Graças a deus sou ateu! Por que começo com esta frase ? Primeiro, cultura, linguagem cristã. Temos outra ? Aqui, não. Graça, deus, até ateu se referem a deus e à linguagem teológica a que estamos presos. Deus é um modelo, diz-se, para os crentes. Para um ateu, um simples modelo ou abstração, sem mistério, absolutamente funcional e humano. Daí a ajoelhar ? Que ajoelhem os iconoclastas! Não sigo centralidades! Não há centro mas, centros. Não há esfera mas, esferas e estas, oscilantes ou em movimento produzem uma mão cheia de excentricidades. Elipses, parábolas, etc.Referencial ? O filme Ágora. Ateu ou atheos ? A Theo ? Claro, não sou Van Gogh das palavras. Teo, deus. Não, não há! Derrubar uma mentira com milhares de anos, é obra! Há sempre continuadores acerebrados. Sim, sem cérebro. Eu, a teu, ateu, ou seja, sem deus. E sou a teu, por que nunca serei teu ou de ninguém, pertença, biscoito, galhardete de ti ou de alguém. Pertenço-me a mim ? Não sei quem sou ou a quem pertenço. Sei que sou assim, pertenço a mim. Um reino meu que não é pertença de mais ninguém. Propriedade ? Não. Dizem, tenho herança genética e cultural. Herdei muita coisa que não me pertence, para a qual não sou digno merecedor. Mas, herdei e, no entanto, não me apropriei, mesmo usando, mesmo banqueteando-me! A vida é farta. Luminosa. Pródiga.
Sem comentários:
Enviar um comentário