terça-feira, 27 de dezembro de 2022
Salve-se quem puder, se houver salvação!?
quarta-feira, 21 de dezembro de 2022
The elusive You
Oh Dear...
Quem não está Além?
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra nao chegar tarde
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Quem eu nunca vi
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
O meu mundo
O meu lugar
Porque até aqui eu só
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde não estou
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou.
Once upon a time...
terça-feira, 20 de dezembro de 2022
Como não pensar, nem compensar ou "ditosos os normais esses seres tão estranhos" (Van Gogh)
sexta-feira, 18 de novembro de 2022
Éter-V
Nova era, velha era, media era, em suma, todas as idades. Não há verniz que sobreviva às nossas existenciais arranhadelas. Todos acordam procurando a verdade, seja com "V" maiúsculo ou "v" minúsculo. Na língua, os "V" e os "v" pouca diferença fazem para a linguagem falada. Os "V" e os "v" só contam para a linguagem escrita, aquela que pode ser vista ou afagada em Braille, mas cuja dimensão se perde totalmente na oralidade. Não há modo de enfatizar nenhum "V" ou "v" na oralidade. No entanto, até mais do que a escrita, a oralidade da língua é exímia. Contudo, falamos aqui no "V", por que falamos da verdade e não do caractere "V" na oralidade desta língua Portuguesa. A verdade pode então ser vista como a primeira visão (Thomas Samuel Kuhn) de quem tem cada dia para enfrentar ou como o empenho extra ou não, de encontrar uma "solução", uma visão transparente, um insight, uma iluminação, um vislumbre, um horizonte alargado em que o objecto do desejo, da visão, mental e/ou fisiológica e a realidade se fundam numa unidade harmoniosa e nos tinjam como meta. Almejamos o que se nos escapa por entre as mãos, o que se nos furta, e a própria vida flui em nós enquanto de nós se furta em simultâneo. Ao que nos escapa, felizmente o que não controlamos, chamamos liberdade, é por isso que dizemos ser livres pois, nenhum controlo temos sobre tal. A inteligência, outra espécie de instinto, a origem da cultura humana é uma segunda pele, uma segunda natureza que embora limitada se apresenta como virtualmente desprogramada no sentido de possuir fixados os operadores mas não os operandos. O "+", o "-", o ":", o "x", etc, são fixados geneticamente, mas os "a" e "b" das equações é que determinam a métrica dos resultados, avanços ou recuos, subidas ou descidas segundo os planos pré-estipulados. Que importam por isso as eras ? Há a carga genética variável e a muito plural e dinâmica emergência cultural e que sobra sempre algo mais, desconhecido, no final que permanecerá na herança também ela volátil. "V" de verdade ou de viagem ? Interseccionados, rarefeitos ou compactos ou em decomposição, vivemos, perecer é apenas mais uma estação. Eternidade...Sonhámos com ela, que bom! Viajámos com ela, ou talvez nela, ou talvez tudo não passe desta imaginação?! Que tempo há, há sempre tempo, enquanto somos do tempo, no tempo. Mas e a V-erdade ? Platão equiparava a verdade à beleza. Percebo porquê! Perceber não é o mesmo que reconhecer, ou admitir, tal como Platão que tal é a verdade. A tal harmonia encontrada ou reencontrada de que falava atrás, sendo parametrizável, passível de se estabelecerem critérios, não é certamente a "Verdade". Mas, então dirão, não haverá julgamento universal para a verdade ? Se não houver, então, tudo não passará de uma crença?! É essa a subtileza da verdade, a sua incredibilidade, a sua imparametrização que nem cabe no reino da crença, da estética ou sequer simplesmente da razão, mas se constitui como corolário para todas essas dimensões. Há uma verdade na crença ? Sim, há. Há uma verdade na beleza ? Sim, há. Há uma verdade na razão? Sim, há. No entanto, apesar de haver muitas verdades, a V-erdade, não é relativa a uma só, ou a uma combinação de qualquer desta dimensões sequer. Ela sobrepuja-se e esquiva-se, não cai em controle, não se cristaliza, excepto na sua imortalidade e eternidade evasiva.
sexta-feira, 4 de novembro de 2022
Not anyone's way
O Nós são quase sempre Elas
quarta-feira, 5 de outubro de 2022
A vida é polifonia
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| Courtesy of www.Jackson-Pollock.org |
A vida cria-nos e é criada. Ela não é absurda como Camus defendia. Ela, pura e simplesmente não tem um só sentido e, no entanto, contém-los a todos. Ela, não é gerada como um artefacto acabado mas, antes como algo que se enlaça e desenlaça, fia e desfia. Não é um novelo, nem uma linha mas, antes uma profusão de novelos que se entrecruzam numa tecitura, assíncrona-síncrona, diacrónica, policrómica. Profusão de tempos e espaços que se interceptam, coexistem, interferem se equilibram ou se anulam. Movimento e pausa em simbiótica polifonia.
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
Devaneio
Uma história de encantar
A religião matou o outro
A teoria do chinelo
Invento
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| Déborah Maradan |
Se eu fosse lontra, morreria de tédio. Nem sei como é ser lontra, daí o mistério!
Se eu fosse leão morreria com coragem. Nem sei como é ser leão, isso virá do coração!
E, como o papagaio é engraçado, fazendo-se valer pela repetição, nem sei o que é ser uma ave mas, sei muito bem o que é fruto da imaginação!
Para quê ?
| Para quê ? |
Para que serve a beleza do teu rosto quando partires ? Para que serve o teu corpo quando te fores ? Para que serve a tua alma quando te finares ? Há dois estados do ser metafísico: em queda ou temporariamente suspenso. A vida é a queda, geralmente, em estado de aflição. A felicidade são esses instantâneos em que, momentaneamente nos conseguimos segurar a algo ou simplesmente o cremos, parecendo-nos suspender a queda.
quinta-feira, 8 de setembro de 2022
Eu não sou o Ego
Acreditem se quiserem. Eu tive sempre duas vidas; uma repleta de ordem e sentido e uma outra, paralela, completamente caótica mas, não reprimível na sua totalidade. O meu personagem raramente foi o eu, mas antes, quase sempre, um outro alter ego. Penso que ninguém se pode identificar na plenitude com nenhum ego e que, o ego, não é o tudo da pessoa. Essa ideia é equívoca. Como tal, também não somos somente a nossa consciência,mas sim, talvez, sejamos muito mais o nosso lado irracional. A razão é apenas a métrica base que baliza a maioria da nossa vida animada, embora esta, raramente, se deixe conter pelos contornos racionais.
segunda-feira, 5 de setembro de 2022
Second Birth
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