«Por
muitos países e lugares deste mundo uma ideia comum ganha terreno.
Trata-se da ideia peregrina de que se é o que se faz. De facto todos nós
concordamos que somos um pouco do que fazemos também. Mas por que é que
não somos na totalidade ? Já experimentaram perguntar a uma pessoa
desempregada o que ela é se não faz nada? Mas é claro que ela faz muitas
mais coisas do que a simples profissão que não
tem. E mantem na mesma a sua dignidade enquanto pessoa que tem
inteligência, emoções, gostos próprios, ideias políticas, crenças,
humores, vontade autónoma, interesses e muito mais. Portanto, nem a
pessoa é a profissão nem é a profissão que confere dignidade às pessoas,
nem as pessoas deixam de ser gente humana e capaz apenas por que não
têm trabalho. A propósito...Sabes a partir de quê me surgiram estas
ideias? Eu conto-te. Foi quando conheci recentemente um jovem cirurgião
alemão de trinta anos e que se sentia oprimido porque acreditava que só
era gente enquanto trabalhava. E assim vai a Europa dos idiotas meu
caro!»
[noético-30/09/2013]
[noético-30/09/2013]

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