sexta-feira, 20 de janeiro de 2023
Who's that world?
What is Wonder ?
quinta-feira, 12 de janeiro de 2023
INICIAÇÃO AO BANDITISMO
Moleirinhas numa Cuba
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| By Marc Gunther |
Colocar uma "moleirinha"😅, ou seja, um cérebro numa cuba como referia Hilary Putnam trata-se afinal de uma mera transposição de um cérebro num corpo físico para outro tipo de corpo físico. Na realidade, o que muda é o ambiente próximo. O pensamento por certo não se manteria o mesmo, pois a fonte e o meio de informação mudariam. Não se pode dizer que a identidade pessoal/humana se manteria, podendo ser conservada ou não por indução do super computador e pela possibilidade de alucinação. O super computador poderia assemelhar-se a qualquer substância alucinogénica. Seria possível pensar-mo-nos como cérebros numa cuba, tal como hoje nos vemos como cérebros (prefiro mente) num corpo. A questão mais profunda que me ocorre é a de saber se realmente o cérebro numa cuba constituiria efectivamente um ser vivo? É que de facto a vida não é apenas uma mera receptividade, acumulação ou um mero processamento de informação, mas antes uma conquista adaptativa à necessidade e, um ser vivo está permanentemente em desiquilíbrio e em luta para se equilibrar. Numa falsificação deste mecanismo operativo pelo super computador que poderia falsificar este desiquilibrio a questão perde-se, pois o super computador teria de ser possuidor de um algoritmo quase infinito de geração de problemas e de produção cultural, tal como uma experiência sensorial de um corpo com mente e consciência constitui durante uma vida humana. Pode haver consciência sem vivência vivida e apenas meramente induzida mas, nesse caso, estaríamos perante uma vida ou diante de uma outra coisa qualquer? Um ser pode alucinar com drogas, permanece vivo mas, muitas vezes, nesses estados, não poderemos dizer com razoabilidade que está em condições de viver, pois perdeu o controlo da sua mente e as referências a um mundo circundante, parametrizado e mapeado, em permanente transformação. Vejamos o caso de um aquário que pode ser sistematicamente alimentado por água e oxigénio e alimento de modo a permitir que dentro dele possam viver peixes. Agora imaginemos que transplantamos, apenas, o cérebro de um peixe para uma outra cuba tecnológica virtual. Induza-se no cérebro do peixe que está dentro de água, que não precisa de oxigénio, ou de alimento ou até mesmo de água. Consequência, o cérebro do peixe pereceria. Ao contrário, permitamos o alimento, o oxigénio e a água. Que comportamentos inúteis do cérebro de peixe verificaríamos quanto a agitar barbatanas imaginárias ? Seriam necessárias tais experiências ? Que tomadas de opções voluntárias teria o cérebro do peixe que efectuar para interagir com outros seres holográficos no mesm meio virtual ? Quem controlaria ou alimentaria por sua vez a máquina virtual indutora de modo a que ela se equiparasse à vida, cenarizando-se, complexificando-se, transformando-se e sendo potencialmente pseudo-transformada por cérebros de peixe ? Será que o cérebro de peixe conseguiria fabricar utensílios, teria necessidades (sem serem induzidas e/ou como produzí-las) ? Um super computador não é todo o Universo físico, nem progride por si próprio num Universo físico, é apenas uma pequena parcela. Claro que há a AI mas não me parece que exista uma máquina de interrogar ou de filosofar perante o Universo ou haverá ? Sem necessidade, não há sentido, nem nada faz sentido. A inutilidade de uma máquina numa cuba seria total. Bastaria, no caso humano, induzir uma noção de felicidade perpétua do tipo "tu és feliz e nada te falta" que, tudo isto, por si só se revelaria de uma total inutilidade. Um peixe num aquário vive mas consciente. Fora do aquário debate-se até à morte por asfixia. Quem precisa de viver num coma ou acredita que vive num estado de coma (ou de vida induzida) ? Quem não sente o perigo não foge, ou seja, nem reage. Um sistema informático quando há uma falha de energia (não havendo UPS e geradores) não falha parcialmente, mas na sua totalidade e por si só não se auto recompõe ou reconstitui. Um humano pode resistir à fome, com limites, mas há-de fazer tudo para se recompor tentando adaptar-se a esse desafio, para o superar, o mais rapidamente possível. Há toda uma dimensão cultural humana, que não é apenas singular, mas colectiva e transversal no tempo, sempre em transformação que escapa completamente a qualquer super computador. O cérebro numa cuba teria consciência de lata e de pilhas eléctricas bem ao estilo Oz. Um verdadeiro empobrecimento.
terça-feira, 27 de dezembro de 2022
Salve-se quem puder, se houver salvação!?
quarta-feira, 21 de dezembro de 2022
The elusive You
Oh Dear...
Quem não está Além?
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra nao chegar tarde
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Quem eu nunca vi
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
O meu mundo
O meu lugar
Porque até aqui eu só
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde não estou
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou.
Once upon a time...
terça-feira, 20 de dezembro de 2022
Como não pensar, nem compensar ou "ditosos os normais esses seres tão estranhos" (Van Gogh)
sexta-feira, 18 de novembro de 2022
Éter-V
Nova era, velha era, media era, em suma, todas as idades. Não há verniz que sobreviva às nossas existenciais arranhadelas. Todos acordam procurando a verdade, seja com "V" maiúsculo ou "v" minúsculo. Na língua, os "V" e os "v" pouca diferença fazem para a linguagem falada. Os "V" e os "v" só contam para a linguagem escrita, aquela que pode ser vista ou afagada em Braille, mas cuja dimensão se perde totalmente na oralidade. Não há modo de enfatizar nenhum "V" ou "v" na oralidade. No entanto, até mais do que a escrita, a oralidade da língua é exímia. Contudo, falamos aqui no "V", por que falamos da verdade e não do caractere "V" na oralidade desta língua Portuguesa. A verdade pode então ser vista como a primeira visão (Thomas Samuel Kuhn) de quem tem cada dia para enfrentar ou como o empenho extra ou não, de encontrar uma "solução", uma visão transparente, um insight, uma iluminação, um vislumbre, um horizonte alargado em que o objecto do desejo, da visão, mental e/ou fisiológica e a realidade se fundam numa unidade harmoniosa e nos tinjam como meta. Almejamos o que se nos escapa por entre as mãos, o que se nos furta, e a própria vida flui em nós enquanto de nós se furta em simultâneo. Ao que nos escapa, felizmente o que não controlamos, chamamos liberdade, é por isso que dizemos ser livres pois, nenhum controlo temos sobre tal. A inteligência, outra espécie de instinto, a origem da cultura humana é uma segunda pele, uma segunda natureza que embora limitada se apresenta como virtualmente desprogramada no sentido de possuir fixados os operadores mas não os operandos. O "+", o "-", o ":", o "x", etc, são fixados geneticamente, mas os "a" e "b" das equações é que determinam a métrica dos resultados, avanços ou recuos, subidas ou descidas segundo os planos pré-estipulados. Que importam por isso as eras ? Há a carga genética variável e a muito plural e dinâmica emergência cultural e que sobra sempre algo mais, desconhecido, no final que permanecerá na herança também ela volátil. "V" de verdade ou de viagem ? Interseccionados, rarefeitos ou compactos ou em decomposição, vivemos, perecer é apenas mais uma estação. Eternidade...Sonhámos com ela, que bom! Viajámos com ela, ou talvez nela, ou talvez tudo não passe desta imaginação?! Que tempo há, há sempre tempo, enquanto somos do tempo, no tempo. Mas e a V-erdade ? Platão equiparava a verdade à beleza. Percebo porquê! Perceber não é o mesmo que reconhecer, ou admitir, tal como Platão que tal é a verdade. A tal harmonia encontrada ou reencontrada de que falava atrás, sendo parametrizável, passível de se estabelecerem critérios, não é certamente a "Verdade". Mas, então dirão, não haverá julgamento universal para a verdade ? Se não houver, então, tudo não passará de uma crença?! É essa a subtileza da verdade, a sua incredibilidade, a sua imparametrização que nem cabe no reino da crença, da estética ou sequer simplesmente da razão, mas se constitui como corolário para todas essas dimensões. Há uma verdade na crença ? Sim, há. Há uma verdade na beleza ? Sim, há. Há uma verdade na razão? Sim, há. No entanto, apesar de haver muitas verdades, a V-erdade, não é relativa a uma só, ou a uma combinação de qualquer desta dimensões sequer. Ela sobrepuja-se e esquiva-se, não cai em controle, não se cristaliza, excepto na sua imortalidade e eternidade evasiva.
sexta-feira, 4 de novembro de 2022
Not anyone's way
O Nós são quase sempre Elas
quarta-feira, 5 de outubro de 2022
A vida é polifonia
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| Courtesy of www.Jackson-Pollock.org |
A vida cria-nos e é criada. Ela não é absurda como Camus defendia. Ela, pura e simplesmente não tem um só sentido e, no entanto, contém-los a todos. Ela, não é gerada como um artefacto acabado mas, antes como algo que se enlaça e desenlaça, fia e desfia. Não é um novelo, nem uma linha mas, antes uma profusão de novelos que se entrecruzam numa tecitura, assíncrona-síncrona, diacrónica, policrómica. Profusão de tempos e espaços que se interceptam, coexistem, interferem se equilibram ou se anulam. Movimento e pausa em simbiótica polifonia.
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
Devaneio
Uma história de encantar
A religião matou o outro
A teoria do chinelo
Invento
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| Déborah Maradan |
Se eu fosse lontra, morreria de tédio. Nem sei como é ser lontra, daí o mistério!
Se eu fosse leão morreria com coragem. Nem sei como é ser leão, isso virá do coração!
E, como o papagaio é engraçado, fazendo-se valer pela repetição, nem sei o que é ser uma ave mas, sei muito bem o que é fruto da imaginação!
Para quê ?
| Para quê ? |
Para que serve a beleza do teu rosto quando partires ? Para que serve o teu corpo quando te fores ? Para que serve a tua alma quando te finares ? Há dois estados do ser metafísico: em queda ou temporariamente suspenso. A vida é a queda, geralmente, em estado de aflição. A felicidade são esses instantâneos em que, momentaneamente nos conseguimos segurar a algo ou simplesmente o cremos, parecendo-nos suspender a queda.









