«Engraçado
como alguém parece ter o poder de nos fazer sentir bem ou
indesejavelmente, mal...Claro que somos bem mais senhores das nossas
disposições do que somente isso. Mas procurar o outro sem lhe abrir um
átrio não tem qualquer sentido. É interessante esta construção
psicológica da abertura como se lidassemos com portas ou muralhas de um
castelo atrás dos quais nos pensamos protegidos ou seguros...Não
será apenas fantasia essa metáfora? Esse limite do que está dentro e do
que está fora?...Átrios, colunas incolumes (invioláveis), portas e
janelas...Uma verdadeira arquitectura dos sentidos, das palavras, das
obras e dos significados, espelhados no nosso viver e nos nossos
hodiernos habitáculos a que chamamos aldeias, vilas ou cidades.Depois
ainda me perguntam o que é a arquitectura...»[noético-01/ 04/2014]

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