terça-feira, 25 de março de 2014

THANK YOU FOR SAYING IT


"You do not do, you do not do
Any more, black shoe
In which I have lived like a foot
For thirty years, poor and white,
Barely daring to breathe or Achoo.

Daddy, I have had to kill you.
You died before I had time--
Marble-heavy, a bag full of God,
Ghastly statue with one gray toe
Big as a Frisco seal

And a head in the freakish Atlantic
Where it pours bean green over blue
In the waters off beautiful Nauset.
I used to pray to recover you.
Ach, du.

In the German tongue, in the Polish town
Scraped flat by the roller
Of wars, wars, wars.
But the name of the town is common.
My Polack friend

Says there are a dozen or two.
So I never could tell where you
Put your foot, your root,
I never could talk to you.
The tongue stuck in my jaw.

It stuck in a barb wire snare.
Ich, ich, ich, ich,
I could hardly speak.
I thought every German was you.
And the language obscene

An engine, an engine
Chuffing me off like a Jew.
A Jew to Dachau, Auschwitz, Belsen.
I began to talk like a Jew.
I think I may well be a Jew.

The snows of the Tyrol, the clear beer of Vienna
Are not very pure or true.
With my gipsy ancestress and my weird luck
And my Taroc pack and my Taroc pack
I may be a bit of a Jew.

I have always been scared of you,
With your Luftwaffe, your gobbledygoo.
And your neat mustache
And your Aryan eye, bright blue.
Panzer-man, panzer-man, O You--

Not God but a swastika
So black no sky could squeak through.
Every woman adores a Fascist,
The boot in the face, the brute
Brute heart of a brute like you.

You stand at the blackboard, daddy,
In the picture I have of you,
A cleft in your chin instead of your foot
But no less a devil for that, no not
Any less the black man who

Bit my pretty red heart in two.
I was ten when they buried you.
At twenty I tried to die
And get back, back, back to you.
I thought even the bones would do.

But they pulled me out of the sack,
And they stuck me together with glue.
And then I knew what to do.
I made a model of you,
A man in black with a Meinkampf look

And a love of the rack and the screw.
And I said I do, I do.
So daddy, I'm finally through.
The black telephone's off at the root,
The voices just can't worm through.

If I've killed one man, I've killed two--
The vampire who said he was you
And drank my blood for a year,
Seven years, if you want to know.
Daddy, you can lie back now.

There's a stake in your fat black heart
And the villagers never liked you.
They are dancing and stamping on you.
They always knew it was you.
Daddy, daddy, you bastard, I'm through."


"Daddy" by Sylvia Plath (12 October 1962)

 

LOST THINGS

Lisboa - Terramoto de 1755
«Give me, give me! I'm ready to consume. Baby if you don't give me I'll smile and stare at the moon. After all life is also made of a lot of things lost.»[noético-25/03/2014]

FEAR FREEZES


«Afraid is the first stop to your words. So be brave!»[noético-25/03/2014]

UNHELPFUL GODS

«I don't need any god. They are all unhelpful even to clean my ass!» [noético-25/03/2014]

THE WORST PROBLEM OF TRUTH

«The worst thing that can happen to truth is to be turned into a matter of mystery.» [noético-25/03/2014|

UNBELIEVER IN CRAPS AND GHOSTS

«I'm not a atheist. I'm just simply an unbeliever in craps and ghosts.» [noético-25/03/2014]









segunda-feira, 24 de março de 2014

O TEU CIRCO

«Do not try to cheat reality because it can turn against you!»[noético-24/03/2014]






ABOUT LITERATURE

«There is no reality in literature except the expression of a cry and misunderstanding under a grid of words that pretend to draw new horizons in a form of a story.»[noético-24/03/2014]










OS FAREJADORES DA CÓPIA PLATÓNICA

«Como os cães de faro, há muita gente que gosta de colocar o focinho em tudo, sobretudo, no que é alheio. Não, é, pois, de admirar, que tanta gente tenha paixão por passear o seu quadrúpede focinho pelas praças, avenidas e ruas. A imitação, diz-se, faz-nos aprender. Copiar é o mote. De tanto se imitar, somos, a certo ponto, confrontados com o nosso actual estado de mestria. Mas, trata-se, afinal, de uma mestria na cópia e não em criar originais. Depois, confundimos as cópias com os originais que somos nós. E de repente, parecemos perder o pé. Afinal, quem somos nós ? Cães farejadores ? Seguidores de pistas ? Não! Não pode ser?...Nem sequer nos reconhecemos...Definitivamente, não somos as pistas, nem os trilhos que seguimos. Mas, parar de farejar, dizem, atrofia o nariz! Vê se paras de snifar tanto! Ahahahahah.»[noético-23/03/2014]




I WAS NOT MADE FOR NOTHING NOT EVEN TO PLEASE YOU

Michele Petrelli - Smile
«You would like me to be like that, but I'm just like this, something that will change in a moment. So, you better forget me or readapt your own perspective because I will never be like you want or need. In other words, I was not made for anyone else, not even for myself. Ahahah.»[noético-24/03/2014]

segunda-feira, 17 de março de 2014

FREEDOM

«Freedom it's my choice not yours. And you should think the same for yourself.»[noético-17/03/2014]









sábado, 15 de março de 2014

O INSTANTE

«Explica-me lá o que sabes ? É que sinto uma comichão enorme...Uma espécie de veneno curioso que adoraria tornar o teu conhecimento deserto e a minha experiência inútil. Não sentes como tudo isto é perverso e conduzido com sublime ingenuidade ? Ah...Claro! Eu creio. Tinha que o confessar...Há sempre destes desabafos culturais e na manhã seguinte iremos todos emergir para louvar o Santo Graal da nossa debilidade. Explícito ? Não poderia ter sido mais, faneca! Sabes por que te chamo isso ? Por que eu não gosto e também sei que tu odeias. Só por isso! Assim, estaremos sempre em pé de igualdade...Ahahahahah.»[noético-15/03/2014]



sexta-feira, 14 de março de 2014

FALA-ME DE AMOR...

Fotografia: Peggy Greb
«Sempre odiarei Bonsais...Afinal, manipular árvores, tornando-as anãs, tem o seu quê de tortura, de maléfico e também de gozo, para muitos. Claro, que existem os bonsais naturais, mas, esta, é definitivamente uma arte que desprezo! E se também nos transformassem em miniaturas será que gostaríamos ?...»[noético-14/03/2014]





NÃO EQUIPARES ESTES LUGARES

«Tu, não voas, nem gritas...Tu e eu, nunca estivemos no mesmo lugar e o meu não é mais amplo, mais belo, nem sequer melhor que todos os lugares que tu percorres na tua vida. O incomparável é precisamente isto. O impreciso. Por isso, não tenhas nunca a tentação de equiparar os lugares...» [noético-14/03/2014]

É ASSIM...

«No imaginário dos teus seios, não vejo a Via Láctea, mas, antes, o deserto...No imaginário da paixão, apenas vejo religião...Que pretendes mais que te diga ?» [noético-14/03/2014]

SÓ NÃO TE SOU INDIFERENTE

«Uns dias acho-te piada, outros, nem por isso. Amar-te, significaria fazer sempre a ponte entre esses dias ou sentimentos diferentes. Mas, o amor é apenas, essa ficção da ponte que uniria as duas margens, que nem sequer são do mesmo rio...E nem sequer, todos os rios correm para o Mar. E o Mar, não é o paraíso, nem o inferno sequer. Por isso, deixa-me apenas, achar-te piada e já é suficiente!» [noético-14/03/2014]










ELA...

«Ela ?...Sempre irá estar por aí. Eu, sei! Nem é preciso adivinhar...E há tanto para além dela...Oh, se há ?...Mas, ela continua a ser importante, diria até, fundamental. Ainda bem, que ela, não é um nome, uma categoria como uma espécie ou uma palavra simplesmente vazia. E ela estará, certamente, por aí. É assim que a vida mexe e assim se faz acontecer. Não espera por fanáticos da categorização, por estudiosos da salvação ou deuses que pensam vir redimir a nossas opções sobre a forma de erros. Ahahahah...Redenção ou remissão, que disparate! Que palhaçada! Ela, essa pessoa anónima, depara-se-nos quando menos suspeitamos. Ela, ou ele, já agora, por que não ? Pensar, antecipar, não direi, que não vale a pena. Mas direi, sem pruridos, que não é por aí! O ram ram habitual da vida, leva-nos ao xadrez habitual com que se pinta tudo e todos. Tudo a preto e branco, a cores designadas pelo espectro luminoso, cientificamente estudado e explicado como se fosse o cúmulo da sapiência descrever ?!... Enfim!...Estou farto de sábios, de iluminados e de gente que faz do conhecimento uma espécie de rótulo para quem julgam nada saber...Se ao menos eles soubessem verdadeiramente aprender com quem não sabe, talvez soubessem muito mais?! E ela, afinal, o centro de nada e de tudo, estará por aí, mais uma vez, se não hoje ou amanhã, pelo menos um dia destes e não trará nenhuma salvação, nenhuma redenção, nenhum amor perpétuo, nada que seja perene e consistente, mas na mais profunda das humildades, ela trará a sua temporária existência às nossas vidas, o mais importante de tudo, quando apenas pretendemos uma bóia, uma tábua para sobreviver e não para nos salvarmos de nenhuma pecado que nunca cometemos, ou erro, que também não cometemos. Erro, muitas das vezes é visto como engano. Decepção. Ilusão. E o foco da culpa, centra-se no imaginário, que o cego do Descartes bem descreveu, por linhas tortas. Não há erro, apenas incerteza, tactear e opções. Sim, opções que nos parecem definitivas, o maior dos erros...A eternidade chega a ser lamentável! Chega a ser a maior das pobrezas, seja em desejo, seja nas etapas que lhe estabelecem para a alcançar. Hoje conheço, gente ilustrada, gente distinta e gente sem distinção. Continuarei sempre a preferir estes últimos. E não é por que dos fracos não reza a História, quando por eles toda a História foi feita, pelo seu consentimento!» [noético-14/03/2014]

UMA ESPÉCIE DE TERRORISMO MORAL



«A frase que mais me impressionou em toda a minha vida – quero morrer – escutei-a sempre da boca de pessoas que me eram muito queridas. Todas elas, no momento em que o proferiram sofriam intensamente. Aflige-nos, quase sempre, o sofrimento dos outros. Estas situações, confrontam-nos com uma espécie de moral ou de cultura ‘terrorista’ que pretende dividir tudo e todos, em ‘corajosos’ ou ‘covardes’, ‘lutadores’ ou ‘vencidos’. Diz-se que o suicídio é pecado, porque é um atentado contra a vida. Querer morrer é quase como desejar o pecado ou o mal, segundo diversas confissões religiosas e tradições filosóficas. Parece, até, que estas doutrinas do caminho único apenas aceitam que só se pode desejar lutar pela vida, evitar o sofrimento e nunca desejar morrer. Creio que este tipo de raciocínio moral é uma afronta à dignidade dos que sofrem e dos que desejam morrer. Por que não há-de alguém poder sofrer ou desejar morrer ? Será uma desistência ou a percepção de um caminho, que se escolhido, não perde, antes, ganha dignidade, por ser livremente escolhido? Que direito existe de condenar quem vive o sofrimento ou decide sobre uma vida que só é vivida por si ? Ser, lutador contra uma doença grave, pode ajudar muito, mas, e quando se perde a batalha ? Será que o que não batalhou, terá menor dignidade ? Não será, como inicialmente teci, quase ‘terrorista’ abordar quem sofre com esta tremenda moral condenatória ? Não chegará a ser infame condenar quem ‘quer morrer’ ? Será que existe alguma ‘salvação’ ou, igualmente, alguma ‘perdição’? Salvar a vida  a todo o custo por que razão ? Por que está inscrito no nosso instinto ? Por que a moral vigente e a religião não o permitem ? Será que, os que condenam quem não o segue, apenas esperam que, também, os confortem com um exemplo de ‘coragem’ ? Mas, afinal quem é mais corajoso, o que decide morrer ou deixar-se sofrer ou aqueles que definham ao assistir ao sofrimento dos outros ? Será coragem ou egoísmo covarde ?» [noético-14/03/2014]

quarta-feira, 12 de março de 2014

JÁ É PRIMAVERA...

npa@2014
«Quando tento precisar os meus sentimentos acabo sempre por ser impreciso. As palavras parecem não querer ajudar e só a música surge como minha aliada, falando por mim. Não sei o que me faz falta se tenho quase tudo. Ter quase tudo causa muitas vezes a ilusão de não se precisar de mais nada, quando, afinal, pode faltar tudo o que é fundamental. Nesse caso, ter quase de tudo, de nada vale. Sinto-me como um grão de pó à beira de uma estrada, emaranhado em nuvens rodopiantes que os pneus levantam à sua passagem. E, em que é que isto é relevante? Será irrelevante não o perguntar? É já Primavera no meu coração, eis a razão!»[noético-10/03/2014]

OH...QUE RICA VIDA!...

Banksy - Londres
«Oh, como gostava de ter uma rica vida como aquela...O ciúme é sempre o primeiro a ser enganado. É sempre o primeiro a despontar, também. Uma rica vida é apenas fruto de um imaginário que nunca é igual ao que o vive na sua própria pele. Ao preferirmos a galinha da vizinha apenas revelamos que não estamos satisfeitos com as nossas vidinhas, as tais, baseadas em riquíssimos e pleníssimos projectos. Simples e básico, como diria, o caríssimo Holmes. A inveja de outras vidas também faz parte do acto de contrição da moral cristã. Foi-nos em parte ensinado isso e continua sendo-o. Dever-se-ia invejar Cristo, como modelo, ao invés. Mas, ao contrário, inveja-se o vizinho/a do lado, o nosso 'irmão'. Mas, inveja-se por dor de cotovelo, por que se entende mal e se projetam as nossas inteiras frustrações no sucesso do outro. Por vezes, chega-se a odiar e a querer matá-lo. Ele/a, são uns sortudos! E eu, aqui, nesta infeliz miséria de vida. Pois é, é mesmo isto, quase sempre, que se pensa ou se tem em mente, quando se inveja. Uma inveja de que o outro possa estar melhor que nós, em vez de rejubilarmos pelo seu bem-estar. Estranho, não é ? Pois...Não sei se acho estranho?!...Nem posso achar sequer reles...Acho mesmo que é de ignorar! [noético-12/03/2014]

EDUCAR

«The biggest problem about education it's moralism!» [noético-12/03/2014]

AMOR SUICIDÁRIO

«Amamos realmente os 'génios' artistas, os cientistas 'loucos', os filósofos 'brilhantes', os poetas e romancistas 'diferentes', os governantes 'ilustres' que mataram ou mandaram matar milhões de pessoas, ou que, dentro de uma ética utilitarista conduziram os seus a servir os interesses de uma elite 'dita informada' ?... Já agora, não será que desde sempre se mata por causa da informação ?... Amá-los-emos de facto ?...Duvido, seriamente! A maioria dos que admiramos, se soubéssemos ao pormenor o que foram, nunca os seguiríamos. Mas cultivamos a sua memória para nos protegermos dos problemas de consciência. Só isso! Para isso, existe o culto dos antepassados, dos documentos, da história, do saudosismo, do passado em suma! Eu não sou contra a História, mas, sou contra a forma como ela nos tem sido sempre contada. A maioria dos cientistas 'brilhantes' foram quase sempre bichos de mato, indíviduos que se suicidaram ou viveram à margem. O seu trabalho, é óbvio que tem valor para os que os estudam e o entendem. Para os outros servem apenas de mais um ídolo na sua caderneta, uns tipos que fizeram muito por nós sem que tenhamos que os ter considerado como gente, apesar dos títulos e epitáfios. Quase o mesmo sucede com os artistas. A maioria deles viveu na miséria e na incompreensão. Muitos deles se suicidaram. Mas, não era isso que esperávamos dos génios, que se se sacrificassem ?...E agora, já podemos falar deles e elogiá-los, ainda que continuemos sem os entender. E, já agora, todos os nossos queridos Alexandres, Cleopatras, Napoleões, Hitler's, Pol Pots, Durões Barroso, Angelas Merkel, Putin's, Obama's, foram e são, todos, uns santos, uns líderes porreiros e bestiais, variando entre as bestas e os imaculados...Enfim...Não há pior, do que habitar num jardim de infância, de uma 'humanidade' autoproclamada, que nem sequer sabe o que isso é, ou pior, que acha que já o entendeu em pleno!»[noético-12/03/2014]

O CAOS E A ORDEM

«Em tudo existe um pouco de caos em que é possível apercebermo-nos da existência de uma certa ordem, nem que seja figurá-la ou imaginá-la...Ahahahah...E ainda dizem muitos cientistas que a imaginação não conta e que a ciência é só factualidades. Descartes, pode dormir em paz, pois nunca foi ele que se interpretou a si mesmo, senão teria tido pesadelos, certamente. Factualidade é diferente de realidade. Tenhamos em conta esta diferença. Os factos fazem parte da realidade, mas a realidade transcende em muito qualquer facto. Quem não perceber isto, escusa de ler este texto até ao fim. Em tudo o que existe parecemos entender existir uma ordem. Mas, também é possível, apercebermo-nos de que existe algo caótico, sempre, presente! Talvez, ao que nos queiramos referir, as categorias conceptuais não se adequem?...O certo é que isto é verdadeiro, embora pareça paradoxal. Embora os moralistas e os positivistas (quer os lógicos, quer os outros, mais conhecidos por optimistas) acreditem que mais vale a ordem do que a desordem, o facto é, que fomos todos treinados ou adestrados para a ordem e para a simetria o que que não quer dizer que não estejamos profusamente errados. Querer, não é de facto poder. Nunca o foi, embora, haja gente sempre pronta a papaguear esses lugares comuns, e há, sem dúvida, uma enorme atração pelo comum, pois é o comum que nos faz sentir iguais quando na realidade nunca o somos, nem sequer em relação a nós próprios.» [noético-12/03/2014]

sexta-feira, 7 de março de 2014

SOBRE A INTERPRETAÇÃO - Não há caminhos únicos!

Henri Matisse
Dizia o Oscar Wilde (1854-1900) : “Se soubéssemos Quantas e Quantas vezes as nossas Palavras são mal Interpretadas… Haveria muito mais Silêncio neste Mundo…”

Pois, bem...Não será que o homem é um animal simbólico ? Não será que o homem foi feito para comunicar, falar, gesticular, escrever, expressar-se até mesmo através das suas obras ? Ligar demasiado às ditas más interpretações não me parece que faça sentido. Na verdade, muitas das más interpretações só as designamos assim por que os outros possuem outros referenciais simbólicos que não são idênticos aos nossos e para os quais a nossa comunicação remete. Ainda bem que assim é. Claro, que temos que nos ater aos factos nas nossas interpretações. Mas, ficar por aí, assumir apenas uma interpretação meramente factual, literal, muito de tradição calvinista, parece-me ser demasiado restritiva. Em ciência, é óbvio que não devem existir descuidos desses, embora, algumas inovações e descobertas tenha resultado de erros e de famigeradas más interpretações. Imagine-se todos terem a mesma interpretação de um romance ou de um filme, como seria estranho e obtuso! Até a mesma pessoa interpretará a mesma obra em tempos diversos de forma diferente. Ou seja, lá porque é o Oscar Wilde a dizer estas coisas, não temos minimamente que concordar. Tem que existir apenas um certo balanço entre a razão, a emoção e a imaginação. Se fossemos máquinas exactas não seríamos humanos. Provavelmente, nem seríamos nada! A ideia dos sentidos únicos e das interpretações únicas chega a ser avassaladora e preponderante mas nunca será triunfante. E também, existem interpretações com uma ajudinha dos outros... Felizmente existe a imprecisão humana senão seríamos todos tratados como uns quaisquer produtos enlatados! [noético-07/03/2014]

 

É PRECISO APRENDER A VIVER COM A CONTRADIÇÃO

1,000,000 Artists
«Quem não estiver preparado para viver com a contradição jamais encontrará a tranquilidade, pois, recusa-se a aceitar a diversidade da vida.» [noético-07/03/2014]

quarta-feira, 5 de março de 2014

OS TEUS RUÍDOS

«E se fosses dar caldinhos de cultura aos teus coelhinhos? Que tal dizer-te que todas as tuas considerações apenas me provocam ligeiras comichões?...Que tal teres tão excelentes planos sobre a vida de outros e a tua vida ser apenas uma amostra? Queres dar sentidos a tudo?...Pois não te baralhes. Acho que tudo isso que queres transmitir não passa apenas de gritinhos pausadamente vocalizados que por vezes até se parecem com melodias e harmonias que mais parecem codificadas num morse aflito e desesperado. Quando tentas definir tornas-te estranho, obscuro, porque só falas na primeira pessoa tentando universalizar-te. Quando é que perderás essa tua mania tão formal e maçadora? A tua transparência é tão turva quanto chorona.»[noético-04/03/2014]

segunda-feira, 3 de março de 2014

POEMA

«A este terrível pesadelo do que desejamos
Que nos torna monstros vorazes do mito

A este terrivel desejo do que não fomos
A este sublime disfarce do que somos 
Nós chamamos humano. 
Não estamos perdidos
Apenas silenciamos o sentido
Pois, somos fruto do inconcebível.»[noético-01/03/2014]



SILENCE

«Storytellers, copy masters  and a few drifters it's all there is! No, you're not important but please don't be ridiculous and compare yourself with the shadows. Keep faking your wonderful life. You're above the sky when you believe that you're not just a survivor and point seriously to your work. I don't intend to hurt you but those things are for me just distractions. You can be super about camouflage but that is not what life is all about. And if you ask me what it is after all I will just say you to take it because descriptions are just a waste of time a way to become able to tell stories. And yes I feel the same as you that I should rest in silence the rest of my life because there aint really nothing to say.»[noético-01/03/2014]




A FUGA AO ÓBVIO

Liu Zhan, Junio Kuang y Tan Tianwei
«Quantas vezes já viveste o mito das almas gémeas quando os corpos apenas se queriam encontrar? Pois eu só vejo corpos fingindo ter almas núas pelas ruas a vaguear.»[noético-01/03/2014]










A CULTURA

Castelo de Almourol - Portugal
«A cultura é um fosso sem castelo do outro lado.» [noético-01/03/2014]












TATUADOS

«A curiosidade essa diabólica e frenética profanadora das invisibilidades, essa idolatra das tatuagens resgatadas às sombras imaginárias, essa mimética curandeira, raiz de todos os fogos fátuos, salvítica feiticeira, máscara perfeita de Prometeu...Ah! Venenosa e travestida Medusa que de teus fulminantes lâmpejos crias substâncias petrificadas!» [noético-01/03/2014]


EM BUSCA DO «SELF» PERDIDO

Adam Martinakis - Love for Light
«O tempo passou e eu fiquei igual aquele reflexo que me aprisionou, imagem cadavérica de um corpo que se imaginou conquistador daquilo que sonhou.»[noético-01/03/2014]






O MENINO BEM COMPORTADO

«Sabes...Chegaste mais uma vez atrasado à aula de introspecção. Nota-se pelas tuas olheiras que a noite anterior foi de devoção ao voluntariado. Não precisas de te ausentar de ti para te sentires presente. Nem precisas de faltar às sessões neste ginásio. De uma forma ou de outra acabas por cumprir todo o horário. Não há fuga ao menino bem comportado.»[noético-01/03/2014]




UMA OFERTA

«Lembras-te quando um dia me abordaste e me ofereceste uma memória? Pois...Eu não tinha dedos para usar semelhante pedra preciosa!»[noético-01/03/2014|









INSPIRAÇÃO

«Se precisas de inspiração compra uma garrafa de oxigénio!»[noético-01/03/2014]

SINCERAMENTE


Anna Nielsen - Love as no barriers
«Se te intimidei me diz, recuarei...Se te agradei, não me fala...Se te machuquei me permite refazer do dano...Se...Ai se te queria?...Claro que quero, mas não prometo amor eterno. Nem sei se amor queria, mas se te tiver por companhia, eu agradecia. Tudo é melhor do que aspirar a um inferno.»[noético-01/03/2014]