O mais valioso perante a morte é
Viver e estar em paz
Pois, depois de mortos, tanto faz.
Porquê a paz se a morte é descanso eterno?
A paz como equilíbrio,
Adaptação, sem excesso.
Não eternidade,
Não prolongamento,
Insustentável, indevido.
Não uma sonolência absurda
Mas, simples prudência,
Evitando o inferno,
E buscando o céu,
Na Terra dos homens.
Ainda que, esse céu, seja só por nós habitado e que, raramente,
Ou mesmo nunca, chegue a ser partilhado.
Há muito mais do que nós, em nós,
E cada jardim possui a sua geometria.
Alguns jardineiros tratam bem do seu quintal
Outros, apenas sonham com o quintal alheio
Ainda outros ou são tolos ou desleixados
Mas todos os jardins têm flores
Mesmo aqueles em que as sementes não estão visíveis à superfície.
Todos os nossos jardins morrem de forma diferente, só muda o modo...
O nosso ego aflito dilui-se como potássio na superfície ondulada da água
E, depois, mais nada.
Fadigas e canseiras,
Alegrias e brincadeiras
Jardins e jardineiros
Num ápice, tudo finda
E seremos nada.
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