«Amamos realmente os 'génios' artistas, os cientistas 'loucos', os
filósofos 'brilhantes', os poetas e romancistas 'diferentes', os
governantes 'ilustres' que mataram ou mandaram matar milhões de pessoas,
ou que, dentro de uma ética utilitarista conduziram os seus a servir os
interesses de uma elite 'dita informada' ?... Já agora, não será que
desde sempre se mata por causa da informação ?... Amá-los-emos de facto
?...Duvido, seriamente! A maioria dos que admiramos, se soubéssemos
ao pormenor o que foram, nunca os seguiríamos. Mas cultivamos a sua
memória para nos protegermos dos problemas de consciência. Só isso! Para
isso, existe o culto dos antepassados, dos documentos, da história, do
saudosismo, do passado em suma! Eu não sou contra a História, mas, sou
contra a forma como ela nos tem sido sempre contada. A maioria dos
cientistas 'brilhantes' foram quase sempre bichos de mato, indíviduos
que se suicidaram ou viveram à margem. O seu trabalho, é óbvio que tem
valor para os que os estudam e o entendem. Para os outros servem apenas
de mais um ídolo na sua caderneta, uns tipos que fizeram muito por nós
sem que tenhamos que os ter considerado como gente, apesar dos títulos e
epitáfios. Quase o mesmo sucede com os artistas. A maioria deles viveu
na miséria e na incompreensão. Muitos deles se suicidaram. Mas, não era
isso que esperávamos dos génios, que se se sacrificassem ?...E agora, já
podemos falar deles e elogiá-los, ainda que continuemos sem os
entender. E, já agora, todos os nossos queridos Alexandres, Cleopatras,
Napoleões, Hitler's, Pol Pots, Durões Barroso, Angelas Merkel, Putin's,
Obama's, foram e são, todos, uns santos, uns líderes porreiros e
bestiais, variando entre as bestas e os imaculados...Enfim...Não há
pior, do que habitar num jardim de infância, de uma 'humanidade'
autoproclamada, que nem sequer sabe o que isso é, ou pior, que acha que
já o entendeu em pleno!»[noético-12/03/2014]

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