«Que estranho ?...Estranho ?...Já te causa estranheza que seja um homem
simples ? Acredito que sim! Afinal, que esperarias ? Que deixasse de o
ser ? Que deixasse que todos pensassem que valho assim ou assado ? Eles,
pensam isso. A medida, pertence-llhes. Pelo contrário, a vida
pertence-me a mim e essa, nem eu sei medir. Sabes o que irás fazer
amanhã ? Acredito que penses que sim. No entanto, não acreditarei em
nenhuma palavra que me disseres hoje sobre o teu amanhã. É que, até
poderias moldar a tua vida de acordo com o conhecimento que mais ou
menos tens de ti. E, ainda assim, se à segunda-feira quererias estar
alegre e desenvolver actividades alegres com a tua alegria, ainda assim,
não saberias nunca, se irias realmente estar com essa disposição, mesmo
tendo um humor muito constante. Agora, imagina-me a fazer essas apostas
sem nexo, eu, que sou de humor inconstante, ou que, pelo menos,
reconheço que não me levanto de bom humor quando desejo ou pretendo...Já
viste o frete ?... Ter-me comprometido para estar alegre quando afinal
até poderia ter motivos de sobra para estar triste ? Claro...Existe o
teatro, o heroísmo, a abnegação. O palhaço que ri por fora e chora por
dentro. Mas, será que vale a pena ? Diria Pessoa que sim. Mas eu, não
sou Pessoa, e será que tu o és ? És grande, só porque finges ?... Ou, és
grande quando és verdadeiro e autêntico ? Pensa
nisso!»[noético-19/05/2014]
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