terça-feira, 22 de outubro de 2013

IDEIAS PEREGRINAS


«Por muitos países e lugares deste mundo uma ideia comum ganha terreno. Trata-se da ideia peregrina de que se é o que se faz. De facto todos nós concordamos que somos um pouco do que fazemos também. Mas por que é que não somos na totalidade ? Já experimentaram perguntar a uma pessoa desempregada o que ela é se não faz nada? Mas é claro que ela faz muitas mais coisas do que a simples profissão que não tem. E mantem na mesma a sua dignidade enquanto pessoa que tem inteligência, emoções, gostos próprios, ideias políticas, crenças, humores, vontade autónoma, interesses e muito mais. Portanto, nem a pessoa é a profissão nem é a profissão que confere dignidade às pessoas, nem as pessoas deixam de ser gente humana e capaz apenas por que não têm trabalho. A propósito...Sabes a partir de quê me surgiram estas ideias? Eu conto-te. Foi quando conheci recentemente um jovem cirurgião alemão de trinta anos e que se sentia oprimido porque acreditava que só era gente enquanto trabalhava. E assim vai a Europa dos idiotas meu caro!»
                                                                                                                               [noético-30/09/2013]

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