«Durante
o dia penso como uma espada de aço reluzente afiado. E vivo pela espada
como se não houvesse piedade. Estou disposto a matar a quem quer que
afronte os meus sonhos. Só há noite não mato pois sou só eu com os meus
sonhos e nada mais para enfrentar. Pareço uma criança mimada todas as
manhãs. Ai, jesus!...Odeio ser contrariada. Posso até tornar-me numa
criança violenta, capaz de siderar alguém
com a minha técnica e razão apurada...Mas à noite já faço parte desse
clube de barracão chamado humanidade e...Sim, já pareço dar-me ao luxo
de ser alguém como se existissem instâncias celestes que indemnizassem
esta minha diurna sede de retribuição. Sim! De manhã só posso vestir uma
armadura dourada e brandir a espada cortando goelas a todos os que se
opoem às minhas alucinações. À noite já posso sentir-me cordeiro, nos
braços de qualquer mulher, sempre, em nome de um direito que conquistei
durante os momentos de luz. Sou visceralmente um imbecil, mas, que nunca
o saiba a minha Guinevere. Nunca belisquem a miséria da minha armadura.
Não concordas comigo minha dama dos afogados? »[noético-06/05/2014]

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