarmos ou sermos exilados dele
como destroços arrastados pela maré de encontro a qualquer rochedo
deixando-nos mortos ou esvaídos numa praia?...Mas a vida é mesmo assim.
Vale por cada viagem, como qualquer forma que pode tomar o Amor.»
[noético-28/01/2014]
sábado, 25 de janeiro de 2014
AO PASSAR UM NAVIO...
«Tu sabes que não rezo. Sou a-Teu. Vás para onde vás, aqui, em
mim terás pouso. Não. Isto não é nenhuma promoção, nem mais uma campanha
publicitária. Eu amo-te. Tu sabe-lo, ponto. Não há como explicar, nem a
parvoeira de justificar. É assim e pronto. Estou acostumado a que doa e vai
doer da alegria de te esperar.Mas destas dores, a gente nem sequer dá pelo passar do
tempo.»[noético-24/01/2014]
A VERDADE E O ESQUECIMENTO
«Tu, não acreditas mas é verdade. A verdade nem eu preciso de te dizer.
Tanto pode passar-te ao lado como levar-te a nunca mais a
esquecer.»
[noético-24/01/2014]
LÁ VOU EU ATRÁS
«Você sabe como corro o risco de enlouquecer se não enlouquecer por
vezes...A minha alegria é cada vez mais uma afirmação incondicional da
vida...De ti e para ti, toda a minha humilde compreensão...No fundo,
sómente, crer na doação...É este mau tempero do ser que se acha
insustentável flutuando sobre o mais firme alcatrão...O amor
escapa-se-me como o vento...Quando o sinto é já apenas o perfume da sua
passagem...Chego-lhe, sempre atrasado, fora de horas... Sempre na dimensão
do descabimento.»
[noético-24/01/2014]
O MILAGRE QUE NÃO ÉS !
«Qualquer dia dizem-te que és tu o milagre, e tu, cego de narcisismo
irás acreditar. Não passas de um triste e nem sequer lamento dizer-te.
Sabes qual é a diferença essencial entre os patetas como eu e os crentes
como tu? Não te explico. Descobre por ti. Eu, de pateta já não passo e
não me venhas com a canção do bandido da evolução. Fazes-me rir e quase
chorar. Mas só choraria se fosse de facto assim tão importante. Mas não
o é!»[noético-24/01/2014]
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
I WILL NOT LIGHT A CANDLE...
«I will not light any candle. I know you'd like it but that would just
be like saying a hello equal to all everyday's life hello's. A sound
that only would make you feel like you're not alone. You don't need that
noise to break the silence. There's a lot of people around your life.
There is a quest for luxury in words. A luxury that we find in meaning.
Soon we'll be full of it and empty of all other things while we use and
abuse of words. Tell me...Why do you need me to call
you?»[noético-08/01/2014|
O BELO E O PURO
«Tento não pensar para não percorrer do pensamento sempre as mesmas
enseadas. Uma duna onde uma flôr vermelha sobressai dum monte de ervas
contorcido pelo vento arrasta-me para outra praia. Imagens que se
compoem sem nexo aparente com histórias que é preciso contar. Flores de
um sentimento poderoso e imparável que cobre de areia todas as palavras
corroídas pelo sal. Já não se vive de encanto. Já nem as lágrimas ou os
sorrisos o soltam das suas amarras de beleza estilizada. Acabou-se
com a pureza e substituiu-se pela assepsia mercantilizada de paraísos
mecanizados e virtualizados. Tudo postiço, tudo polido, tudo reificado.
Há progressos que a cada novo passo ocultam o puro, o descarnado, o
simples, o não premeditado. Até os discursos se tornaram diálogos
psicologizados. Mais do que na renovação da Terra há que continuar a
acreditar na sua regeneração.»[noético-09/01/2014]
A VERDADE
«A verdade é o pilar onde todas as outras construções humanas assentam.
Sem esse pilar nada seria dizível ou credível. Mas a verdade também é
que nunca ninguém a encontrou.» [noético-09/01/2014]
A VERGONHA DA ESMOLA
«A
vergonha da esmola. Sim, a vergonha da esmola! Dá-se uma esmola e
alivia-se a pia baptismal da consciência como se as suas águas ungidas
purificassem a mente. Lava-se as mãos à Pôncio Pilatos e expressa-se,
não me diz mais respeito. E assim, nesta indiferença, tudo parece correr para
uma sociedade dos irmãos, solidários, voluntários. Tudo para bem do
outro neste perfeito marketing global. Mas quem é o outro ? Aquele que
nos apunhala nas costas ? O que nos entrega o seu coração e que assim
que o pode nos trai ? Que irmãos são estes ? Já te interrogaste ? Passa
por cima, limpa com um pano branco, lava de novo a consciência. Finge
que o conceito continua imaculado, intocado. Faz de conta! E continua a
oferecer umas esmolas e a fazer voluntariado. Pelo menos, causarás menos
ondas políticas e ficarás ocupado. Sairás ileso do julgamento final,
esse, que muitos acreditam que existirá. Sim. Dispensarás da oral. Terás
sido um irmão. Um próximo de um santo. Os outros, aqueles que te
prejudicaram ou prejudicaram os outros ou que simplesmente nada fizeram
pelos outros, serão atirados para o eterno fogo dos infernos de onde só
tu sairás vitorioso. Vergonha ? Só da esmola! Ainda acreditas em juízes
no outro mundo ? Haverá algum tribunal nos céus ? Já pensaste no
ridículo de tudo isto ? Nesta converseta da treta que te impingem como
verdade ? Por que digo que é vergonhosa a esmola ? Por que há no mundo
meios para conferir dignidade a cada ser da nossa própria espécie. Não é
preciso esmola alguma, banco alimentar, operação sorriso ou qualquer
outra treta. Não! Não seria necessário se todos tratassemos os nossos
irmãos como tal. Há riqueza suficiente para distribuir. Já pensaste que
com 4,90 euros na conta bancária poderias ter direito a mais duas ou
três refeições para ti e para os teus filhos ? Mas se fores a muitas
superficies comerciais com o que te deparas ? Não podes pagar com
multibanco essa despesa. Custa caro um estabelecimento ter um aparelho
de pagamentos automáticos. E tu, que só tens 4,90 euros no banco é que
tens que te aguentar. Sim! Em alguns estabelecimentos, como aqueles dos
tais empresários de sucesso, terás pelo menos que consumir 20 euros para
poderes utilizar um pagamento automático. Chamam estes «hipócritas»
empresários de sucesso a isso, uma necessidade. Claro que para eles é
uma necessidade. Para ti, com 4,90 euros, não podem existir necessidades
de alimentar as bocas famintas que tens em casa. Depois divertem-se com
campanhas de solidariedade para português ver. Apoiam o banco
alimentar, a operação sorriso e tantas outras, mas sempre, sempre, sem
sequer baixarem os preços dos cabazes alimentares. É giro não é ? É uma
grande esmolinha para o pobrezinho, não é ? Pois é! E se fossem bugiar
não seria bem mais apropriado ? É mentira ?... Confirmem por vocês
mesmos. Depois venham-me cá com essa treta da esmola, da solidariedade
ou da preocupação pelos mais probres. Nem sequer digo o palavrão que me
apetece chamar aos tipos responsáveis por tudo isto... Enfim...E depois,
ainda levas com o discurso, ama o teu próximo como a ti mesmo. Xiça,
que não há pachorra! Dispensem-nos da porcaria da vossa esmolinha!»
[noético-09/01/2014]
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
THE CYCLE OF JOY
![]() |
| Nuno Trindade - Suave Alentejo |
To ascend, to flourish and to return. All the cycle of life takes place
in the silence of time. All life is beautiful though beauty may also
bring us pain. So we may also see the sun while it rains. No mystery is to
be found. Let us enjoy the energy of the wind blowing. We don't need to
know where it flows. Our heart can grow in a desert land and even so be
completely delighted by the sole appeal of the
earth.
[noético-03/01/2014]quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
O ESPÍRITO DOS DIAS
«Há
um tempo em que o sangue gela. Paro, escuto e ponho-me a sentir...
Desejar mais ? Querer o que tenho diante dos olhos ? Mas é possuir que
me torna mais feliz ? Acumular tem realmente algum significado se nem a
vida levamos da nossa própria vida ? Não, isto não são pensamentos
negativos, contaminados por qualquer moral que coloca tudo em termos de
preto ou branco, de bem ou mal, de positivo ou negativo, bem ao jeitinho
do maniqueísmo platónico subtilmente cristianizado. As raízes disso,
deixo para explicar em outra ocasião. Por agora, concentro-me no
conceito de vazio e relembro-me do TAO. No vaso que se enche e vaza e
que nunca está verdadeiramente cheio nem derradeiramente vazio. A
verdade e a autenticidade ganham nas pretensões, mas perdem nos actos.
Vence, quem melhor se souber vender e promover. Fama e sucesso são fogo
fátuo, embora possam perdurar muito tempo. Mas será o tempo que ditará
isso ? O esforço, o querer, o lutar ? O que significa triunfar, afinal ?
Existe algum triunfo, de facto, nas nossas vidas? E se existir, será
que é repetível, reprodutível, mensurável, conservável ? Ah!...Guardar
memórias...E lá voltamos nós novamente ao acumular. Dizemos que sem
sedimentos não existe experiência perdurável, que sem recordar, tentar
perpetuar, perderíamos o Norte. Isto, parece-me muito mais um vício que
adquirimos do que uma verdadeira proposta de viver. Habituar-nos a este
tipo de vícios torna tudo muito mais fácil, cómodo, implica muito menos
trabalho. E é então que surgem os gurus da economia salvadora, tentando a
todo o custo libertar-nos da dor que é quase sinónimo de infelicidade.
Pois é, toda uma economia se constroi com base nas nossas crenças,
valores e prospera à base de receitas que mais parecem a banha da cobra
vendida em qualquer feira de vaidades. Há um tempo em que o sangue gela,
de facto. Em que, parar, não significa ganhar nem perder tempo. Tudo
isso, é produto de calendários bem diferenciados dos nossos. Não faço
contabilidades. Contabilizar é já o fruto de uma acumulação, de um vício
de ponderar sobre as trocas. Mas como reaprender para além deste
uni-verso (único universo) que se baseia no número e na força dos
números ? Que dizer deste uni-verso que se centra nos rebanhos, porque a
eles se lhes prometem cobras e lagartos travestidos de céus exuberantes
e repletos de delícias jamais conquistadas ? Parece tão bom seguir sem
saber por onde ir... Pois é!
Alguns ainda acreditam que a lei dinamiza, cria dinâmicas. Só conheço dois lados em qualquer lei. O permitido e o proscrito ou condenado. Que uma lei crie alguma dinâmica, não estou a vê-lo em nenhum lado. Que a lei, cria vícios e prisões, parece-me muito mais real. Estar vínculado a uma lei é ter a ordem geral do seu lado. A coisa mais bonita que conheço depois da criação dos rebanhos e pastores é a fundação das leis. Em rebanho, só se funciona em hierarquia e não existe qualquer outra possibilidade, senão dá em turba à solta, insurrecta e desvairada por ter perdido os seus ídolos, para os quais, foi sempre expressamente treinada. A lei é justa para isso, mas não cria justiça alguma e só um vesgo não o conceberia. Ahahaha...A única coisa que sempre me resta é a fabulosa ironia e essa, não se acumula, vive-se dia-a-dia.» [noético-02/01/2014]
Alguns ainda acreditam que a lei dinamiza, cria dinâmicas. Só conheço dois lados em qualquer lei. O permitido e o proscrito ou condenado. Que uma lei crie alguma dinâmica, não estou a vê-lo em nenhum lado. Que a lei, cria vícios e prisões, parece-me muito mais real. Estar vínculado a uma lei é ter a ordem geral do seu lado. A coisa mais bonita que conheço depois da criação dos rebanhos e pastores é a fundação das leis. Em rebanho, só se funciona em hierarquia e não existe qualquer outra possibilidade, senão dá em turba à solta, insurrecta e desvairada por ter perdido os seus ídolos, para os quais, foi sempre expressamente treinada. A lei é justa para isso, mas não cria justiça alguma e só um vesgo não o conceberia. Ahahaha...A única coisa que sempre me resta é a fabulosa ironia e essa, não se acumula, vive-se dia-a-dia.» [noético-02/01/2014]
ESTOU FARTO DE OUVIR E LER DISPARATES
«Estou saturado de ouvir e ler disparates, venham eles de pessoas de cultura ou não. Os sentimentos não devem ser simplificados e reduzidos a dois extremos opostos,
como serem considerados apenas como negativos ou positivos. Em certa
medida ter sentimentos considerados negativos pode revelar-se positivo
em determinadas circunstâncias e vice-versa. A literatura está recheada
de autores que pensam dessa forma simplista e redutora. Nem sequer a
sugestão de que se deve abdicar de certos sentimentos é digna de
mérito. Uma vida de menor desgaste pode nada ter a ver com o
abdicar de certos sentimentos. Talvez uma vida mais simples e despojada
de bugigangas materiais compense mais do que simplesmente pensar em excluir
sentimentos naturais em qualquer ser humano. Pessoas que normalmente apenas toleram os ditos
sentimentos positivos dos outros revelam-se extremamente egoistas nessa
atitude de rejeição de tudo o que possa interferir com elas. São
normalmente pessoas com muito fraca autoestima.» [noético-01/01/2014]
EM BUSCA DO SENTIDO PERDIDO OU A PERDIÇÃO DO SENTIDO ?
«O desespero dá nisto. Uma desenfreada procura de algo por que viver
que chega a parecer confrangedor, paranóico, histérico e senil. Por que
não aceitar antes a vida ainda que não se lhe descubra qualquer sentido?
Certamente os homens infernizar-se-iam mutuamente talvez muito menos e
não provocariam as calamidades humanas de que todos somos
simultaneamente espectadores e responsáveis! Frenesim para isto? Não,
obrigado! Também não precisamos que mistério algum nos alimente. A não
compreensão ou invisibilidade de algo não tem nada de misterioso. O
mistério apenas alimenta a credulice e a superstição.»
[noético-01/01/2014]
EM BUSCA DO SENTIDO POLÍTICO...
«Fala-se muito de politiquice por aqui e por ali. Fala-se também muito
da 'causa pública' e do amor que se lhe deve dedicar a ela. Mas, quando
milhões estão mais bem informados e interessados num programa de
televisão, do género que Orwell antevia, do que propriamente na luta pelo interesse comum, pergunto-me
várias questões: Existirão causas verdadeiramente públicas? Existe algum
colectivo que se possa chamar cidade, país ou nação? Se não me revejo
em nenhuma dessas inúmeras forças sociais, culturais, políticas e
económicas, será sensato abraçar uma abstração como 'a coisa pública',
'a causa pública' ou 'o colectivo/os'? Francamente, penso e sinto que
não, pois, não me revejo em meras conjecturas teóricas desprovidas de
qualquer realidade.» [noético-02/01/2014]
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