«O desespero dá nisto. Uma desenfreada procura de algo por que viver
que chega a parecer confrangedor, paranóico, histérico e senil. Por que
não aceitar antes a vida ainda que não se lhe descubra qualquer sentido?
Certamente os homens infernizar-se-iam mutuamente talvez muito menos e
não provocariam as calamidades humanas de que todos somos
simultaneamente espectadores e responsáveis! Frenesim para isto? Não,
obrigado! Também não precisamos que mistério algum nos alimente. A não
compreensão ou invisibilidade de algo não tem nada de misterioso. O
mistério apenas alimenta a credulice e a superstição.»
[noético-01/01/2014]

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