«Em tudo existe um pouco de caos em que é possível apercebermo-nos da
existência de uma certa ordem, nem que seja figurá-la ou
imaginá-la...Ahahahah...E ainda dizem muitos cientistas que a imaginação
não conta e que a ciência é só factualidades. Descartes, pode dormir em
paz, pois nunca foi ele que se interpretou a si mesmo, senão teria tido
pesadelos, certamente. Factualidade é diferente de realidade. Tenhamos
em conta esta diferença. Os factos fazem parte da realidade, mas a
realidade transcende em muito qualquer facto. Quem não perceber isto,
escusa de ler este texto até ao fim. Em tudo o que existe parecemos
entender existir uma ordem. Mas, também é possível, apercebermo-nos de
que existe algo caótico, sempre, presente! Talvez, ao que nos queiramos
referir, as categorias conceptuais não se adequem?...O certo é que isto é
verdadeiro, embora pareça paradoxal. Embora os moralistas e os
positivistas (quer os lógicos, quer os outros, mais conhecidos por
optimistas) acreditem que mais vale a ordem do que a desordem, o facto
é, que fomos todos treinados ou adestrados para a ordem e para a
simetria o que que não quer dizer que não estejamos profusamente
errados. Querer, não é de facto poder. Nunca o foi, embora, haja gente
sempre pronta a papaguear esses lugares comuns, e há, sem dúvida, uma
enorme atração pelo comum, pois é o comum que nos faz sentir iguais
quando na realidade nunca o somos, nem sequer em relação a nós
próprios.» [noético-12/03/2014]

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