«O
primeiro fundamento é seres tu. Se isso passar pela tua solidão, então,
que o seja. Se passar por teres companhia, também, por que não? O único
vínculo que deves verdadeiramente respeitar é esse compromisso de te
conduzires a ti mesmo até ao fim. Essa é a única raiz, a mais profunda,
aquela que nunca deverás arrancar. Esquece as escolas de virtudes, as
palavras encobertas pelos clamores de outros.
Escuta-te a ti. Experimenta o que todos dizem ser um vazio, um deserto
de silêncios onde nem sequer o vento passa. E sente finalmente o teu
pulsar murmurar-te quem és a cada instante de tempo. Segue-te, nunca te
persigas! A vida é plano de fundo sobre o qual o teu ser se desencobrirá
orientando-se como uma planta que deseja florir para os raios de sol
que trespassam as nuvens sombrias.»[noético-27/03/2014]

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