«Já não consigo obter o efeito das palavras bonitas. Se calhar nunca as
soube pintar. Engraçado. Diziam-me alguns que elas só serviam de
retórica. Tinham razão esses burros habituados à ração e que confundiam
habilmente o seu alimento com a razão. Bem...A razão é também algo sobre
a qual todos falam e até se desentendem sem que na realidade muitos
saibam bem sobre o que falam. Parece mais uma moda que parece excluir a
emoção, a fantasia ou imaginação. Coitada da razão, até apetece
dizer, entregue a esses costuteiros e alfaiates de ocasião...O mel está
em potencia nas abelhas, no polén ou na relação que inclui o paladar
dos humanos e dos ursos entre outros? Será apenas uma relação de
produção ? Que chatice, esta coisa do mel. Ahahah...A cadeia
significativa real de qualquer compósito não se coaduna com qualquer
literatura seja ela científica, romanceada ou outra. Mas afinal não era
por fazerem parte de um catálogo de beleza que as palavras passavam a
ter lustro e brilho? Ahahah...»[noético-11/05/2014]
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