«Se calhar é um erro, enviesado, de observação que a maior escala,
ampliado, perderia por certo a razão. Contrariamente, tudo se
amplificaria. Pois é...As máquinas não podem parar, os animados não
podem parar, se a fábrica de marés pára, adeus surf, adeus ossatura,
adeus alminhas asadas, adeus tudo. O crash, o rebentar da onda acabaria
com a nossa fé, o nosso fabricar de um desejo que deseja, a nossa
forma de humanos, num ápice. Ai, como parece sanguinária esta sede
artificial que alimentamos pelo futuro...Futuro que nos chega da luz
do passado em contradição com a metamórfica camuflagem do cénico
futuro. Como é futuro se é contado para trás ? Como é passado se nos é
presente adiante? Este relógio deve andar equivocado. Só pode. Ou será
que nos anda a faltar é um fiel de balança ?»[noético-10/09/2014]

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