| npa@2014 |
«Quando tento precisar os meus sentimentos acabo sempre por ser
impreciso. As palavras parecem não querer ajudar e só a música surge
como minha aliada, falando por mim. Não sei o que me faz falta se tenho
quase tudo. Ter quase tudo causa muitas vezes a ilusão de não se
precisar de mais nada, quando, afinal, pode faltar tudo o que é
fundamental. Nesse caso, ter quase de tudo, de nada vale. Sinto-me como
um grão de pó à beira de uma estrada, emaranhado em nuvens rodopiantes
que os pneus levantam à sua passagem. E, em que é que isto é relevante?
Será irrelevante não o perguntar? É já Primavera no meu coração, eis a
razão!»[noético-10/03/2014]
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