«Ela ?...Sempre irá estar por aí. Eu, sei! Nem é preciso adivinhar...E
há tanto para além dela...Oh, se há ?...Mas, ela continua a ser
importante, diria até, fundamental. Ainda bem, que ela, não é um nome,
uma categoria como uma espécie ou uma palavra simplesmente vazia. E ela
estará, certamente, por aí. É assim que a vida mexe e assim se faz
acontecer. Não espera por fanáticos da categorização, por estudiosos da
salvação ou deuses que pensam vir redimir a nossas opções sobre
a forma de erros. Ahahahah...Redenção ou remissão, que disparate! Que
palhaçada! Ela, essa pessoa anónima, depara-se-nos quando menos
suspeitamos. Ela, ou ele, já agora, por que não ? Pensar, antecipar, não
direi, que não vale a pena. Mas direi, sem pruridos, que não é por aí! O
ram ram habitual da vida, leva-nos ao xadrez habitual com que se pinta
tudo e todos. Tudo a preto e branco, a cores designadas pelo espectro
luminoso, cientificamente estudado e explicado como se fosse o cúmulo da
sapiência descrever ?!... Enfim!...Estou farto de sábios, de iluminados
e de gente que faz do conhecimento uma espécie de rótulo para quem
julgam nada saber...Se ao menos eles soubessem verdadeiramente aprender
com quem não sabe, talvez soubessem muito mais?! E ela, afinal, o centro
de nada e de tudo, estará por aí, mais uma vez, se não hoje ou amanhã,
pelo menos um dia destes e não trará nenhuma salvação, nenhuma redenção,
nenhum amor perpétuo, nada que seja perene e consistente, mas na mais
profunda das humildades, ela trará a sua temporária existência às nossas
vidas, o mais importante de tudo, quando apenas pretendemos uma bóia,
uma tábua para sobreviver e não para nos salvarmos de nenhuma pecado que
nunca cometemos, ou erro, que também não cometemos. Erro, muitas das
vezes é visto como engano. Decepção. Ilusão. E o foco da culpa,
centra-se no imaginário, que o cego do Descartes bem descreveu, por
linhas tortas. Não há erro, apenas incerteza, tactear e opções. Sim,
opções que nos parecem definitivas, o maior dos erros...A eternidade
chega a ser lamentável! Chega a ser a maior das pobrezas, seja em
desejo, seja nas etapas que lhe estabelecem para a alcançar. Hoje
conheço, gente ilustrada, gente distinta e gente sem distinção.
Continuarei sempre a preferir estes últimos. E não é por que dos fracos
não reza a História, quando por eles toda a História foi feita, pelo seu
consentimento!» [noético-14/03/2014]

Sem comentários:
Enviar um comentário