«Não
percebo. Não percebo por que te mascaras a todo o tempo. Depois ainda
dizes que o tempo te foge... Não percebo. Não percebo. Existirão nas
sombras algum medo que te persegue? Por que almejas por um mar distante
e permaneces refugiada como uma pérola na sua concha perdida num tão
vasto oceano? Não escutas tu das musas o pranto, essa melodiosa harmonia
que atrai marinheiros de todo o canto? Não percebo o teu não querer
querendo, o teu sorrir gemendo, essa liberdade que se escapa à voz e que
te sustem prisioneira nesse desencanto. Não percebo. No entanto...»
[noético - 16/10/2013]

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