«E se fosses dar caldinhos de cultura aos teus coelhinhos? Que tal
dizer-te que todas as tuas considerações apenas me provocam ligeiras
comichões?...Que tal teres tão excelentes planos sobre a vida de outros e
a tua vida ser apenas uma amostra? Queres dar sentidos a tudo?...Pois
não te baralhes. Acho que tudo isso que queres transmitir não passa
apenas de gritinhos pausadamente vocalizados que por vezes até se
parecem com melodias e harmonias que mais parecem codificadas num morse
aflito e desesperado. Quando tentas definir tornas-te estranho, obscuro,
porque só falas na primeira pessoa tentando universalizar-te. Quando é
que perderás essa tua mania tão formal e maçadora? A tua transparência é
tão turva quanto chorona.»[noético-04/03/2014]

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