«Como os cães de faro, há muita gente que gosta de colocar o focinho em tudo, sobretudo, no que é alheio. Não, é, pois, de admirar, que tanta gente tenha paixão por passear o seu quadrúpede focinho pelas praças, avenidas e ruas. A imitação, diz-se, faz-nos aprender. Copiar é o mote. De tanto se imitar, somos, a certo ponto, confrontados com o nosso actual estado de mestria. Mas, trata-se, afinal, de uma mestria na cópia e não em criar originais. Depois, confundimos as cópias com os originais que somos nós. E de repente, parecemos perder o pé. Afinal, quem somos nós ? Cães farejadores ? Seguidores de pistas ? Não! Não pode ser?...Nem sequer nos reconhecemos...Definitivamente, não somos as pistas, nem os trilhos que seguimos. Mas, parar de farejar, dizem, atrofia o nariz! Vê se paras de snifar tanto! Ahahahahah.»[noético-23/03/ 2014]

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