«Nos subúrbios da minha memória uma onda se move...Estou
aqui...Perplexo, diante da grande encruzilhada...Amar é tão bom e tão
ruim por vezes...Quando nos apaixonamos todo o universo, toda a
distância parecem minimos...Mas de súbito tanta proximidade quase parece
acorrentar-nos a um pequeno canto do mundo...Amores...Quase nunca
escolhemos...Somos verdadeiramente vencidos pelos acontecimentos.
Ultrapassados nas nossas reticências e logo embarcamos nesse mar de
paixão que nunca se sonha terminar. Pois
é...Quanto de vago tem o amor, essa onda que nos transporta por oceanos
desconhecidos e maravilhosos até aportarmos ou sermos exilados dele
como destroços arrastados pela maré de encontro a qualquer rochedo
deixando-nos mortos ou esvaídos numa praia?...Mas a vida é mesmo assim.
Vale por cada viagem, como qualquer forma que pode tomar o Amor.»
[noético-28/01/2014]

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